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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Café

“Antes que a tarde amanheça
e a noite vire dia
põe poesia no café
e café na poesia.”
 
— 
Paulo Leminski


Aproveitando pessoal, uma amiga minha acabou de criar um blog e convido todos a conhecerem seus posts e darem as boas vindas, My feelings - Mah .

 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Velhos momentos

Ela viu,
Lembrou,
De quando era pequena
Sem muitos problemas
E só queria brincar.
Lembrou das amigas,
Da bagunça no quarto,
As bonecas vestidas,
Perfeitas,
Eram barbies.
Teve vontade de chorar,
Aquele tempo jamais iria voltar.
O tempo da diversão,
Dos pés sujos,
Das brincadeiras nas ruas.
Segurou as lágrimas
Com saudade
Percebendo que a melhor coisa
Do mundo
Era ser criança.
Engraçado, pensou ela
Crianças querem crescer,
E adultos querem ser crianças.
Então deixou o corredor das bonecas,
Pensando,
Com saudade
Do tempo,
Dos velhos momentos. 
 

Raphaela Barreto
 
 

domingo, 15 de abril de 2018

Imagine all the people living life in peace


As flores solitárias
De uma montanha distante qualquer
Que sempre passam despercebidas
É como se elas não estivessem ali?
Passar a vida sendo a observadora
Nunca sendo o centro
Faz os dias passarem mais rápidos ou mais lentos?
Perguntas sem respostas nos surge ao travesseiro
E a vida é só mais um fardo
Que insistimos em carregar
E a liberdade é só uma utopia
Que nunca vamos alcançar.
Daniela Silva

sexta-feira, 23 de março de 2018

Sonho e poesia


 

“Todo sonho tem algo de poesia, e toda poesia, toda arte, talvez se aproxime do sonho, nesse sentindo. [...]”



Freud, A Interpretação dos Sonhos

 
Para finalizar, o My Life está fazendo 8 aninhos. Obrigada a todos que tem acompanhado o blog e assim que o tempo permitir, alguns sonhos e poesias aparecerão mais por aqui. 

 

sábado, 22 de julho de 2017

Esperança


A moça na janela
Cortina de renda acarinhando os braços
Violeta é companhia, em vasinho de barro meio rachado
Nos dedos, os negros cachos,
Sossegada cascata que o vento aprendeu a desarrumar
Seus ombros baixos, sustentam a leveza do afeto
E a mão no queixo quase encobre seu quase sorriso
No horizonte os olhos brilham em espera, e se perdem ao piscar
Se perdem ao contar as horas, os dias, as nuvens, as flores, as batidas do coração
Seus ombros baixos, agora mais baixos, envoltos na negra cascata
Sobre a mão, o sorriso já é quase suspiro. Doce espera
E ela, dorme
A moça na janela.
Bárbara Paloma
Do blog, Degradê de Palavras, super indico esse cantinho.
Obrigada por ter participado da Promoção 101, 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Amor, amor

Ela sabia que precisava dele. Pelo menos naquela noite chuvosa e sem grandes esperanças. Mas tinha medo da compulsão. De querer ele sempre e sempre e pra sempre. E amanhã e depois. E de dia, e tarde, de madrugada. E não saber digerir tanto amor e tanto amor acabar lhe fazendo mal. Só mais um pouquinho, pensou. Uma lasquinha. Pra dormir feliz. Amanhã era amanhã. Depois ela resolvia.


—  Tati Bernardi.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Quintana


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela. Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Poesia


Perguntaram se escrevo poesia. Respondi que não.
Coloco no papel sentimentos intensos que habitam em mim.



(Layanne Rezende) 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O cientista



Amor... 
Sensato seria vive-lo em sua essência 
A simplicidade de um momento 
Na sinceridade de um abraço 
Na resplandecência de um sorriso 
No calor de um beijo 
Mas como acondicionar um Universo de sentidos e emoções em 
receptáculos tão frágeis? 
Onde encontra-se a sensatez de um sentimento perfeito 
sentido por criaturas imperfeitas? 
Lúcido seria abdicar de tal incoerência 
Viver no mundo de racionalidade;
Números, fórmulas e sapiência 
Cosmo da razão! 
Onde o amor é facilmente traduzido como uma resposta 
psicológica e nada tens a ver com sua essência. 
Porém de que serve tal lucidez se a razão rende-se as 
incógnitas de um sentimento atemporal e prófugo? 
Livre! 
De tudo que o tenta confinar, 
Não existem leis, não existem reis, nem fronteiras 
Uma mescla intangível entre realidade e utopia 
Onde o certo e errado se emaranham em uma ligação quântica 
e a massa do ser que o sente passa a te-lo como realidade única 
e irrefutável 
Assim, um a um, todos os muros que traziam segurança e serenidade desabam,
e de uma maneira insensata, aprende-se a 
Dançar! 
Uma valsa entre o prazer e a dor, 
o sofrer e o querer... 
o sorriso e o pranto. 
Pranto esse, velho amigo de quem ama. 
pois comparado a paixão que é chama 
o amor revela-se uma reação atômica 
com o poder de aquecer ou devastar o coração 
que o tem dentro de si. 
Mas pouco sabe sobre isso 
o velho coração que aqui bate 
Que sofreu por um amor proibido e decidiu 
entregar-se a razão. 
Que escolheu o caminho mais fácil a arriscar-se na emoção 
Que sofreu outrora por um amor que não podia acontecer 
Corações que batiam no mesmo ritmo 
Desejos que se encontravam,a cada palavra, a cada toque, a cada olhar, 
a cada gesto, a cada sorriso 
beijos e promessas, sonhos e esperanças de um amor 
que nasceu como uma rosa na aridez do deserto; 
da maneira errada, no lugar mais improvável 
E foi a coisa mais perfeita que pode-se viver. 
Almas que se completam e que vivem separadas 
por desavenças do destino e pelo medo de arriscar 
Tudo o que sei sobre o amor está nos livros... 
Poderia declamar sobre o amor por versos e versos 
Mas comparado ao seu real significado seriam apenas 
palavras ao vento. 
Quem dera a ciência pudesse explicar, a física quantificar, a química reproduzir 
e a matemática prever, mas como cientista descobri; 
o amor não é nenhuma ciência. 

