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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Fim do mundo

O que você faria se soubesse que pode perder a pessoa que você mais ama por um erro seu? Que você conseguiu estragar tudo o que mais importava. Tentaria arrumar tudo? E se parecesse que não está sendo o bastante? Um pouco desesperador, não? Pois é. Não há palavras para descrever, angústia, tristeza, sentimento de odiar a si mesmo, sentimento de falha. É como uma dor que te dilacera por dentro e faz seus joelhos falharem até você cair no chão. E depois perder esse chão também. E não há castigo pior do que passar o resto da vida sabendo isso.
São planos e sonhos construídos que podem se desfazer ao vento e cara, isso é desesperador. Novamente esta palavra. Talvez seja isso que defina tudo no momento. Talvez eu deva me agarrar a ela como esperança. Esperança de que tudo fique bem e possamos ser felizes novamente, porque não dá para voltar ao passado, mas é possível melhorar o futuro.
Erros se tornam aprendizados e com um deste tamanho é impossível que aconteça novamente.
Precisei ir até a ponta do precipício para ver o tamanho dele, enquanto poderia ter observado a distância. Vi o fim do mundo e parece que estou vivendo ele nesse exato momento. 
Tudo o que fazemos geram consequências, vem com um preço, e esta está sendo uma catástrofe.  

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Carregando o título


Quando for fazer algo, independente do que seja, pense duas, três, quatro vezes. Pense muito. Para não fazer algo que possa se arrepender pelo resto de sua vida. 

domingo, 26 de outubro de 2014

Sei lá.


Foi a decisão mais difícil que tomei, sem duvida, mas foi necessário. Desci do ônibus com um aperto enorme no peito, cada passo era uma agulhada maior dentro de mim. Segurei as lágrimas, precisava ser firme, mesmo sabendo que não aguentaria bancar a durona por muito tempo. Assim que o vi as lágrimas rolaram, ele me abraçou, pediu para que eu não fosse embora, pediu perdão - mas a decisão já estava tomada. Assim que tirei aquela coisinha minuscula de meu anelar um vazio se instalou dentro de mim. Entreguei-a ele e fui embora. Chorei, solucei. Queria gritar. Parecia que uma parte de mim tinha ficado para trás. Meu instinto dizia para correr na direção oposta a que eu estava indo. Voltar para onde ele estava, abraça-lo e ficar lá para sempre. Mas eu não podia. Não mais. Não por enquanto.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Apenas parafraseando


Hoje, com 17 anos, se me perguntarem como é ter essa idade, vou responder que é como ter 16, e ter 16 é como ter 15, que é como ter 14, que é igual a ter 13... Só que quando eu me lembro de quando tinha 13, vejo que muita coisa mudou nesses quatro anos e não sei explicar o paradoxo da mudança que não é mudança. Entre as coisas que mudaram na minha vida no decorrer desses anos, está o fato de eu não mais assistir à televisão. Às vezes eu vejo umas partes do Fantástico, ou acompanho o Jornal Nacional, mas é só. A programação televisiva brasileira (pelo menos a da TV aberta) me dá náuseas e me faz desacreditar na possibilidade de um futuro melhor, porque, afinal, as nossas crianças estão assistindo programas como, por exemplo, o Domingão do Faustão. E é especificamente sobre este último que eu quero falar. 
Eu sinceramente não sei como um programa se sustenta no ar por tanto tempo. A única coisa que pode explicar isso é o fato de que há, realmente, pessoas que sentam sua bunda num sofá, nos domingos à tarde, para assistir ao Faustão. Não tenho absolutamente nada contra o Faustão (apesar de achar um saco os seus bordões que deixaram de ser engraçados faz muito tempo e o seu uso exaustivo do adjetivo "glorioso(a)" para se referir a qualquer um), ele faz apenas o seu trabalho. Acontece que, ao meu ver, esse trabalho de "entreter" o público brasileiro está todo errado. Do começo ao fim.
Notei isso quando, esperando começar o Fantástico para assistir a uma reportagem realmente interessante, tive o desprazer de acompanhar os último dez minutos do Faustão. Estava passando as famosas videocassetadas, com gente caindo e se machucando feio, enquanto todos riam e aplaudiam, principalmente as garotas do balé. Essas últimas, então, riem abobadamente de tudo, como se não tivessem cérebro. Ficam apenas lá, paradas, sorrindo, como se fossem parte da decoração do cenário. Eu me recuso a entender esse tipo de humor. Eu sei que os vídeos que eles mostram foram provavelmente concedidos pelas próprias pessoas que filmaram (eu acho), que eles têm permissão para pôr em rede nacional o tombo dos outros, porém eu acho essa maneira de entretenimento a pior já inventada. Me faz lembrar do coliseu e da política do pão e circo... acho que, nesse aspecto, nem tanta coisa assim mudou. E continua a cena: pessoas caindo e se machucando de verdade, quebrando possíveis pernas, braços ou dentes, e as garotas do balé gargalhando, aplaudindo, como se fosse a coisa mais engraçada que já viram, e a plateia acompanhando, todos incentivados pelo Faustão com seus comentários nada gentis sobre o peso e a idade de quem protagoniza a "piada", espalhando esteriótipos para os rincões do Brasil. E olha que eu não vou nem me referir ao fato de não existir homem no balé de programas de auditório como esse, porque essa já é outra (e longa) discussão.
Notei isso quando, esperando começar o Fantástico para assistir a uma reportagem realmente Percebi, então, que a Luana de 17 pode ser parecida com a de 16, mas é bem, bem, bem diferente da de 13, porque a de 13 assistia ao Faustão.

Texto de Luana, do blog Sou o que Quero
E baseado em seu texto desenvolvi o trecho abaixo:



Pensando na forma como falou das idades, eu com 17 anos também, sou a de 16, mas sem duvidas não sou a de 13. Os programas de TV brasileiros lançam muitos esteriótipos na sociedade, eu já tenho uma certa "birra" da globo, costumo dizer que ela é controladora de mentes, uma vez que quando você assiste (principalmente novelas) se prende e não consegue mais sair, ficando o que eu costumo chamar de "sem cérebro". Ao exemplo de faustão, pois é, sou mais uma que não suporta (o máximo que vejo - e se chegar a uma vez por mês é muito - são as danças, porque gosto de dançar, mas assim que começam os comentários, é zapear por qualquer outro canal, afinal não tenho paciência para o que sai da boca do faustão ou para qualquer convidado dele (que ele insiste em interromper a cada 5min). A TV brasileiro já foi melhor, ou talvez não. Acho que as pessoas deveriam exercitar a mente ou fazer qualquer coisa produtiva (ou assistir TV escola, discovery ou Nat Geo) do que passar horas em frente a uma TV.
Eu com 17 anos, falo também que não assisto TV, até porque não tenho tempo, e quando assisto é um filme de meu interesse (ou os três canais acima citados). A TV destrói a mente humana.

Raphaela Barreto

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ser humano.


As pessoas estão se esquecendo do que a vida é feita,
Do que vale a pena lutar.
Maldito lirismo que me possuí e me faz pensar no grande globo em que vivemos,
Maldito lirismo que me toma e me faz ter pena da sociedade,
Maldito capitalismo que faz meu lirismo ser triste,
Ser crítico,
Ser poeta.
Desumanos que me fazem humana,
Ser humana,
Ser humano.

Raphaela Barreto 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tecnologia


As pessoas buscas desesperadamente por algum tipo de afeto. No mundo em que vivemos todos vivem conectados 24h, mas se desconectam das coisas que estão ao redor. Afastam-se do calor humano, preferem mexer em um celular a conversar com alguém. Fecham-se e perdem-se em si próprios e não conseguem se achar, se alienam, ficam loucas e toda esta loucura alienada está parecendo lucidez. As pessoas não sabem mais conversar, não sabem ver que o mundo não está em tela com pixels. Se a tecnologia veio para ajudar-nos? Claro que veio, mas tem muita gente não sabendo usar. Tem muita gente esquecendo-se de viver a vida. E quando vem qualquer faísca de sentimento ou simplicidade tornam isso algo grande e intenso – sem necessidade, e depois se decepcionam. As pessoas estão acostumadas ao mundo dos pixels e a praticidade que se esquecem de que o mundo é muito mais que isso. A vida é uma só para darmos valores às coisas erradas e que se for para ter um vicio, que seja por algo de valor, por um sabor a mais na vida e algo que faça seu coração acelerar, não por um objeto qualquer e substituível.  
Raphaela Barreto

“Quando a tecnologia ultrapassar a interação humana, haverá uma geração de idiotas.” – Albert Einstein 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Vão


Eles vão.
Simplesmente em vão.
O que querem com isso?
Cadê a razão?
Dizem-se simples, mas esquecem-se da beleza das auroras,
Do canto dos rouxinóis,
Do sol nascendo e do barulho das marés nos nossos pés.
Onde estão?
Em vão?
Sorrir com outro sorriso,
Acalentar-se ao calor de um corpo,
Ver a gentileza escondida na sarjeta,
Ser você,
Pra você.
Por você.
E onde eles estão?
Caminhando na rua dos números,
Esquecendo a vida morna,
E eles vão.
Em vão.
Sem razão.
Viver em vão.
Morrer sem razão.

Raphaela Barreto.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Infância

"Éramos crianças e ansiávamos por crescer, agora a infância parece um bom lugar para morar. "
Raphaela Barreto.

domingo, 21 de abril de 2013

Viver


Quero me sentir viva, deixar a alegria pulsar em peito. Sinto-me como um robô, um fantoche no capitalismo em um mundo cinza e monótono. Preciso sair, me divertir, me libertar. Sentir o vento suave bagunçar meu cabelo e sorrir para o céu azul. Fechar os olhos e mergulhar sem medo no desconhecido, no estranho e acreditar que no fundo do túnel haverá uma luz. Sem me arrepender, preciso viver.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Linhas tortas


Hora de começar a ser fria e olhar o mundo com outros olhos, ser má às vezes é ótimo. Sorrir na frente de quem um dia te fez chorar e mostrar o quanto está bem é recompensador. Não se importar às vezes é o melhor a se fazer e ultimamente tenho feito muito isso, mas... Quem se importa não é mesmo? Cansei de ser a menina boa que todos estão acostumados, se vamos brincar, pode escolher o jogo, vou ganha-lo de todas as formas possíveis. Sair do chão e chegar lá em cima, deixar quem nunca acreditou em mim de boca aberta e fazer os tolos suspirarem. A vida é bem melhor com algumas curvas e escrituras em linhas tortas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Espetáculo


Eu sei que estou fazendo as escolhas erradas, sei no que estou me transformando e sei que não me importo. Não sentir nada é maravilhoso, porque o vazio é melhor que a dor. Aos poucos tudo volta ao que era antes, mas eu sei que tudo mudou. Minhas escolhas e decisões não me levaram de volta à vida que tinha tampouco alguém pode voltar ao passado e mesmo se pudesse não voltaria, o que aconteceu no passado me fez ser quem sou hoje e em meio aos tropeços sigo meu caminho que está longe de ter fim. Em meio aos passos arrastados e o sorriso nos lábios trilho minha história. Uma história cheia de duvidas, amor, felicidade e tristeza, alegrias e dores, trilho minha vida que está sendo o avesso do que sonhei aos meus dez anos, uma vida cheia de contratempos e antônimos, mas talvez essa seja a graça de viver: preparar e sonhar com a peça e em cima do palco ter que improvisar o espetáculo inteiro.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Homens de terno


Estou cansada das mesmas conversas diárias, dos mesmos assuntos sem sentido, da mesma banalidade casual. Estou cansada das mesmas pessoas e de seus padrões patéticos de vida. Cansada de ver milhares de pessoas a minha frente e na verdade não ver nada além do vazio que cada uma representa. É incrível como a fé de uma criança remove montanhas e seu coração é gigantesco, como um adolescente não tem medo de se jogar no amor, não tem medo de se arriscar e às vezes consegue achar o erro da sociedade, e é mais incrível ainda quando tudo isso deixa de ser importante quando viramos adultos – tudo que passamos a acreditar num dia, no outro some e então já somos robôs escravizados de nossa sociedade capitalista e masoquista. Dizer que todos são assim é loucura, mas a minoria se faz cada vez menor e qualquer forma de expressão é reprendida e vista como idiotice e loucura pelos homenzinhos de terno.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pesadelo

 Quero caminhar por uma estrada sem um rumo certo, pegar carona e ir para qualquer lugar. Só ter a certeza de que o sol vai nascer amanhã e deixar as dúvidas e as incertezas para lá. Só quero me importar com a terra aos meus pés, com o cheiro da grama recém-cortada e da chuva ao longe chegando. Quero sentir as coisas simples novamente, dar risada de velhas coisas, sentir sensações novas, passar horas jogando conversa fora. Quero olhar o sol se pondo em um cenário maravilhoso e ver a lua deslumbrante ir embora aos primeiros raios solares do dia. Quero viver sem tem medo de cair. Quero viver como se estivesse num sonho, mesmo sabendo que a qualquer momento tudo pode se tornar um pesadelo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Marilyn



Seria mentira minha dizer que não me importo, pois qualquer tentativa de mostrar que não ligo é se importar, só que as coisas não são mais como antes. Orgulho tenho de dizer que o estupor já passou, que tanto me faz se você está na casa de um de seus amigos ou amigas, não ligo mais para isso. Não ligo mais para nada. Sentir algo hoje seria lucro, estou mais sólida e fria do que uma rocha e a barreira aqui é impenetrável, uma pessoa quando se recusa a se apaixonar novamente não está com medo de amar, mas sim como medo do que pode vir depois que o café esfriar, e sinceramente, não aguentaria dois cafés frios. Se me tranformei em algo que não queria ou esperava? A resposta com toda certeza é sim. Quem sabe um dia tudo isso passe, mas até lá faço das palavras de Marilyn Monroe as minhas: “partir antes de ser abandonada”.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Jovem


O futuro me assusta e um grande poço de incertezas se abre a frente. Há tantos sonhos e tão poucas maneiras de se chegar a eles, o mundo de hoje oprime-nos e nossas opções ficam escassas. A vida é tão fácil quando se tem 12 anos e essa época parece há zilhões de anos atrás. Agora tudo é mais difícil, as responsabilidades aumentam, os problemas aparecem, as dúvidas surgem, e uma torrente de emoções e sentimentos sempre estão prontos para nos invadir. Sinto ás vezes um medo do amanhã, porque não sei o que ele me aguarda, e todos cobram de nós o que eles próprios um dia não conseguiram realizar. "Tanto medo de envelhecer, eu sou bom somente em ser jovem" - John Mayer. Essa frase significa muito mais do que podem imaginar, está tudo nas entrelinhas da vida, nas estrelinhas de mim. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Deprimente


Sabe por que o mundo está assim hoje? Porque vivemos num mundo capitalista regrado por regras, onde a vida humana não vale mais do que centavos e o amor não tem mais importância. A ganancia do homem me surpreende e observo enquanto todos sucumbem ao escuro. Hoje tudo é uma hierarquia, e quem está no mais baixo é tratado como lixo enquanto é obrigado a servir os grandes babacas que estão no topo. Se o homem queria ódio, tristeza, caos, destruição, ganancia, frieza... bem, conseguiu. Parabéns a essa grande sociedade de merda que cada vez mais da valor a coisas materiais, esquece do amor, a coragem, a amizade, esquece que "chegar juntos" é mais importante do que "chegar sozinho". Deprimente, ta ai uma boa palavra que define o que somos hoje. E o que mais me irrita é que muitos fecham os olhos para tudo isso e continuam ali na sua vidinha como se tudo estivesse normal. Claro, porque ligar a TV e ver que pessoas estão sendo mortas é normal hoje. Ver que jovens só fazem merda, é normal hoje. Toda essa grande baboseira é normal. Toda essa grande baboseira é deprimente. Ver que o dinheiro vale mais que o amor, companheirismo e alegria é aterrador. Mais uma vez, parabéns a todos nós. 

