Mostrando postagens com marcador Daniela Silva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Daniela Silva. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de março de 2019

Numa moldura clara e simples, sou aquilo que se vê?

No escuro adormecem os sonhos

que realizo quando todos dormem.
Procuro antônimos para sentimentos
que não se adequam ao contexto.
Ando fadigado sobre os pedregulhos
enquanto bolhas de sabão estouram aos meus olhos.
Distribuo sorrisos cordiais
enquanto lágrimas salgadas enchem o mar.
Vivo ereto, "sim, está tudo bem"
mas o semblante mente.
E me pergunto, inocente
por que é assim a vida da gente? 



domingo, 4 de novembro de 2018

É tudo cópia da cópia



Ela era mais uma dessas que usava camiseta de banda só porque estava "na moda", nem sequer conhecia, apenas usava. Ela era mais uma dessas que ia se sentar na calçada para ver as pessoas que passavam para dizer "nossa que cabelo horrível e que barriga é essa", mas parecia não se lembrar que já estava usando calças tamanho 42. Ela era mais uma dessas, que tinha que ter aquele anel igual à vilã da novela das oito. Ela era mais uma dessas que era demasiado simpática com todos, pois, gostava de ser adorada. Ela era mais uma dessas que não podia se ver sozinha, sempre estava de namorado novo, mas se aquela lá, aquela ruiva do trabalho fosse vista com outro cara, "nossa que puta", ela diria. Ela era mais uma dessas que sentia pena das crianças de rua, mas o armário transbordava de roupas (ainda com etiquetas) que nunca seriam usadas. Ela era mais uma dessas que se dizia sem preconceitos, mas não beijava negros e homossexuais eram criaturas abomináveis. Ela era mais uma dessas que estava todo domingo na igreja e toda sexta naquele barzinho fazendo fofoca de todos que conhecia. Ela era mais uma dessas que tratava o corpo e esquecia-se do cérebro. Enfim, ela era mais uma dessas, sabe? Mais uma dessas que se dizia diferente.


do blog Café e Ócio

domingo, 15 de abril de 2018

Imagine all the people living life in peace


As flores solitárias
De uma montanha distante qualquer
Que sempre passam despercebidas
É como se elas não estivessem ali?
Passar a vida sendo a observadora
Nunca sendo o centro
Faz os dias passarem mais rápidos ou mais lentos?
Perguntas sem respostas nos surge ao travesseiro
E a vida é só mais um fardo
Que insistimos em carregar
E a liberdade é só uma utopia
Que nunca vamos alcançar.
Daniela Silva

terça-feira, 6 de junho de 2017

Me dê um gole de vida

Vejo
Passarem os dias
As semanas
Os meses
Os anos

Sinto
Tudo
Sinto
Muito
Não te sinto

Nas noites
Choro
Escutando os gritos
Do silêncio

Inundo o quarto
Com preces 
Sussurradas 
E adormeço

Desperto 

Com o cantar dos pássaros
E se tem início
A batalha interior

Vontade 
De encarar a vida
Não mais 
Porém o coração
Ainda arde




Daniela Silva
Fui obrigada a criar uma tag com o nome da Dani, de tantos posts seus que escrevi aqui.
Infelizmente seu blog está desativado, mas os poemas são maravilhosos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Partiu

De tanto sonhar acordado
o menino de olhos cerrados
criou asas para voar.


Daniela Silva
Do blog Café e Ócio, acredito que este é o blog que mais citei aqui no My Life.
Simplesmente adoro o cantinho da Dani!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Incógnita

Isolo-me em um mundo onde fui colocada sem minha permissão. Sempre morrendo aos poucos todas as noites. Fazendo perguntas sobre coisas que ninguém sabe responder. Sinto medo dos novos dias, mas, me alegro com as descobertas. Mesmo assim, não me encontro, procuro sempre por algo que eu não sei o que é, mas desejo encontrar. Um sentimento bipolar de querer colo e querer estar só. É a sensação de olhar no espelho e ver a imagem desfocada. De tentar andar pelo caminho certo e acabar tropeçando nos trilhos. Correr para tomar um banho de chuva e no mesmo instante abrir o sol. É falhar e falhar constantemente e mesmo assim despertar para o trabalho na manhã seguinte. Aquela sensação de viver em uma roda-gigante. É o momento onde se descobre que seu segundo nome sempre foi incógnita.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Eu te espero, vem?

Roupas rasgadas pelo quarto
Nada está em seu lugar
A memória nunca funciona
Tudo se passa como um flash
Sonho ou realidade?
Me dê a mão
Vamos fingir que tudo está bem
Não vamos rotular isso
Só vamos correr por aí
Deixe o medo e as preocupações em casa
Os monstros não vão nos alcançar
Sonho ou realidade?
As chaves já estão no carro
Os livros no porta-malas
Compramos o resto na estrada
Vamos sentir o vento tocar nosso rosto
Parar em uma rodoviária abandonada
Beber, sorrir e conversar com os olhos
Sonho ou realidade?
Nós não vamos ouvir quando eles disserem 
O que temos que sentir 
Vamos colocar o celular na rua
Ver um caminhão de oito rodas estraçalhá-lo 
E saber que ninguém mais irá nos incomodar
Dormir em um hotel barato
Traçar um caminho no mapa
E entrar em uma via completamente diferente 

Você vem? Eu sei
Mas antes, abra os olhos
Precisamos acordar


Do blog Café e Ócio. Admito que sou uma leitora e fã assumida deste blog.
Dani, demorei, mas postei (: