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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Para refletir



“Se conseguíssemos perceber que todos nós cometemos praticamente os mesmos erros, talvez ajudássemos uns aos outros. Mas duvido...”

Hugh Prather,
Livro: Não leve a vida tão sério

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Vencedores


A vida pode parecer difícil as vezes, um simples ato pode magoar, o trânsito de manhã pode deixar o resto do dia estressante. Uma discussão com seu parceiro ou com seus pais pode te fazer chorar, uma recusa no emprego ou uma demissão pode dar a entender que tudo está perdido. Ou simplesmente podemos acordar pra baixo e passar o dia todo mal. A vida não é aquilo que imaginávamos quando tínhamos 10 anos de idade, a vida é um soco no estômago como diria Lispector. A vida é uma batalha todo dia num mar de obstáculos, matar um, dois, três leões por dia, é chorar e no momento seguinte sorrir para que seu filho pense que está tudo bem. É ter contas para pagar e não ter dinheiro, é faltar alimento em casa, mas a vida também é realizar os sonhos, ajudar o próximo, se sentir realizado, encontrar esperança onde não há, é acreditar que tudo vai dar certo, cair sete vezes e levantar oito, casar e ter filhos e ver os netos aparecerem depois, é dizer que ama os pais, e fazer o possível para andar com a cabeça erguida. E se a vida persistir em continuar difícil, apenas lembre-se que Deus só coloca em seu caminho os obstáculos que Ele sabe que você consegue vencer – e todos nós somos vencedores desde o dia que nascemos. 

sábado, 2 de maio de 2015

O Menestrel

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão.

Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para, para que você junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende realmente que pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida!!! 

domingo, 12 de abril de 2015

Trivial


“Ela sentia uma coisa que nunca tinha sentido antes: na escola, e também por toda a parte, as pessoas só se preocupavam com trivialidades”

- O Mundo de Sofia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Uma conversa sobre autismo

 - Meu neto é autista - disse a senhora, procurando qualquer assunto para iniciar uma conversa.
 - Puxa, é mesmo? Eles são bem inteligentes, não é? - por que não conversar? 
 - São sim, o médico já explicou tudo para nós.
 - Eles focam em algo e querem aprender tudo sobre aquilo, não é? - eu estava tentando mostrar meus conhecimentos sobre o assunto. 
 - Sim, meu neto é bem esperto, mas tem que tratar certinho, se não pode ficar igual passou na TV - (referência a novela da globo em que tinha uma autista).  
 - Ah sim. Todos tem uma grande facilidade com contas, Einstein era autista, sabia? 
 - Quem?
 - Aquele cientista famoso... - começando a ficar perplexa. 
 - Não sei quem é, mas o Messi é autista. 

Ok, estamos no Brasil. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Hipocrisia


Hipocrisia é eu sempre falar para o meu pai desde os dez anos que gostaria de ir para os Estados Unidos para fazer um curso de inglês e aperfeiçoar o modo como eu falo e ele sempre falar que seria perca de dinheiro e tempo, uma vez que posso ter fluência morando apenas no Brasil, e agora que namoro um garoto que tem várias tatuagens e usa alargador, ele fala que eu deveria fazer igual “fulano” e ir morar no Estados Unidos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Contradições Humanas

Olá pessoal, separei algumas imagens bem interessantes para publicar aqui, encontrei todas neste site awebic. As obras são de Pawel Kuczynski, espero que gostem e reflitam.

















terça-feira, 22 de julho de 2014

Melancolia


O dia lá fora está bonito, o céu azul, mas aqui dentro não. Nunca fui de contar meus problemas e conflitos interiores para os outros – não conseguia nem fazer isso com minha psicóloga, e então eu escrevo, é mais fácil do que falar, não é? Sim, com certeza é. E então estou assim, sem muita vontade de nada, com um relacionamento caindo aos pedaços e fazendo tudo mecanicamente. Queria viajar, sozinha, para um lugar longe com natureza e esquecer-me de tudo – amigos, namorado, família, trabalho e até um pouco de mim. Mas até nisso tem um problema: 18 anos não muda nada na sua vida e seus pais não vão deixar você sair descobrindo o mundo, e o único lugar que mais se aproxima de natureza onde eu possa ir aqui, é uma ponte em cima do rio Tietê. Pois é, não ta fácil para ninguém, então eu continuo essa minha melancolia patética.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Entrevistando o Nescau

