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08/01/2021

O que realmente importa

Eu me pergunto se as pessoas observam o redor quando estão indo trabalhar. Se olham para as árvores, bonitas, retorcidas, com galhos formando abraços. Se enxergam os pássaros voando e canto no céu azul, com suas infinitas cores e plumas. Se as nuvens lhes sorriem, se deixam o sol lhes beijar a face, e o vento acariciar a pele. 

Eu me pergunto, se por milésimos de segundos, as pessoas saem de seu estado automático e dão valor ao que realmente importa, a algo que tem muito valor, mas que não precisa de dinheiro nenhum para ser pago.

31/05/2019

Vida adulta

 
Eu sei, eu sei. 
Estou sumida aqui do blog por vários dias... mas é a tal da vida adulta. Essa correria de trabalhar até o sol se pôr e ainda depois ter que ir para a faculdade só parece legal quando se é criança. O trabalho é chato e exaustivo e cria uma rotina deprimente, já a faculdade só parece legal nos filmes americanos. 

A questão é que estou em semanas de provas, tentando arrumar tempo para estudar para as matérias. Não sei ainda quando volto definitivamente para cá, mas eu volto. Até lá... Quem ai faz/fez faculdade ou algum cursinho? 

E o que vocês tem a dizer sobre a vida adulta? 

Grande abraço!

22/10/2018

Velhos momentos

Ela viu,
Lembrou,
De quando era pequena
Sem muitos problemas
E só queria brincar.
Lembrou das amigas,
Da bagunça no quarto,
As bonecas vestidas,
Perfeitas,
Eram barbies.
Teve vontade de chorar,
Aquele tempo jamais iria voltar.
O tempo da diversão,
Dos pés sujos,
Das brincadeiras nas ruas.
Segurou as lágrimas
Com saudade
Percebendo que a melhor coisa
Do mundo
Era ser criança.
Engraçado, pensou ela
Crianças querem crescer,
E adultos querem ser crianças.
Então deixou o corredor das bonecas,
Pensando,
Com saudade
Do tempo,
Dos velhos momentos. 
 

Raphaela Barreto
 
 

26/06/2017

Festa de aniversário Harry Potter

Antes de qualquer pergunta: sim, a festa foi minha e sim, foi do Harry Potter. Minha idade? Nada menos e nada mais do que 21 anos. 
Então vamos ao passo a passo da decoração que é facinho e não é preciso gastar muito.

1. Cartas de Hogwarts penduradas
Imprimi as cartas de Hogwarts, comprei envelopes e escrevi o nome dos convidados, pendurando as em seguida perto da churrasqueira. 


Foto ilustrativa, infelizmente não tirei foto das do meu aniversário.

2 . Varinhas de decoração.
É fácil, basta papel, cola quente e tinta. É só enrolar o papel em forma de canudos, decorar da forma que você quiser com a cola quente e por fim pintar.


Estas são as minhas (nota-se pela qualidade da foto)
3. Poções e Feijõezinhos. 
Compre garrafinhas de vidro e plástico e despeje qualquer suco que goste, no meu caso utilizei Gatorade para Poção Polissuco e Poção do Amor.
Para os feijõezinhos comprei balas e coloquei em um saquinho.



 4. Decoração das Quatro Casas.
Tenha uma super amiga com dom de decoração e que achou um tutorial na internet de como cortar e fazer isto:

A decoração foi toda em azul porque sou de Corvinal, ainda teve caldeirões em cima da mesa, meus livros do Harry Potter, balas de coco e até balões nas cores branco e azul.
As demais fotos estarei postando no instagram do blog, com toda a decoração e inclusive uma coruja que deu uma passadinha por lá para alegrar a noite. 

