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sábado, 2 de junho de 2018

Nas ruas de Berlim

Quando estive na Alemanha, fiquei em uma cidadezinha adorável chamada Lippstadt, mas no final de semana corri para Berlim para conhecer a história de um país tão incrível e marcado por tantas histórias fortes. 
Para se locomover no país é super tranquilo, fiz toda a viagem de trem e a Alemanha conta com um aplicativo (DB Bahn) muito bom que te mostra qual plataforma pegar o trem, se está atrasado ou não, o que fazer se perder uma conexão... Basicamente igual um aplicativo de companhias de avião, mas para trens. O aplicativo funciona com internet, os trens ICE possuem internet gratuita, mas os demais não - minha dica é ir em uma loja da Vodafone na Alemanha e comprar um chip com internet, assim não tem chances de passar apuros.  
Voltando para Berlim, as aventuras serão dividas em três posts: locais gratuitos para conhecer em Berlim, os museus e por fim o campo de concentração Sachsenhausen. Metade do roteiro e dicas de como se virar, consegui no site Simplesmente Berlim (super recomendo).
O roteiro começa no hotel, Motel One Berlim Hauptbanhof, possuí um preço bom e é bem do lado da estação central. Cheguei na sexta a meia noite, e encontrei uma Berlim viva com várias pessoas na rua enquanto eu caminhava até o hotel. 


Platz der Republik

No dia seguinte minha primeira parada foi na Platz der Republik (praça da república), uma caminhada rápida em frente é mais do que suficiente para desfrutar do lugar. Depois caminhei até o Portão de Brandemburgo, um monumento enorme e muito bonito, uma colega minha disse que dá para ver marcas de tiro no portão, da segunda guerra, mas eu infelizmente não prestei tanta atenção. Em seguida fui para o Memorial to the Murdered Jews of Europe (memorial dos judeus assinados da Europa), só passei em frente também e caminhei entre os monumentos, há um museu pequeno bem ao lado, mas só abre às 10hrs, e eu estava caminhando lá às 8hrs. 


Portão de Brandemburgo


Portão de Brandemburgo


Memorial to the Murdered Jews 
Memorial to the Murdered Jews



Ainda passei em frente do Neue Wache, um memorial dedicado para as vítimas da guerra e da tirania, todo o local é fechado, com exceção da estátua que fica ao céu aberto, ao frio, ao calor e a chuva, justamente para simbolizar as vítimas.




Passei em frente ainda da Catedral de Berlim (MA-RA-VI-LHO-SA), não cheguei a entrar porque era preciso pagar, mas se eu tiver a oportunidade no futuro, com certeza entrarei, a riqueza de detalhes é exuberante.


Catedral de Berlim


Quase acabando o dia, caminhei morrendo até o Muro de Berlim, o local é chamado de East Side Gallery e contêm partes do muro com grafite. O muro é bem alto e eu só podia pensar em qual sentido fazia ter um muro dividindo a cidade. Como quase todos sabem, o muro foi derrubado no final da guerra fria, todas as ruas de Berlim são asfaltadas, mas é possível identificar onde o muro passava no chão, pois bem no local há um tipo de paralelepípedo. Ainda sobre a guerra fria, passei no Check Point Charlie, era exatamente neste local onde se dividia os lados. Funcionava como se fosse uma "portaria" entre o lado comunista e o capitalista. 


East Side Gallery (Pedaço do Muro de Berlim)

East Side Gallery

East Side Gallery


Check Point Charlie
Check Point Charlie - "Você está deixando o setor americano"

Marca do Muro de Berlim nas ruas

Para acabar a noite passei na topografia do terror, que fica aberto até às 20h. É tipo um museu que conta toda a história da segunda guerra mundial, desde como a guerra começou, como fizeram para incentivar o lance da raça ariana até o final da guerra. É tudo através de artigos, pedaços de jornais da época, fotos e muita história, então prepare-se para ler bastante. 




No domingo, para acabar com nosso post nas ruas de Berlim, passeei ainda pelo Tiergarten Park, um parque bem bonito onde é possível encontrar os berlinenses fazendo caminhada e correndo, e uma diversidade bem interessante. O parque termina bem no zoológico de Berlim, onde aparentemente vale a pena conhecer.  



Para ver mais fotos, basta acessar o instagram do blog, ou o meu pessoal.


domingo, 25 de outubro de 2015

Noite em Dublin: Pubs e nightclubs baratos

A Irlanda é bem famosa por seus pubs, e apesar de muita gente não gostar da música irlandesa, é bem gostoso entrar em um típico pub com a animada música e o cheiro de cevada no ar - só tem um problema: o valor das bebidas, que ás vezes chegam até €5,80 a pint  (568ml).


Para nós estudantes que estamos sempre procurando economizar dinheiro, existem alguns lugares a noite para ir e se divertir, são os famosos "discos" ou "nightclubs", por terem pista de dança e tocarem um pouco de tudo.

1. Dicey's Garden
O endereço é Harcourt Street 21-25, Dublin 2, e é bem fácil de localizar. Segunda e Terça-feira são os melhores dias para ir, a entrada é grátis até às 21h e depois é  €5,00. A famosa pint é €2,50 a noite toda (recomendo a cerveja Hop House 13) e depois das 22h eles começam a vender hambúrguer a dois euros. 
O local é bem bonito e possui Jardim interno. Obs: durante a semana a idade mínima é 18 anos e aos finais de semana incluindo sexta, a entrada mínima é 21 anos. 




2. Howl at the Moon
Está localizado na Lower mount street 7/8, Dublin 2. Quarta-feira é o melhor dia para ir, e assim como a Dicey's a entrada é grátis até as 21h, sendo cinco euros depois. Todas as bebidas são €2,50, tanto a cerveja quanto uma dose de whisky. Idade mínima para entrar obedece as mesmas regras da Dicey's.



3. Passion
Passion é um pub latino e um dos meus preferidos. O melhor dia para ir é sexta-feira e abre às 21h. Durante toda a noite toca músicas latinas muito boas para dançar. Existem dois andares, o primeiro toca salsa enquanto no andar debaixo toca reggaeton e músicas brasileiras (se pedir). Há ainda dançarinos profissionais que ficam como professores dançando e todos podem copia-los. O pub está localizado na O'conell bridge House, e você pode encontrar no GPS como River Bar ou Passion Nightclub também. 
Aos finais de semana eles sempre fazer festas com temas diferentes, então vale a pena ficar ligado no facebook. P.S: a pint é €3.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Resenha: A Hora da Estrela - Clarice Lispector

A Hora da Estrela de Clarice Lispector tem como narrador um homem e conta a história de Macabéa, uma jovem de dezenove anos que veio do sertão de Alagoas para o Rio de Janeiro tentar uma nova vida e acaba se tornando datilógrafa. Macabéa aceitava tudo que lhe era imposto, a vida era daquele jeito, simplesmente por que era – pensava ela. Deixava a vida passar na penumbra e sempre notava o mais simples, seja no trabalho, na rua ou em sua casa que era divida com outras quatro mulheres. Ela se apaixona por um rapaz e seu destino é surpreendente após ir a uma cartomante. O livro é pequeno e em minha opinião vale a pena ser lido, nos faz refletir um pouco mais sobre a vida e devo admitir que sou apaixonada pela forma como Clarice escreve. Abaixo algumas citações encontradas no livro:

“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever”.

“Pensar é um ato, sentir é um fato”.

“Porque há o direito ao grito. Então eu grito”.

 “Não, não é fácil escrever. É duro como quebrar rochas”.

“A vida é como um soco no estômago”.

" Ela acreditava em anjo, e porquê acreditava, eles existiam"
Páginas: 87 páginas.
Nota: 4 estrelas.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Resenha - A Noite Maldita, André Vianco



Em A Noite Maldita, André começa contando sobre diferentes pessoas e suas rotinas que viram de ponta cabeça ao longo do livro. Em uma noite aparentemente normal as pessoas ouvem um estrondo inexplicável no céu seguido de uma epidemia, várias pessoas começam a dormir involuntariamente e não há nada que as acorde, e como se não bastasse acontece a queda de qualquer meio de telecomunicações, não há celulares, telefones, TV’s ou rádios, tampouco internet. As rotinas então já começam a ser quebradas, os adormecidos são levados para o hospital fazendo com que haja uma superlotação. Na noite que se segue a esta, alguns dos adormecidos e muitas pessoas até então normais, acordam com dores muito fortes no abdômen, não suportam a presença de luz e tem sede, muita sede. Sede de sangue. Surge então o caos, as pessoas não conseguem se comunicar, sistemas bancários param, superlotação nos hospitais, incêndios em todos os lugares e a energia não tarda a acabar. Finalmente as histórias das diferentes pessoas vão se cruzando e então surgem dois personagens ilustres: Cássio e Raquel, que vão lutar até o fim para conseguir o que querem. De um lado humanos, do outro, vampiros.

O que eu achei: O autor escreve de uma forma que nos prende a leitura, e por tudo acontecer no Brasil faz com que pensemos que aquilo poderia mesmo acontecer e o que faríamos. André Vianco usa o português claro e nos faz perceber que a vida em um minuto pode virar de ponta cabeça, ou acabar de uma forma que você jamais imaginou. (cinco estrelas)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Razão


Qual é a razão da vida? Nascer, crescer, trabalhar, fazer dinheiro, se divertir, casar, morrer e deixar uma herança para a próxima geração? Todos falam muito sobre encontrar a felicidade e ser quem realmente querem ao longo da vida, mas é isso mesmo o que acontece? Vejo todos presos em suas rotinas de estresse farreando no final de semana e dizendo que aquilo é felicidade. Já parou para pensar se tudo o que tem feito tem valido a pena? Se o mundo acabasse amanhã, você morreria feliz? Sim, não? As pessoas estão constantemente querendo buscar uma nova maneira de viver, ser feliz, deixar os problemas de lado, ser quem querem ser. Mas por que existe o problema? Por que se prendem a alguém que não querem ser? Talvez por medo. Medo do que o outro vai achar e sua felicidade vira segunda opção então. Por que não poder fazer tudo o que quer, quando quer, com quem quer? Por que não deixar a felicidade em primeiro lugar sendo você pobre, rico, branco negro, alto ou baixo? Devemos crescer em nós mesmos, ser felizes e ajudar o próximo, não crescer para ser melhor que o próximo ou querer mostrar que você está num lugar melhor, ganhando mais dinheiro. Crescer em si mesmo, espiritualmente, simplificadamente. Saber sorrir com o nascer do sol, saber observar a lua à noite. Saber viver com a natureza, não ficar feliz porque se matou de tanto trabalhar e finalmente conseguiu o ultimo modelo de celular lançado. Materiais vêm e vão, objetos são lançados a todo o momento. Criam, usamos, descartam – e às vezes somos objetos no mundo. Nascemos, vivemos acreditando que somos felizes e depois morremos. Morrer em vão. Então, qual é a razão da vida? Clichê dizer que é buscar a felicidade, clichê dizer que todos tentam fazer isso, raridade dizer que poucos morrem felizes pela vida que tiveram. Tantos se prendem a conceitos lançados pela sociedade que seu desejo é esquecido, por quê? Por que as pessoas não param de padronizar as coisas? Por que roubam? Por que querem ser umas melhores que as outras? Por que tudo isso? O sorriso de uma criança é maravilhoso, por que não dar valor a isso? Por que o capitalismo? Por que não utopia? Por que viver? Viver pode ser maravilhoso se você simplesmente se permitir. Se soltar, deixar se levar, ser quem você quer. Realmente quer.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Marilyn



Seria mentira minha dizer que não me importo, pois qualquer tentativa de mostrar que não ligo é se importar, só que as coisas não são mais como antes. Orgulho tenho de dizer que o estupor já passou, que tanto me faz se você está na casa de um de seus amigos ou amigas, não ligo mais para isso. Não ligo mais para nada. Sentir algo hoje seria lucro, estou mais sólida e fria do que uma rocha e a barreira aqui é impenetrável, uma pessoa quando se recusa a se apaixonar novamente não está com medo de amar, mas sim como medo do que pode vir depois que o café esfriar, e sinceramente, não aguentaria dois cafés frios. Se me tranformei em algo que não queria ou esperava? A resposta com toda certeza é sim. Quem sabe um dia tudo isso passe, mas até lá faço das palavras de Marilyn Monroe as minhas: “partir antes de ser abandonada”.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Raro


Sabe, sou daquele tipo de pessoas que vai sempre estender a mão a um amigo, não importa o quão frágil eu esteja. Sempre meu ombro estará disponivel. Sempre um abraço estará pronto. Não suporto ver as pessoas ao meu redor tristes, mesmo que eu não conheça-a muito bem. Sempre faço de tudo para ver os outros felizes quando estão para baixo, mesmo porque, eu sei o peso de um "vai ficar tudo bem" quando seu mundo está desmoronando.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Adeus


Todos se vão um dia. Uns mais cedo, outros mais tarde, e tudo o que fica é a saudade e as lembranças. Dizer adeus não é fácil, mas é preciso. E quando sentir saudades, é só vasculhar em sua mente um pedacinho da pessoa. Um momento com ela. E comigo não vai ser diferente. Jamais irei esquecer do sorriso dele, dos palavrões, dos xingamentos, das piadas e daquele jeito unico e especialmente de ser. Jamais irei esquecer daquele que brigava com sua mulher e que no momento seguinte estava beijando-a. Daquele que se emocionava facilmente e que fez tudo o que queria enquanto podia. Sentirei falta. E aqui, me despeço de José Gama, mais conhecido como vovô, que aos 88 anos foi para uma melhor, deixando filhos, netos, bisnetos, genros, esposa - deixando a familia. Te amo vovô.

domingo, 9 de outubro de 2011

La Tour Eiffel


Estava eu e mais três amigas minhas, entramos na fila, e ficamos conversando de boa. E a cada minuto que passava chegávamos mais perto da nossa vez. Uma hora e meia na fila, mas valeu a pena. Quando chegou nossa vez, fomos correndo sentar, respirei fundo e prendi a trava de segurança, agora não tinha mais volta. E enquanto aquele brinquedo subia eu me perguntava: Por que diabos eu tinha sentado no brinquedo? O que me deu na cabeça em querer vir nisso? E quando eu pensei que o brinquedo já estava chegando no topo, olho para cima e vejo que ainda falta metade. Meu coração está acelerado, minha respiração razoavelmente desregular e minhas mãos não param de tremer. A vista é, sem duvida alguma, maravilhosa. E finalmente chego lá em cima. Dou uma ultima olhada na paisagem e fecho meus olhos e seguro com todas as forças no colete e de repente ele despenca. Uma altura de 70 metros há 85km/h em apenas 4 segundos. Nem tempo de gritar dá, e quando você for ver, já chegou lá embaixo de novo. Foi bom, sensacional, maravilhoso, e logo quero ir de novo no La Tour Eiffel.