Hoje no My Life temos uma novidade: Entrevista. Pois é, resolvi dar uma inovada e divulgar trabalhos alheios também, e o entrevistado de hoje é o Nescau (não, não vou entrevistar a marca Nescau, e sim o Michael Gonçalves, popularmente conhecido como Nescau). Ele tem 18 anos, nasceu na cidade de Itu/SP e possui olhos que variam de azul e verde, herdados de sua bisavó e de seu pai. Uma de suas maiores paixões é andar de skate e ele também adora gravar videos para o vlog, em cima disso, fiz algumas perguntas para ele e você confere aqui as respostas:




  1. Quando surgiu sua paixão pelo skate? - Quando cai 3 vezes assim que subi do skate e falai "nossa que bagulho loco"
  2. Faz quantos anos que anda de skate? - Dois anos e 5 meses.
  3. Qual foi o maior tombo que já levou? - Foi no primeiro role, ralei joelho, braço, tudo... rs.
  4. Mudando um pouco de assunto, você tem quantas tatuagens? Pretende fazer mais? - Uma só por enquanto, vou fazer muitoooooo mais!!!
  5. E há quanto tempo você tem i vlog? - Cinco meses e 9 dias.
  6. E da onde surgiu a ideia de criar o vlog? - Eu queria passar meus conhecimentos repassar tudo que eu aprendi e to aprendendo e é claro trazer felicidade para as pessoas, porque não coisa melhor do que uma pessoa falar "cara eu tava mó triste com uma briga aqui, mas eu assisto seu vídeo parece que tudo isso acaba e esqueço de tudo mesmo que por um momento" não a dinheiro que pague isso.
  7. E o que você espera do futuro? - Espero ser rico rs, brincadeira, espero que eu tenha uma família muito foda com filhos, amor, dinheiro, saúde, amigos, skate e trabalhando no que eu gosto.
  8. O que mais preza na vida? - Acho que minha felicidade porque aprendi que "primeiro eu, segundo eu, terceiro eu, depois penso no resto, pois se vivermos apenas pensando na felicidade dos outros e não a nossa acabamos nos fodendo"
  9. Pretende fazer faculdade? - Sim sim, artes cênicas no Rio de Janeiro.
  10. E essa é para as garotas solteiras, tem namorada? - Não D:
Bem, esta foi a entrevista com o Nescau, espero que tenham gostado, e segue abaixo algumas fotos dele:





Você pode encontra-lo no Twitter, Facebook, Página do vlog, e o mais legal, no Vlog (assistam, não vão se arrepender).

Quer participar de uma entrevista também? É fácil, basta curtir página do My Life no face clicando aqui, e lá me enviando uma mensagem que quer ser o próximo entrevistado!

P.S: Estou surtando por não conseguir entrar frequentemente no blog --'

sábado, 5 de julho de 2014

Psicologia na veia: ID, Superego e Ego.


Recentemente tive uma aula de psicologia que foi bem interessante, e não é à toa que o blog chama My Life. Então vamos ver um pouco do nosso comportamento, que está ligado ao nosso aparelho Psíquico, onde encontramos o:

  •  ID: Instintos inconscientes que impulsionam o organismo. Há duas formas de instintos: o da vida, tais como fome, sede e sexo; e os da morte, que representam a agressão. O ID não tolera a tensão e utiliza o prazer para descarregá-la, lembrando que o que pode ser prazeroso para uma pessoa normal, é diferente do prazeroso de um psicopata. (Ex: alguém bate em seu carro na rua, sua primeira reação é xingar a pessoas e com certeza bater nela – é um impulso inconsciente que passa pela sua mente).
  • Superego: É o representante das normas e valores sociais aprendidos durante a infância. É o superego que inibe a ação do ID. (Ex: Ao pensar em xingar ou bater na motorista que bateu em seu carro, você vai pensar melhor e ver que isso não é uma boa ideia, que seus pais te ensinaram a não partir para a agressão, etc).
  • Ego: o ego ele parte para o princípio da realidade, isto é, pelo o que nossa realidade considera correto. (Ex: Com os valores aprendidos na infância, nesse caso, lhe ensinaram que é errado partir para a agressão, então após o Superego inibir o ID, é agora que você vai agir. Vai sair do seu carro e conversar naturalmente, talvez um pouco nervoso com o motorista que te atingiu e tentar resolver o problema, sem xingamentos e sem agressão).