27/09/2016

Partes

 

Refletindo ultimamente percebi que não tenho mais tempo para uma coisa que amo: escrever. Não há mais poesias, contos ou reflexões. Não há mais qualquer frase em um pedaço qualquer de papel.
Então assim é crescer? Trabalhar, fazer faculdade e assumir responsabilidades? Entrar no automático e não conseguir sequer formar uma frase decente?
Confesso que tenho saudades de minha mente há quatro anos e caramba já faz quatro ano em que minha mente tinha mais imaginação, em que eu sonhava mais... Os dias estão passando rápido demais e cada segundo que passa é como se um pedacinho daquela garota se fosse. Claro, sei que estou aqui, sei que sou a mesma, mas como se esta parte estivesse adormecida e necessitando urgentemente despertar. 

17/08/2015

Incógnita

Isolo-me em um mundo onde fui colocada sem minha permissão. Sempre morrendo aos poucos todas as noites. Fazendo perguntas sobre coisas que ninguém sabe responder. Sinto medo dos novos dias, mas, me alegro com as descobertas. Mesmo assim, não me encontro, procuro sempre por algo que eu não sei o que é, mas desejo encontrar. Um sentimento bipolar de querer colo e querer estar só. É a sensação de olhar no espelho e ver a imagem desfocada. De tentar andar pelo caminho certo e acabar tropeçando nos trilhos. Correr para tomar um banho de chuva e no mesmo instante abrir o sol. É falhar e falhar constantemente e mesmo assim despertar para o trabalho na manhã seguinte. Aquela sensação de viver em uma roda-gigante. É o momento onde se descobre que seu segundo nome sempre foi incógnita.

14/11/2014

Mudanças



A infância era maravilhosa, não era? Lembro me de sempre querer três coisas e imagina-las, com os olhos brilhantes, firmemente: ter uma festa de quinze anos, casar usando um vestido branco e ser mãe. Coisas simples que toda mulher quer, não é? 
Não.
No ano em que eu completaria quinze anos toda a magia sumiu, eu não queria festa, não queria vestido longo, não queria valsa com ninguém. (Mas o fiz, a pedido da minha mãe que sempre sonhou com a festa dela e não teve). 
Agora, com 18 anos, apesar de namorar (voltamos, detalhes a parte), não me vejo casando, nem com meu namorado, nem com ninguém. Simplesmente não me imagino morando com outra pessoa na mesma casa usando uma aliança no anelar da mão esquerda. 
E a pior parte, sobre ser mãe, confesso que já passei minutos em frente ao espelho me imaginando grávida e imaginando a melhor sensação do mundo, afinal é um desejo que a maioria das mulheres tem. Pois é. Não me imagino mais sendo mãe. Não possuo mais este desejo. 
E isto me assusta.
Como as três coisas que eu mais queria quando era criança, estão sumindo de minha vida? 
Eu sei que tenho muitos anos pela frente, e que talvez isto possa ser apenas uma crise de existencialismo, mas estou com medo.
Quem sou eu?
E em quem me transformei?
Ou irei me transformar? 

26/10/2014

Sei lá.


Foi a decisão mais difícil que tomei, sem duvida, mas foi necessário. Desci do ônibus com um aperto enorme no peito, cada passo era uma agulhada maior dentro de mim. Segurei as lágrimas, precisava ser firme, mesmo sabendo que não aguentaria bancar a durona por muito tempo. Assim que o vi as lágrimas rolaram, ele me abraçou, pediu para que eu não fosse embora, pediu perdão - mas a decisão já estava tomada. Assim que tirei aquela coisinha minuscula de meu anelar um vazio se instalou dentro de mim. Entreguei-a ele e fui embora. Chorei, solucei. Queria gritar. Parecia que uma parte de mim tinha ficado para trás. Meu instinto dizia para correr na direção oposta a que eu estava indo. Voltar para onde ele estava, abraça-lo e ficar lá para sempre. Mas eu não podia. Não mais. Não por enquanto.

12/09/2014

Hipocrisia


Hipocrisia é eu sempre falar para o meu pai desde os dez anos que gostaria de ir para os Estados Unidos para fazer um curso de inglês e aperfeiçoar o modo como eu falo e ele sempre falar que seria perca de dinheiro e tempo, uma vez que posso ter fluência morando apenas no Brasil, e agora que namoro um garoto que tem várias tatuagens e usa alargador, ele fala que eu deveria fazer igual “fulano” e ir morar no Estados Unidos.

