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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Quem sou



Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.
É curioso não saber dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

 – Clarice Lispector
Uma das minhes escritoras favoritas.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Soco no estômago


Não temos mais tempo para brincar, a vida cobra e então é hora de crescer. A sociedade nos obriga a isso e é difícil dizer adeus para muita coisa que amamos e fizeram parte de nós. As responsabilidades aumentam e é hora de desempenhar papel de gente grande. Quem diria que crescer seria tão chato e eu que não via a hora quando era criança. Se vou ganhar novas experiências? Claro que vou, mas a simplicidade parasse não habitar o mundo adulto, e eu gosto do simples. Me apaixono pelas simples coisas que me fazem sorrir. Como diria Clarice, a vida é um soco no estômago
Raphaela Barreto

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Minhas formas


Gosto das palavras, das manhãs mornas e do canto dos pássaros. Gosto da simplicidade das coisas, de sorrisos sinceros, olhares cativantes e abraços apertados. Sorrio com facilidade, mas choro também. Sou manhosa, carente, ciumenta e por diversas vezes chata. Não sei amar alguém pela metade e nem me doar em pedaços. Quero tudo ou quero nada, sou sua por inteira ou não sou nada. Gosto de carinho nas noites frias ou quentes, de abraços inesperados e de beijos alucinantes. Não tenho medo de me entregar, mas sim do que pode acontecer depois. Sou às vezes antítese ambulante, um mistério indecifrável, às vezes um livro aberto. Sou eu mesma de muitas formas, cada forma um jeito. Meu jeito, difícil de ser entendido, fácil de ser desvendado.

Raphaela Barreto
Inspirada nos textos de Clarice Lispector

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Venenos mais lentos


Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer “E daí? Eu adoro voar!”. Não me deem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre.

— 
Clarice Lispector

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Louca


Sou um tipo raro de pessoa. Daquelas que ainda acredita nos outros e confia. Que vai sempre oferecer um ombro amigo e um abraço forte e acolhedor. Que vai tentar fazer você rir até sua barriga doer quando estiver triste. Que vai sorrir o dia inteiro e mostrar que tudo está bem. Que vai criar expectativas e continuar com esperanças quando tudo o mais parece que está errado. Que vai ser forte sempre e sempre. É, sou esse tipo de pessoa. Uma pessoa que acha que não há causa perdida enquanto houver um único louco para lutar por ela. E eu geralmente sou essa louca.

terça-feira, 15 de maio de 2012


Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector