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segunda-feira, 4 de março de 2019

Mochilão na Alemanha



Minha segunda viagem à Alemanha foi bem mais corrida do que a primeira, eu tinha pouco tempo para chegar em meu destino final e até lá, desenhei um mochilão envolvendo trens, barcos e muita perna.
Minha aventura começou desembarcando em Frankfurt e pegando o primeiro táxi a vista. Um simpático português me levou até a ponte Eiserner Steg, minha primeira parada. A vista da ponte, os cadeados de corações e as pessoas aproveitando o sol me fizeram se apaixonar pela cidade. Ainda em Frankfurt visitei Roomerberg, uma praça charmosa com vários restaurantes para aproveitar a culinária alemã.


Com minha mochila segui caminho até a pequena cidade Rudesheim, a quarenta minutos de Frankfurt onde fiquei no hotel Carat Hotel. O quarto era pequeno, mas não tive do que reclamar. A noite visitei um restaurante na mesma calçada do hotel, onde a comida era divina. Difícil vai ser esquecer as batatas fritas temperadas que experimentei.
Continuando a aventura, no dia seguinte tomei o barco em direção a Koblenz, um passeio no rio Reno (Rhein) onde cada lado do rio dispunha de castelos de épocas antigas, que despertavam nossa imaginação a cada minuto. Foi experiência maravilhosa.




E para acabar esse mochilão rápido, de apenas dois dias, de Koblenz fui de trem até Colônia (Koln) visitar a famosa catedral gótica, que teve sua construção iniciada em 1164 e levou mais de 600 anos para ser finalizada. A vista nos deixa sem palavras tamanha sua grandiosidade.


Para ver mais fotos e conferir mais aventuras, acompanhe as fotos no instagram.

sábado, 6 de outubro de 2018

Um pouquinho sobre a Romênia

Conhecida por ser a terra do Drácula e onde Carlinhos Weasley trabalhava com dragões, eu não sabia muito o que esperar quando viajei para a Romênia. Fui em meados de Maio a trabalho, o clima estava bom, não tão calor durante o dia e não tão frio durante a noite. Acabei visitando duas cidades: Timisoara e Arad, ambas muito parecidas, só que Arad mais nova e cuidada do que a outra.



Com o passar dos dias pude notar que um país tão distante do Brasil, também tinha algumas semelhanças. A Romênia também fazia parte do território pertencente ao Império Romano, logo sua língua é derivada do latim, assim como o português. Muitas palavras em lojas e restaurantes eram possíveis de entender e até uma ou duas durante uma conversa. Os gestos com as mãos, a fala alta, as risadas e piadas também fazem parte da cultura, assim como o gosto pela carne e cerveja.
Os prédios me lembravam a grande São Paulo e sua parte histórica, prédios estes que alguns estavam reformados e outros nem tantos. As calçadas também me faziam lembrar do Brasil, algumas árvores aqui e acolá, um matinho na guia, trânsito às sete horas da manhã e problemas políticos.



Para aqueles que me perguntarem o que achei, até ouso dizer que é uma parte do Brasil na Europa, só que somente com pessoas brancas e sempre bem vestidas.
Foi uma experiência totalmente diferente, nos Estados Unidos eu conseguia enxergar um padrão americano nas pessoas. Na Alemanha, quase todos brancos e loiros de semblante fechado e conversa baixa, mas na Romênia... era um festival de tamanhos, cores diferente de cabelo, maquiagem, roupas e sapatos. Há uma característica ali difícil de ser achada, não há um rosto padrão, assim como não há um no Brasil. E por fim, de todos os países que já conheci, ali foi o que mais me lembrou minha casa, mesmo não sendo, mesmo eu não querendo ali morar, mas eu até podia sentir uma familiaridade com o lugar.




terça-feira, 28 de agosto de 2018

Berlim: Campo de Concentração Sachsenhausen

Aproveitando o último post sobre a Segunda Guerra Mundial, vamos embarcar em minha última aventura em Berlim: Campo de Concentação Sachsenhausen. Quando decidi ir para Berlim, pesquisei se havia algum campo nas rodendezas e cerca de 40 minutos de viagem de trem me levaram até lá. Comprei um tour guiado com o Get Your Tour Guide, e super recomendo, uma guia canadense nos acompanhou informando e ensinando tudo e mais um pouco (há opções de tour em inglês e em espanhol).
O campo Sachesenhausen tinha como objetivo o trabalho forçado, e fizemos o mesmo caminho dos Judeus do centro de Berlim até o campo. Havia centenas e centenas de campos de concentração para trabalho forçado, mas apenas seis voltados para o extermínio, e talvez seja por isso que não senti aquele tal arrepio e lágrimas nos olhos que todos sentem quando visitam Auschwitz Birkenau. O clima é pesado, há algo na atmosfera difícil de explicar, mas não é como os relatos do maior campo de extermínio da história.  
 