22/07/2014

Melancolia


O dia lá fora está bonito, o céu azul, mas aqui dentro não. Nunca fui de contar meus problemas e conflitos interiores para os outros – não conseguia nem fazer isso com minha psicóloga, e então eu escrevo, é mais fácil do que falar, não é? Sim, com certeza é. E então estou assim, sem muita vontade de nada, com um relacionamento caindo aos pedaços e fazendo tudo mecanicamente. Queria viajar, sozinha, para um lugar longe com natureza e esquecer-me de tudo – amigos, namorado, família, trabalho e até um pouco de mim. Mas até nisso tem um problema: 18 anos não muda nada na sua vida e seus pais não vão deixar você sair descobrindo o mundo, e o único lugar que mais se aproxima de natureza onde eu possa ir aqui, é uma ponte em cima do rio Tietê. Pois é, não ta fácil para ninguém, então eu continuo essa minha melancolia patética.

14/02/2014

[Resenha] Crescer na Terra do Nunca - Anna Osta

Fazia tempo que eu não publicava nenhuma resenha, então vamos lá:

Crescer na terra do nunca de Anna Osta nos conta fases da vida de João, quando ele era criança, depois adolescente e finalmente adulto, nos detalhando os sentimentos, os pensamentos, que provavelmente já ocorreram conosco. De forma bem simples e instigadora lemos e refletimos sobre nossa própria vida e o que está ao nosso redor. Para quem está curioso, os capítulos são Adolescer, Descoberta do Amor, Escolhas e Decisões, Decisões e Renúncias, Colher Frutos e temos o Epílogo. O livro é pequeno e a leitura gostosa, recomendo para todas as idades. (para saber mais clique no marcador “Livros” que terá bastantes citações desta maravilhosa autora).

Páginas: 63.


Nota: 4 estrelas. 


10/02/2014

Entre pais e filhos

Todo mundo pressupõe que pais e filhos saberão se relacionar, como se isso acontecesse automaticamente. Mas não é bem assim. Precisamos cultivar, se quisermos que exista uma relação de amizade e companheirismo. Dedicar tempo, como em qualquer outro relacionamento, participar de sua vida, expressar seus sentimentos, retribuir os gestos carinhosos, demostrar interesse, compartilhar experiências, cuidar um do outro, zelar pelo seu bem-estar. Enfim, a relação com nossos pais não deve ser diferente da que mantemos com outras pessoas, nossos amigos, por exemplo. Se pensarmos assim, será mais fácil fortalecer os laços que nos unem, e estabelecer um relacionamento sólido.
Anna Osta

Crescer na Terra do Nunca

24/01/2014

Dúvidas

“[...] Cada ser humano tem um ritmo e isso não é o mais importante. O que importa é que todos nós chegaremos lá. Se uma pessoa leva mais tempo do que a outra para descobrir o que quer fazer, não significa que será um fracasso profissional. Muitas vezes, o cara que se sentia seguro aos dezoito anos chegará aos quarenta questionando se escolheu a profissão certa. Porque é natural ter dúvida, sentir-se inseguro, ficar com medo. São sentimentos inerentes ao ser humano.”
Anna Osta

Crescer na Terra do Nunca

17/01/2014

Viver é fazer acontecer


A vida pode passar rápido, ou devagar para alguns, com curvas e obstáculos, futilidades e perdas, mas ela passa. É preciso saber em que dar valor, a palavra certa na hora certa. A vida não é só diversão ou tristeza, ou uma roupa para comprar, uma partida, um celular novo, festas, escola, trabalho ou passeios, ela é também sabedoria. É um álbum cheio de recordações, momentos, fragmentos do tempo. É inexplicável, maravilhoso, mágico e temos que fazer tudo valer a pena, mudar o rumo algumas vezes, conhecer outras coisas, se desapegar de algumas. É aprender cada vez mais. É escolher um caminho diferente para ir ao supermercado, é ensinar o filho a andar, é levar um tombo, é levantar. É sonhar, rir e chorar. É voar e imaginar. É aproveitar tudo, porque a vida passa e uma hora acaba. Viver, é fazer acontecer. 

