E como o tempo passa, parecia me
ontem ainda brincando no jardim de infância com vários amiguinhos, ou meu
aniversário de 15 anos, ou o primeiro dia no colegial. A vida passa tão depressa
que quando nos damos conta, caramba já se
passou tanto tempo assim? Pois é, já
se passou. Ás vezes imagino como é envelhecer, se sentar na cadeira de
balanço e lembrar de tudo o que já fiz, olhar para os erros e acertos, sentir
como se estivesse no momento de novo, rir com algumas lembranças e chorar com
outras. Como será que é viver tanta coisa e ficar lembrando de tudo depois?
Bem, ainda vamos descobrir, mas por ora sabemos que o tempo passa, voa, e nós
temos que aproveitar tudo o que for possível, porque se você cair, a vida não
vai te esperar levantar – ou você a acompanha, ou é deixado para trás.
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Na vida
tudo passa, não importa o que tu faça, o que te fazia rir hoje não tem mais graça. Tudo muda, tudo troca de lugar, o filme é
o mesmo só o elenco que
tem que mudar, que alterar, pra poder
encaixar, se não for pra ser feliz é melhor largar, então se ligue e busque felicidade, pra existir história tem que existir verdade. Numa estrela cadente o sonho se faz
presente, no compasso do batuque de um coração doente, a fera ta ferida, mas não ta morta, Deus fecha a janela, mas deixa aberta a porta. [...] Porque o sol não se tampa com uma peneira, pra
quem já ta molhado um
pingo é besteira, renovo minha força vendo
o sol se pôr, pensamento longe renovo meu amor. Minha voz faz
eco, a tristeza que eu veto, não importa qual o papo, o papo aqui tem que ser reto e cada chaga que a gente traz na alma, é a confirmação de que a ferida sara, e se restaura, já foi cicatrizada, eleve as mãos pro céu que tua alma tá blindada. Pois
ninguém vive conto de fadas, prefiro
meu degrau, do que sua escada. [...] Que
por sinal é qra subir e pra descer, um
degrau de cada vez, é assim que tem
que ser, tá entendendo, o que eu to falando? Caiu
a ficha, ou ainda tá boiando? Minhas
palavras pairam pelo ar, e o meu show,
tem que continuar, por isso eu
continuo, no rap eu destruo como dizia Ali, dou ferroadas e flutuo, que nem no ringue tem que ter molejo, na minha criação,
a força vence o medo.
O tema sugerido foi "Como a vida passa"
Tentei escrever a nossa realidade em relação ao tempo, e o mais engraçado, é que quando somos crianças, ansiamos por crescer, e quando crescemos, queremos voltar a ser criança.
Achei a musica adequada para o momento também, chama-se "Tudo Passa" do Túlio Deck