"O trabalho liberta" - portão de entrada do campo.

Mas voltando a Sachsenhausen, o local virou um memorial e é aberto para visitação. Foi inaugurado em em 1936 primeiramente para prender os partidários contra a política do Führer, servindo mais tarde como campo de concentração de Judeus. O campo servia também de centro de treinamento para os oficiais da Gestapo, a polícia secreta da Alemanha.

O campo dispunha dos quartos dos prisioneiros que era basicamente um amontoado de camas, cozinha, enfermaria e mais tarde a câmara de gás. 
  
Entrada do campo. O relógio em cima da torre marca exatamente a hora que
os soviéticos chegaram e libertaram os Judeus.
 
Após o término da Guerra, os galpões foram destruídos (retângulos no chão), deixando somente dois quartos, a cozinha, a enfermaria e o que sobrou da câmara de gás, que foi praticamente destruída após bombardeios.
 
 























Quando perguntamos à guia sobre os némeros de cada Judeu e o pijama listrado, tivemos como resposta que era muito mais fácil exterminar um número, alguém que já não se parecia mais com um humano do que alguém saudável e em boa forma. Quando os Judeus chegavam nos campos, ocorria um processo de "descarecterização humana".

 
 

 
 A estátua representa dois Judeus verificando se o que está deitado (assassinado em câmara de gás) possuí algo de valor, antes de levá-lo para os fornos de cremação.
Os Judeus que faziam esse trabalho não podiam dizer nada aos demais, era proibido falar sobre as câmaras de gás. Estes "trabalhadores" frequentemente acabavam se suicidando.
 
 
 
Escombros das câmaras de gás.
 



Escombros dos fornos de cremação.
 
Fora a descaracterização humana dos Judeus, o governo investia em propagandas enganosas que aumentavam mais ainda o desgosto da população para com os Judeus. Era realmente uma lavagem cerebral. E o que muita gente não sabe hoje, é que no início da guerra, os Judeus tentaram migrar para outros países, mas seus vistos foram negados. A Austrália por exemplo, foi um país que disse que não tinham problemas raciais no país, e que não iriam ter. Parece que não houve só um culpado em tudo isso, não é? E toda essa situação de vistos negados, não lembram os refugiados das guerras atuais?
Para encerrar deixo as fotos abaixo, e digo que todos deveriam conhecer um campo de concentração. É um lembrete de que ponto a humanidade chegou e um memorial para aqueles que não devem ser nunca esquecidos.
 
 
 
Pedras para os judeus e politicos que foram exterminados. As flores murcham, mas as pedras aguentam o vento frio, o sol escaldante, a neve e as folhas de outono. O tempo pode passer, mas as pedras jamais se vão.
 


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Berlim: Ilha dos museus

Voltando a falar de Berlim, este post vai ser dedicado aos museus que visitei nesta cidade tão incrível.
Berlim possui diversos museus espalhados por toda a cidade, mas em um local específico podemos contar com cinco museus renomados mundialmente num complexo chamado "Ilhas dos Museus". Aqui no My Life vamos falar de dois apenas e para saber mais detalhes sobre todos, pode clicar aqui, onde será redirecionado para o blog Simplesmente Berlim, onde consegui várias dicas para minha viagem.

1. Neus Museum: Decidi visitar este museu pois abriga uma enorme quantidade de itens da pré-história, história antiga e Egito, sendo temas que adoro, mas que pouco vi em outros museus visitados. Os artefatos mostrados são incríveis e nos fazem pensar em como era a vida há milhares de anos atrás.  

Estátua Egito

Espadas História An






Busto de Homero


Restos mortais após uma batalha

2. Pergamonmuseum (Museu Pergamon): Conforme as estatísticas este é considerado o museus mais famoso da ilha, e não foi difícil entender o porquê. O museu abriga o Altar de Pérgamo, a entrada de um templo grego, o portão do mercado de Mileto, o oitavo portão que dava acesso a cidade da Babilônia e muitos outros artefatos que te levam para o passado em um piscar de olhos. Assim que entrei no museu fiquei deslumbrada com tamanha arquitetura que vi de nossos antepassados, é algo indescritível e que nos traz uma sensação única.