Psicopatas tem um problema no superego, por isso ao sentirem vontade (ID) de matar/estuprar/etc determinada pessoa, o superego não consegue inibir o impulso, não há a consciência do Ego e posteriormente não existe culpa. O psicopata é caracterizado por não sentir culpa após o ato. E se você está pensando que se xingar alguém por causa do calor do momento, te torna um psicopata, relaxa, psicopatia vai muito além disso.
Considerando os valores aprendidos na infância é de extrema importância que pais tomem cuidados ao educarem seus filhos, uma vez que, segundo a Psicanálise, tudo o que acontecer em sua infância (desde a gestação) poderá refletir em traumas, medos, psicopatia, doenças, alegrias e comportamento em sua vida adulta. (Um exemplo foi de uma paciente que estava fazendo terapia porque tinha fobia de lugares apertados, chegava até a passar mal. Através da regressão – processo em que a pessoa em transe vai lembrando do passado – foi descoberto que essa paciente na hora do parto normal, quando ela foi nascer, teve uma complicação que dificultou sua saída, e esse foi o motivo que gerou sua fobia de lugares apertados.)
Para se ter um adulto saudável é necessário que desde a gestação haja uma estrutura e maturidade por parte dos pais, pois tudo pode influenciar no comportamento da pessoa.  

Raphaela Barreto

O My Life Agora tem uma página no face, como não é sempre que consigo estar passando por aqui, a página pode ser atualizada pelo celular (essas tecnologias e hoje em dia...) Bem, curtam lá: My Life

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Voluntariado - Frederico Ozanam

Já se imaginou no lugar de outra pessoa? Sentindo as mesmas coisas que ela ou tentando desvendar o que aqueles olhos cansados escondem? Já se imaginou ajudando alguém que tem apenas uma refeição por dia, que mora em dois cômodos com várias pessoas e quem simplesmente não tem família? Já se imaginou simplesmente... ajudando outra pessoa?
Parece não ser fácil sair do nosso mundinho para fazer algo como voluntariado, mas é mais fácil e gratificante do que todos podem imaginar e não há palavras no mundo que expressem o sentimento que se instala dentro de nós ao ver os rostos cansados se abrirem em um sorriso.
Recentemente eu e minhas amigas montamos um projeto ligado a nossa matéria no curso técnico de administração, decidimos fazer voluntariado e o local escolhido guarda histórias de muitos anos: um asilo. O asilo de chama Frederico Ozanam e fica no município de Salto/SP, para mais informações você pode entrar no site clicando aqui.
Conhecemos pessoas fantásticas e histórias incríveis. Conversamos com todos o máximo que nosso tempo permitia, tiramos fotos e tentamos de alguma maneira alegrar a tarde daquelas pessoas. E tornaremos isto um hábito, não só por eles, mas por nós mesmos também. Pensamos que certas situações não podem acontecer conosco, mas não sabemos o dia de amanhã – muitos estavam lá porque os filhos moravam longe, ou porque os filhos já haviam morrido e o marido também, outros os filhos não tinham condições de cuidar e alguns simplesmente não tinham mais famílias. Parece uma realidade distante da nossa, mas não é, tudo isso está sujeito a acontecer conosco em um piscar de olhos e fazendo o bem para com eles, garantimos que um dia as pessoas também possam fazer algo bom para nós. Não estamos nos doando para receber algo em troca, de maneira nenhuma, o sorriso que recebemos deles já é suficiente, mas gentileza gera gentileza e tudo o que você faz volta em dobro para você mesmo. E a maior recompensa que podemos receber em toda a vida é atenção, amor e carinho.



Você já pensou em fazer voluntariado? Reflita com você mesmo se ajudar outras pessoas valem a pena. Reflita sobre o resultado que isso vai exercer na vida da pessoa, e na sua própria. E acima de tudo, não só reflita, mas faça também.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Entre quatro paredes

 
Ridículo algumas pessoas saírem contando entre os quatro ventos o que acontece em sua relação. Claro que alguns acontecimentos contamos para os nossos amigos mais íntimos, mas não detalhes, porque o que acontece entre quatro paredes com o seu parceiro, fica entre quatro paredes e apenas com ele (não me refiro totalmente só aos momentos de prazer). Acho que muitos términos de relacionamento se devem a isso e não culpem só as mulheres não, porque existem (ainda) aquele tipo de cara que após uma boa noite vai correndo contar para os amiguinhos como se ele fosse o “fodão” (marica para mim). Em seu relacionamento tudo deve ser abertamente discutido com seu parceiro, e o que acontecer entre os dois, fica entre os dois -  a intimidade não deve ser exposta, e se alguém perguntar, você não deve falar. E uma dica: sempre antes de fazer ou falar qualquer coisa, pense se você gostaria que seu parceiro fizesse ou falasse a mesma coisa que você.
 
Raphaela Barreto

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sobre homens e mulheres

 
É engraçado como os homens e as mulheres são tão diferentes. Mulher tem toda aquela frescura de ser arrumar para sair (e não diga que é mentira porque pelo menos um perfume você passa) e o homem é mais simplão, saiu do banho, se trocou e “ta” pronto. Mulher gosta de falar um monte, o homem é mais quietão e fala o necessário (tirando os maricas do colegial). Mulher chora fácil, o homem se controla. Mulher gosta de ser abraçada, o homem gosta de abraçar (isso não é lei). Mulher é de um jeito e homem do outro e olhando para todas as diferenças, vemos que um se encaixa com o outro. Tem que haver um equilíbrio, e o casal é isso. Se a mulher gosta muito de doce, o homem da vida dela gosta menos. Se o homem adora coisas gordurosas, a mulher tende a preferir coisas saudável – a menos que todo mundo entre no mesmo barco, ai ele afunda e acaba com tudo, por isso digo que é necessário um equilíbrio. Não necessariamente nos exemplos citados acima, mas pode ter certeza que o casal vai ser muito diferente em muitas coisas, só para assim poderem se completar.
 
Raphaela Barreto

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Rotina


Maria clara acordou cedo, escovou os dentes, tomou café e saiu de casa. Andou pelas mesmas ruas, viu as mesmas pessoas, chegou ao trabalho – fez as mesmas atividades, acabou o expediente voltou para casa, pelas mesmas ruas, com as mesmas pessoas. O marido estava dormindo no sofá, ela foi fazer jantar, arrumar a casa e assistir suas novelas. Enfim foi dormir.

Maria Clara acordou cedo novamente, escovou os dentes, tomou café e saiu de casa. Andou pelas mesmas ruas e viu as mesmas pessoas, de novo, chegou ao trabalho – fez as mesmas atividades de forma sistemática, depois do expediente voltou para casa, pelas mesmas ruas e com as mesmas pessoas, de novo. O marido havia decidido fazer a janta hoje, ela então foi arrumar a casa e depois foi assistir suas novelas como de costume. No mesmo horário foi dormir.

E a semana inteira foi assim. E os meses. E os anos.

Maria Clara em um dia de domingo, olhando a rua da janela de sua casa, percebeu que sem querer era escrava de sua própria rotina, fazia as mesmas coisas todos os dias, as mesmas coisas nos finais de semana, fazia a mesma coisa a vida inteira. E a vida passa, passa e não espera ninguém se livrar da rotina. É necessário algumas coisas todos os dias, mas sempre as mesmas, da mesma forma, cansa. Pena Maria Clara ter percebido isso no tratamento do câncer, com a idade avançada. Se culpou de não ter feito outras coisas, de outras formas. Se culpou de não ter vivido mais. A rotina é necessária, desde de que não vire um hábito.

O tema sugerido foi Rotina, pela Beatriz do blog Etc e tal. 
Todos nós temos uma rotina, mas para não surtar, temos que fazer algo diferente,
E para o final deste post quero acrescentar uma música conhecida:
 

 
 
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sobre o cotidiano

“Estamos usando o cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso ou o que se nos permite pensar.”
– José Saramago

sexta-feira, 14 de março de 2014

Histórias, nossas histórias


Tantos rostos diferentes na rua, tantas pessoas com suas manias, hábitos e vidas. Imagine a história da pessoa que se sentou ao seu lado no ônibus, o tiozinho do mercado, aquele senhor que pega latinha na rua. Imagine a história daquele seu tio distante rico, do empresário que acabou de passar na sua frente. Imagine o pouco que a criança na rua brincando já viveu. Imagine a história de cada um e o que aquele rosto esconde. Todos nós criamos histórias e todos se surpreendem com o que cada um já viveu. Por isso o senhor com jeitão simples e chapéu na cabeça não deve ser olhado com indiferença e o homem de terno não deve ser olhado como egoísta. Todos batalharam para chegar onde chegaram, uns tiveram sorte, outros nem tanto, mas ninguém nunca morre no ponto de partida – mesmo um bebe após o parto aprendeu a respirar fora da barriga. Por isso, é necessário respeito, com a faxineira da empresa até o diretor. 

