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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Presente

"[...] Porque não vivo nem no meu passado, nem no meu futuro. Tenho apenas o presente, e ele é o que me interessa. Se você puder permanecer sempre no presente, então será um homem feliz".

–  Paulo Coelho,
O Alquimista.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Ensinamentos para o futuro


“O paciente sempre tem razão. A doença não deve ser para ele um objeto de desprezo, mas, ao contrário, um adversário respeitável, uma parte do seu ser que tem boas razões de existir e que lhe deve permitir obter ensinamentos preciosos para o futuro”
Freud – A interpretação dos sonhos

 

domingo, 8 de outubro de 2017

Resenha, comentários e o que o autor de "Mãe" quis mostrar com o filme?


Como é que começamos a resenha de um filme que te faz ficar agoniado do início ao fim e sem entender patavidas até as últimas cenas? Pois bem, é assim que você se sente ao assistir mãe. 

Confesso que escolhi o filme meio ao acaso, sem muitas opções para a noite, mas caraca, que filme. "Mãe" é o tipo de filme que faz sua mente ficar trabalhando horas e horas depois dos créditos para tentar entender qualquer possível teoria sobre a tal história, e se eu recomendo? Claro que sim! Então vamos a resenha e conclusões e já adianto que terá alguns spoilers. 


O filme nos conta a história de um casal que mora no campo, a mulher sente um amor incondicional por seu marido e então o ajuda a reconstruir sua casa de infância após ser destruída por um incêndio. Mas toda a paz de "mãe" se vai quando visitantes indesejáveis chegam na casa. As analogias então começam, o casal estrangeiro representa os primeiros humanos do mundo: Adão e Eva, e seus filhos, Cain e Abel e acredito que não preciso entrar nos detalhes da história deles pois todos sabem como termina. 
Quando os visitantes finalmente vão embora, "mãe" engravida, e seu marido, o poeta, tem inspiração suficiente para terminar o poema, o que o torna famoso e adorado por pessoas do mundo todo, o que leva a mais visitantes na casa. 


O filme se torna agoniante porque a todo momento ela pede que as pessoas vão embora, suplica ao marido, mas ele está sempre mais preocupado com os hóspedes do que com a própria esposa. A casa inteira começa a ser destruída pelos seguidores do escritor, cultos são feitos dentro da casa, brigas acontecem e até uma guerra, sim uma guerra, e tudo isso com a "mãe" prestes a dar a luz. 
Quando finalmente seu filho nasce, ela tenta em vão que seu marido não o pegue, e quando isso acontece, o filho passa de mão em mão dos fiéis de seu marido, até que ele é morto sem querer e então as pessoas comem sua carne. Mais bizarro ainda, não? Não se lembramos da igreja ao domingo onde aprendemos que Deus nos entregou seu único filho para que morresse por nós e na Santa Ceia comemos pão e tomamos vinho, simbolizando o corpo e sangue de Jesus. 


Frustrada, machucada e magoada, "mãe" decide colocar fogo na casa, para que todos que mataram seu filho morram, para que cesse sua própria agonia. Bom, todos morrem, menos ela própria que acaba inteira queimada, e seu marido, que continua ileso. E então ela pergunta o que ele é, e obtêm como resposta "Eu sou o que Sou, e você é a casa" e pelo amor incondicional que ela sempre sentiu por ele, a casa é reconstruída e a história recomeça. 


O filme é agonizante do início ao fim, o escritor e marido representa Deus, e os estrangeiros a humanidade; o filme é claro ao mostrar nossos individualismo, nossa arrogância e que estamos dispostos a guerrear e a matar por aquilo que acreditamos. "Mãe" representa a natureza, aquela que destruímos todos os dias e que tem seus apelos ouvidos por ninguém. Maltratamos a casa onde moramos, dia após dia, tudo para suprir nossas necessidades.

A única coisa que o autor não revelou sobre o filme foi um remédio que "mãe" tomava toda vez que se sentia mal por alguém destruir a casa e o joga fora logo após ficar grávida. A teoria a seguir veio de meu namorado: seria a magia das religiões pagãs. O que faz sentido, as religiões pagãs cultuavam a natureza e aquele remédio era a única coisa que trazia paz à mulher, mas assim que ficou grávida, ela o jogou fora, encerrando assim paganismo e dando vida ao cristianismo. 
O filme é excelente e te faz pensar durante horas sobre a vida, o mundo, religiões e até sobre quem somos. Apesar de ser agoniante, o filme deveria ser assistido por todos, é uma visão bem interessante de um ateu sobre o mundo em que vivemos. 

sábado, 9 de setembro de 2017

Pais e Filhos

 Você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo, são crianças como você, o que você vai ser quando você crescer? 

Renato Russo

Uma frase tão simples mas que nos faz pensar tanto.
Nossos pais já foram crianças também, e nós um dia seremos adultos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Graciosidade

Há uma certa graciosidade na vida, na forma como as coisas acontecem e mesmo não parecendo ter ligação, tudo se conecta. Como cada parte de nossa vida é marcada por fases e transições, onde pessoas chegam e vão, onde você amadurece, chora, ri e cresce. 
Lembro-me de ouvir meus pais falarem coisas quando eu era criança e bem, agora eu estou vivendo estas coisas, contas, faculdade, responsabilidades, o tempo correndo parecendo ter pressa para chegar em algum lugar e você não fazendo metade das coisas que gostaria. Até encontrar velhos amigos na rua e ter uma conversa de cinco minutos é normal. 
Começamos a divagar sobre outros assuntos em nosso cotidiano, a divagar sobre a vida, futuro e morte. E em falar sobre a morte, você percebe que é uma fila até chegar seu dia, primeiro seus avós, em seguida sabe que serão seus pais e advinha? Você é o próximo da lista. Então digo que há uma certa graciosidade na morte também, na forma como as coisas acontecem e mesmo não parecendo ter ligação, tudo se conecta. Como uma fase final, uma transição para o desconhecido. 
Nada é coincidência nesta vida, não existe um ao acaso, mas uma coisa sempre será certa, a vida e a morte, em um ciclo gracioso trazendo, levando e transformando tudo o que há no universo.