Espero que tenham gostado e o próximo post será sobre um campo de concentração. Para ver mais fotos e acompanhar em dia as viagens e aventura, confiram o instagram do blog ou o meu instagram pessoal


sábado, 2 de junho de 2018

Nas ruas de Berlim

Quando estive na Alemanha, fiquei em uma cidadezinha adorável chamada Lippstadt, mas no final de semana corri para Berlim para conhecer a história de um país tão incrível e marcado por tantas histórias fortes. 
Para se locomover no país é super tranquilo, fiz toda a viagem de trem e a Alemanha conta com um aplicativo (DB Bahn) muito bom que te mostra qual plataforma pegar o trem, se está atrasado ou não, o que fazer se perder uma conexão... Basicamente igual um aplicativo de companhias de avião, mas para trens. O aplicativo funciona com internet, os trens ICE possuem internet gratuita, mas os demais não - minha dica é ir em uma loja da Vodafone na Alemanha e comprar um chip com internet, assim não tem chances de passar apuros.  
Voltando para Berlim, as aventuras serão dividas em três posts: locais gratuitos para conhecer em Berlim, os museus e por fim o campo de concentração Sachsenhausen. Metade do roteiro e dicas de como se virar, consegui no site Simplesmente Berlim (super recomendo).
O roteiro começa no hotel, Motel One Berlim Hauptbanhof, possuí um preço bom e é bem do lado da estação central. Cheguei na sexta a meia noite, e encontrei uma Berlim viva com várias pessoas na rua enquanto eu caminhava até o hotel. 


Platz der Republik

No dia seguinte minha primeira parada foi na Platz der Republik (praça da república), uma caminhada rápida em frente é mais do que suficiente para desfrutar do lugar. Depois caminhei até o Portão de Brandemburgo, um monumento enorme e muito bonito, uma colega minha disse que dá para ver marcas de tiro no portão, da segunda guerra, mas eu infelizmente não prestei tanta atenção. Em seguida fui para o Memorial to the Murdered Jews of Europe (memorial dos judeus assinados da Europa), só passei em frente também e caminhei entre os monumentos, há um museu pequeno bem ao lado, mas só abre às 10hrs, e eu estava caminhando lá às 8hrs. 


Portão de Brandemburgo


Portão de Brandemburgo


Memorial to the Murdered Jews 
Memorial to the Murdered Jews



Ainda passei em frente do Neue Wache, um memorial dedicado para as vítimas da guerra e da tirania, todo o local é fechado, com exceção da estátua que fica ao céu aberto, ao frio, ao calor e a chuva, justamente para simbolizar as vítimas.




Passei em frente ainda da Catedral de Berlim (MA-RA-VI-LHO-SA), não cheguei a entrar porque era preciso pagar, mas se eu tiver a oportunidade no futuro, com certeza entrarei, a riqueza de detalhes é exuberante.


Catedral de Berlim


Quase acabando o dia, caminhei morrendo até o Muro de Berlim, o local é chamado de East Side Gallery e contêm partes do muro com grafite. O muro é bem alto e eu só podia pensar em qual sentido fazia ter um muro dividindo a cidade. Como quase todos sabem, o muro foi derrubado no final da guerra fria, todas as ruas de Berlim são asfaltadas, mas é possível identificar onde o muro passava no chão, pois bem no local há um tipo de paralelepípedo. Ainda sobre a guerra fria, passei no Check Point Charlie, era exatamente neste local onde se dividia os lados. Funcionava como se fosse uma "portaria" entre o lado comunista e o capitalista. 


East Side Gallery (Pedaço do Muro de Berlim)

East Side Gallery

East Side Gallery


Check Point Charlie
Check Point Charlie - "Você está deixando o setor americano"

Marca do Muro de Berlim nas ruas

Para acabar a noite passei na topografia do terror, que fica aberto até às 20h. É tipo um museu que conta toda a história da segunda guerra mundial, desde como a guerra começou, como fizeram para incentivar o lance da raça ariana até o final da guerra. É tudo através de artigos, pedaços de jornais da época, fotos e muita história, então prepare-se para ler bastante. 




No domingo, para acabar com nosso post nas ruas de Berlim, passeei ainda pelo Tiergarten Park, um parque bem bonito onde é possível encontrar os berlinenses fazendo caminhada e correndo, e uma diversidade bem interessante. O parque termina bem no zoológico de Berlim, onde aparentemente vale a pena conhecer.  



Para ver mais fotos, basta acessar o instagram do blog, ou o meu pessoal.