Raphaela Barreto

08/01/2014

Saudade

Dizem que tudo que vai, volta, mas não é verdade. O tempo que passou, jamais voltará ou poderá ser vivido novamente. É uma coisa que todos sabem, mas quando pesa, é inevitável não pensar. E pesou. Pesou quando eu estava passando por um walmart e vi várias barbies – minha paixão, confesso que tenho minha coleção guardada ainda. Lembrei-me dos velhos tempos, a casa montada, penteados e roupas diferentes e minhas amigas em casa fazendo bagunça. Lembrei que ser criança era a melhor coisa do mundo, e notei uma coisa engraçada: quando somos crianças queremos crescer, e quando crescemos queremos ser jovens

Raphaela Barreto

04/12/2013

Criança




                                                                 Fui uma criança feliz,
e meu desejo é que todos pudessem

sentir a alegria que eu tive.
Criança não tem maldade...
Criança fala e escreve o que sente...
Criança tem um sorriso sincero...
Criança é alegria e expontaneidade.
Espero ter deixado na minha alma
um pouco da criança pura e sincera
que sempre fui.

Que cresçamos, mas nunca esqueçamos a magia de ser criança.
Poema da Beki Bassan, do blog Reflexões.
Recomendo.

28/10/2013

Presença


Olhei a lua, esvaziei a mente e tentei esvaziar a segunda também. Aos poucos fui sentindo a grandeza do mundo, e que mundo! Senti a brisa tocar meu rosto e meus pelos se eriçarem – eu podia sentir. Meus olhos se encheram de lágrimas, eu sabia que era observada, só tinha que vencer o medo. São maravilhosas as coisas que Deus faz e eu sabia que não estava sozinha ali. É incrível os segredos que existem entre o céu e a terra, entre o amor e a dor, entre avida e a morte. É incrível ver como Deus nunca falha. 


Raphaela Barreto
Para quem leu "As Valkíras" de Paulo Coelho, certamente entenderá. 

02/10/2013

Soco no estômago


Não temos mais tempo para brincar, a vida cobra e então é hora de crescer. A sociedade nos obriga a isso e é difícil dizer adeus para muita coisa que amamos e fizeram parte de nós. As responsabilidades aumentam e é hora de desempenhar papel de gente grande. Quem diria que crescer seria tão chato e eu que não via a hora quando era criança. Se vou ganhar novas experiências? Claro que vou, mas a simplicidade parasse não habitar o mundo adulto, e eu gosto do simples. Me apaixono pelas simples coisas que me fazem sorrir. Como diria Clarice, a vida é um soco no estômago
Raphaela Barreto

30/09/2013

Confusa


Simplesmente confusa, não entendo e não sou entendida. Sou tão confusa, que me identifico com textos, músicas e até mesmo imagens confusas. Consigo entender as coisas confusas, da mesma forma que um artista entende sua obra. Às vezes, digo que não tem sentido, mas sei o sentido de não ter sentido.
A confusão para mim, se torna simples quando a simplicidade se torna confusa. Como poderia afirmar algo, se estaria negando sua outra afirmação? Como poderia concluir, se não tenho certeza de minhas conclusões?
A confusão, se observada quando se está confuso, é confusa. Se observada quando se está calmo, é complicada. Porém, se observada quando que está perdido, é simples. A maior parte de mim é confusa, e a outra, perdida, pois ainda não sei bem como defini-la, só como perdida. Sempre procuro, mas não encontro. Talvez, não encontro, porque não sei o que procuro, só sei que não é nada do qual já encontrei... Possa ser que procuro mais conhecimento, mas por que não conheço o que procuro?
Simplesmente confusa, não entendo e não sou entendida.