Raphaela Barreto

quarta-feira, 12 de março de 2014

Apenas parafraseando


Hoje, com 17 anos, se me perguntarem como é ter essa idade, vou responder que é como ter 16, e ter 16 é como ter 15, que é como ter 14, que é igual a ter 13... Só que quando eu me lembro de quando tinha 13, vejo que muita coisa mudou nesses quatro anos e não sei explicar o paradoxo da mudança que não é mudança. Entre as coisas que mudaram na minha vida no decorrer desses anos, está o fato de eu não mais assistir à televisão. Às vezes eu vejo umas partes do Fantástico, ou acompanho o Jornal Nacional, mas é só. A programação televisiva brasileira (pelo menos a da TV aberta) me dá náuseas e me faz desacreditar na possibilidade de um futuro melhor, porque, afinal, as nossas crianças estão assistindo programas como, por exemplo, o Domingão do Faustão. E é especificamente sobre este último que eu quero falar. 
Eu sinceramente não sei como um programa se sustenta no ar por tanto tempo. A única coisa que pode explicar isso é o fato de que há, realmente, pessoas que sentam sua bunda num sofá, nos domingos à tarde, para assistir ao Faustão. Não tenho absolutamente nada contra o Faustão (apesar de achar um saco os seus bordões que deixaram de ser engraçados faz muito tempo e o seu uso exaustivo do adjetivo "glorioso(a)" para se referir a qualquer um), ele faz apenas o seu trabalho. Acontece que, ao meu ver, esse trabalho de "entreter" o público brasileiro está todo errado. Do começo ao fim.
Notei isso quando, esperando começar o Fantástico para assistir a uma reportagem realmente interessante, tive o desprazer de acompanhar os último dez minutos do Faustão. Estava passando as famosas videocassetadas, com gente caindo e se machucando feio, enquanto todos riam e aplaudiam, principalmente as garotas do balé. Essas últimas, então, riem abobadamente de tudo, como se não tivessem cérebro. Ficam apenas lá, paradas, sorrindo, como se fossem parte da decoração do cenário. Eu me recuso a entender esse tipo de humor. Eu sei que os vídeos que eles mostram foram provavelmente concedidos pelas próprias pessoas que filmaram (eu acho), que eles têm permissão para pôr em rede nacional o tombo dos outros, porém eu acho essa maneira de entretenimento a pior já inventada. Me faz lembrar do coliseu e da política do pão e circo... acho que, nesse aspecto, nem tanta coisa assim mudou. E continua a cena: pessoas caindo e se machucando de verdade, quebrando possíveis pernas, braços ou dentes, e as garotas do balé gargalhando, aplaudindo, como se fosse a coisa mais engraçada que já viram, e a plateia acompanhando, todos incentivados pelo Faustão com seus comentários nada gentis sobre o peso e a idade de quem protagoniza a "piada", espalhando esteriótipos para os rincões do Brasil. E olha que eu não vou nem me referir ao fato de não existir homem no balé de programas de auditório como esse, porque essa já é outra (e longa) discussão.
Notei isso quando, esperando começar o Fantástico para assistir a uma reportagem realmente Percebi, então, que a Luana de 17 pode ser parecida com a de 16, mas é bem, bem, bem diferente da de 13, porque a de 13 assistia ao Faustão.

Texto de Luana, do blog Sou o que Quero
E baseado em seu texto desenvolvi o trecho abaixo:



Pensando na forma como falou das idades, eu com 17 anos também, sou a de 16, mas sem duvidas não sou a de 13. Os programas de TV brasileiros lançam muitos esteriótipos na sociedade, eu já tenho uma certa "birra" da globo, costumo dizer que ela é controladora de mentes, uma vez que quando você assiste (principalmente novelas) se prende e não consegue mais sair, ficando o que eu costumo chamar de "sem cérebro". Ao exemplo de faustão, pois é, sou mais uma que não suporta (o máximo que vejo - e se chegar a uma vez por mês é muito - são as danças, porque gosto de dançar, mas assim que começam os comentários, é zapear por qualquer outro canal, afinal não tenho paciência para o que sai da boca do faustão ou para qualquer convidado dele (que ele insiste em interromper a cada 5min). A TV brasileiro já foi melhor, ou talvez não. Acho que as pessoas deveriam exercitar a mente ou fazer qualquer coisa produtiva (ou assistir TV escola, discovery ou Nat Geo) do que passar horas em frente a uma TV.
Eu com 17 anos, falo também que não assisto TV, até porque não tenho tempo, e quando assisto é um filme de meu interesse (ou os três canais acima citados). A TV destrói a mente humana.