Raphaela Barreto

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dor

Era um domingo comum. Uma tarde comum. Era pra ser um passeio comum. Eu estava indo ao parque com meus pais, buscar minha irmãzinha para leva-la para a casa. O farol abriu e meu pai acelerou, tarde demais pra ver o que ia acontecer. Um caminhão vinha na direção contrária, a toda velocidade. Olhei assustada segurando-me mais ainda no banco da frente. Ele deveria ter parado não? O impacto foi inevitável. Senti uma pancada do lado direito do carro, barulhos estridentes de vidros se quebrando e metal sendo arranhado. Gritei. O carro girou algumas vezes, bati minha cabeça e meu corpo ia sendo lançado de um lado para o outro, mesmo com o cinto. A dor era terrível. Perdi as contas de quantas vezes o carro capotou. O pânico me invadia e flashes de sorrisos passavam em minha cabeça, até a imensa escuridão chegar. O carro havia parado. Olhei para minha mãe, ela sorria para mim sem felicidade nenhuma, lágrimas me vieram aos olhos. Ela estava encharcada de sangue. Olhei para meu pai, suas órbitas estavam vazias, havia um enorme machucado em seu rosto. Ele já se fora - pensei começando a chorar. Cada centímetro de mim doía. Minha mãe estendeu a mão para mim, e eu peguei, lembrando de como as pessoas me diziam que eu parecia com ela. Mamãe não iria mais aguentar por mais tempo.
 - Eu te amo - ela sussurrou. 
 - Eu também te amo - disse olhando pra ela. Sua mão deslizou da minha - Mãe? Mãe? - gritei para ela, mas não obtive resposta. Comecei a chorar. Meus pais estavam mortos, bem ali na minha frente, e algo me dizia que eu teria o mesmo fim. Cada centímetro do meu corpo doía e minha visão começava a vacilar já. Tateei meus bolsos em busca do celular, precisava fazer mais uma coisa. Ouvia vozes lá fora já. Disquei o número assim que encontrei o celular, eu estava tremendo muito. Juliana? disse a voz do outro lado. Como era bom ouvir aquela voz, reconfortante. Chorei mais alto. 
 - Julie? O que aconteceu? Fala comigo por favor.
 - Meus pais...eu - não conseguia dizer, parecia que algo estava entalado em minha garganta. 
 - Julie o que houve? - disse ele preocupado.
- Felipe, estou vendo meus pais...mor...tos, eu...eu...
 - O quê? Onde você está? Calma, tudo vai ficar bem 
 - Não - disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Minha visão ia e voltava e eu já não sentia minhas pernas - Siga sua vida...e... Eu amo você Felipe.
- Eu também amo você Juliana, agora me conta o que está acontecendo? - ouvir que ele me amava era o bastante. A força de meus braços estava acabando, vacilei e o celular caiu da minha mão. Ouvia Felipe gritar meu nome do outro lado da linha. Ouvi barulho de sirenes. Eu só queria que a dor parasse. Lentamente fechei os olhos. Meu celular tocou e eu sabia que era o Felipe pelo toque. Sorri uma ultima vez e então mergulhei numa escuridão sem fim. Num lugar aonde o barulho não chegava. Onde a dor não existia mais. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Protagonista


Nostalgia – gosto desta palavra. Gosto de lembrar o passado e ver como as coisas eram. Como eu era. Como nós éramos. Tanta coisa mudou. Eu mudei. Você mudou. Minha forma de pensar já não é a mesma, minhas atitudes não são de criança e minhas responsabilidades aumentaram. Às vezes penso na possibilidade de desistir de tudo, mas não estou aqui para ficar no chão. Quero um dia olhar para trás e poder ver o quanto cresci e aprendi – como às vezes faço hoje. Quero poder brilhar, sorrir e chorar, como num espetáculo. Quero poder sentir cada pedaço da musica entrando em meu corpo e fazendo minha alma dançar, e se eu esquecer os passos, é só sorrir e fazer uma pose, improvisar. Porque a vida não passa de uma peça de teatro, mas que não temos a oportunidade de ensaiar, só de refletir sobre os atos feitos. A frase é clichê, mas vou usa-la, não assista sua história da plateia, seja protagonista dela.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Hipócritas


As pessoas estão me estressando. Todos falsos e hipócritas que só sabem julgar. Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros. Quando digo todos quero dizer a grande maioria dessa merda de sociedade. Cada vez mais as pessoas me impressionam com suas babaquices, fofocas, intrigas e historias mal contadas com desculpas esfarrapadas. Há sociedade me cansa com suas mesmas conversas rotineiras, mesmos assuntos, um tentando se aparecer mais que o outro, numa disputa que nunca tem fim. São poucos os que se destacam, e os bons, eu sei quem são. 

domingo, 2 de outubro de 2011

Turbilhão


E poderia eu escrever inúmeras palavras sobre que está acontecendo comigo agora, poderia escrever um pequeno livro com todos os detalhes, mas tempo e paciência me faltariam, então coloco aqui em poucas palavras um turbilhão de sentimentos e acontecimentos recentes de minha vida. 
Coisas novas acontecem comigo, sabedoria adquiro, meu campo de visão se abre, e... tenho medo de tudo o mais que pode acontecer. Tenho medo de tudo o mais que podem fazer. Os humanos cada vez mais me assustam com suas maquinas, cada vez mais coisas me assustam. Mas não temerei, pois o medo adora roubar sonhos, e uma pessoa precisa de sonhos para viver, precisa de sonhos para poder voar
Sinto saudades de ir de tarde na casa das minhas amigas brincar de boneca, sinto saudades da minha infância, agora tudo se resume em: trabalho, escola e dança. 
Droga de lei da natureza, não poderiamos sermos todos crianças para sempre sem nos preocupar com as contas do fim do mês? Não, não poderíamos. Já que não podemos, aproveito minha adolescência o máximo que posso, afinal, ninguém sabe o que o futuro nos reserva.