Raphaela Barreto

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Crianças x Adultos


As crianças riem em média cerca de 400 vezes por dia, e os adultos em média apenas quinze. Por quê? É tão difícil ser feliz? Parece que sim. Adultos se preocupam demais, coisas demais e vivem de menos. Por que uma criança fica feliz ao receber uma bala e adultos custam a dar um simples sorriso para alguém na rua? A maioria dos adultos pensam em viver, mas esquecem de fazer isso. Eles estabelecem uma rotina na qual diversão não entra muitas vezes. Procuram pela felicidade, mas esquecem de tê-la. A felicidade não tem segredo, é só abrir a porta que ela entra.

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E aproveitando,  mais uma vez obrigada a todos que participaram da Promoção seu Cantinho no meu, a vencedora foi a Beatriz Elisa, e embaixo está o selinho (:

(Clica na imagem)

Bom carnaval a todos !

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

E o que será de nós ?

A crítica esta implícita em cada pensamento, e pelo que vejo o egoísmo também! É notável a facilidade de se apontar o dedo, mas a dificuldade de ter o mínimo de respeito e consciência. Vejo tanto potencial desperdiçado por espíritos rebeldes, e rebeldia sem fundamento! Quanto se perde nesse jogo de eu sou perfeito e a culpa de tudo são os outros? Se cada um fizesse ao menos sua obrigação como cidadãos já teríamos um Brasil muito melhor independentemente do governo!
Todos culpam o governo, mas as coisas só chegaram a este ponto por causa de pessoas que vendem seus futuros por migalhas, por pessoas que sentam em assentos preferenciais e não tem a capacidade de dar bom dia, pessoas que passam por outra e não concordam com sua opção de roupa, estilo, gosto musical, sexo e se acham no direito de brincar de Deus tratando essas pessoas como não dignas. Mas não dignas de que minha gente?
A carne vai feder e apodrecer da mesma maneira no final das contas!
Porque esse mundo está tão banalizado e gostando disso?
Eu me pergunto se isso é um pesadelo e uma hora acabará. Se uma hora as pessoas vão adotar estereótipos no mínimo sem vulgaridade e que saiba falar a língua de origem correta na sua forma menos formal. No mínimo! Minha gente, eu me incluo nisso, pois não sou perfeita, mas dou o meu melhor, vamos pedir menos e fazer de mais. Vamos parar de falar mal e não fazer nada em relação a isso? Vamos para de utilizar a burrice ao dizer “Eu não vou economizar agua, enquanto eu estou aqui trabalhando tem gente que tana piscina.”, ou seja, não vamos nos rebaixar. Vamos ser educados. Buzinar demais não vai fazer o carro da frente sair voando, ficar estressado não vai fazer o metro desencher. Mas fazer algo sobre isso e sobre sua forma de reagir sobre as situações sim. Não confundam o que estou dizendo com submissão. Pois não é o caso. NÃO MESMO! Estou dizendo que já que esse governo não ajuda, vamos fazer a nossa parte para resolver pelo menos o estresse que mata tantas pessoas por dia, e a falta de respeito e consciência que são os verdadeiros vilões dessa história! Se quiserem fazer jus aos manifestos de seus pais/avós não tem problema. Mas eles eram politizados, entendidos e estudados. Eles iam com o intelecto lutar a favor de seus direitos não com as mãos, por isso obtiveram resultados! Quem faz vandalismo e guerras infundadas não merece melhoras. O governo merece uma lição, mas utilizar da burrice e ignorância para fazer algo só vai piorar a situação, até mesmo para você que fez/faz esse tipo de coisa.

Não estou indignada, e sim frustrada de ver que a maior parte das pessoas partem do senso comum de que o que está acontecendo aqui é bom. Tenho pena delas, mas quem sabe pessoas com consciência ainda sejam a maioria.

Por: Beatriz Elisa, do Blog Etc e Tal,
Vale a pena ler.

"Não me convidaram pra esta festa pobre, que os homens armaram pra me convencer. A pagar sem ver toda essa droga, que já vem malhada antes de eu nascer. Não me ofereceram nem um cigarro, fiquei na porta estacionando os carros, não me elegeram chefe de nada e o meu cartão de crédito é uma navalha... Brasil! Mostra tua cara quero ver quem paga pra gente ficar assim
Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim!!!!" ♫ ♪ ♫