23 de Fevereiro.

Um poema especial, escrito por alguém mais especial ainda.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Eu te espero, vem?

Roupas rasgadas pelo quarto
Nada está em seu lugar
A memória nunca funciona
Tudo se passa como um flash
Sonho ou realidade?
Me dê a mão
Vamos fingir que tudo está bem
Não vamos rotular isso
Só vamos correr por aí
Deixe o medo e as preocupações em casa
Os monstros não vão nos alcançar
Sonho ou realidade?
As chaves já estão no carro
Os livros no porta-malas
Compramos o resto na estrada
Vamos sentir o vento tocar nosso rosto
Parar em uma rodoviária abandonada
Beber, sorrir e conversar com os olhos
Sonho ou realidade?
Nós não vamos ouvir quando eles disserem 
O que temos que sentir 
Vamos colocar o celular na rua
Ver um caminhão de oito rodas estraçalhá-lo 
E saber que ninguém mais irá nos incomodar
Dormir em um hotel barato
Traçar um caminho no mapa
E entrar em uma via completamente diferente 

Você vem? Eu sei
Mas antes, abra os olhos
Precisamos acordar


Do blog Café e Ócio. Admito que sou uma leitora e fã assumida deste blog.
Dani, demorei, mas postei (: 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ser humano.


As pessoas estão se esquecendo do que a vida é feita,
Do que vale a pena lutar.
Maldito lirismo que me possuí e me faz pensar no grande globo em que vivemos,
Maldito lirismo que me toma e me faz ter pena da sociedade,
Maldito capitalismo que faz meu lirismo ser triste,
Ser crítico,
Ser poeta.
Desumanos que me fazem humana,
Ser humana,
Ser humano.

Raphaela Barreto 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Venenos mais lentos


Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer “E daí? Eu adoro voar!”. Não me deem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre.

— 
Clarice Lispector

terça-feira, 10 de setembro de 2013

[Resenha] Antologia Poética de Vinicius de Moraes

Antologia poética de Vinicius de Moraes é um livro que reúne diversas de suas poesias, elegias e sonetos. Pode ser divido em duas fases, a primeira frequentemente mística, que é resultante de sua fase cristã e a segunda fase em oposição à primeira, e sua aproximação com o mundo material. Eu nunca havia lido um livro inteiro de poemas e me apaixonei pela escrita de Vinicius de Moraes, ele é um escritor excepcional e fica fácil entender porque as mulheres caíam em seus pés. Vinicius de Moraes escreve de forma envolvente, intensa, e instigante. Muitas vezes ele usa da ambiguidade em suas palavras e é preciso prestar atenção para ver o real significado do poema. Para alguém novo no mundo da poesia talvez haja um pouco de dificuldade na leitura dos primeiros poemas, minha dica é: leia com calma e respeite todos os pontos, traços e vírgulas. Publiquei recentemente alguns dos poemas dele aqui no meu blog e no Sonhos de uma Madrugada de Inverno, para ver clique aqui e/ou aqui.

Quantos somos, não sei... Somos um, talvez dois, três, talvez, quatro; cinco, talvez nada
Talvez a multiplicação de cinco em cinco mil e cujos restos encheriam doze terras
Quantos, não sei... Só sei que somos muitos - o desespero da dízima infinita
E que somos belos deuses, mas somos trágicos.
[...]”

– O Poeta, V.M. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A morte - Vinicius de Moraes


A morte vem de longe
Do fundo dos céus
Vem para os meus olhos
Virá para os teus
Desce das estrelas
Das brancas estrelas
As loucas estrelas
Trânsfugas de Deus
Chega impressentida
Nunca inesperada
Ela que é na vida
A grande esperada!
A desesperada
Do amor fratricida
Dos homens, ai! dos homens
Que matam a morte
Por medo da vida.

 - Vinicius de Moraes

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Ternura - Vinicius de Moraes

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

 - Vinicius de Moraes

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Vão


Eles vão.
Simplesmente em vão.
O que querem com isso?
Cadê a razão?
Dizem-se simples, mas esquecem-se da beleza das auroras,
Do canto dos rouxinóis,
Do sol nascendo e do barulho das marés nos nossos pés.
Onde estão?
Em vão?
Sorrir com outro sorriso,
Acalentar-se ao calor de um corpo,
Ver a gentileza escondida na sarjeta,
Ser você,
Pra você.
Por você.
E onde eles estão?
Caminhando na rua dos números,
Esquecendo a vida morna,
E eles vão.
Em vão.
Sem razão.
Viver em vão.
Morrer sem razão.

Raphaela Barreto.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O incriado

[...] Muito forte sou para odiar nada senão a vida
Muito fraco sou para amar nada mais do que a vida
A gratuidade está no meu coração e a nostalgia dos dias me aniquila
Porque eu nada serei como ódio e como amor se eu nada conto e nada valho.

Eu sou o Incriado de Deus, o que não teve a sua alma e semelhança
Eu sou o que surgiu da terra e a quem não coube outra dor senão a terra
Eu sou a carne louca que freme ante a adolescência impúbere e explode sobre a imagem criada
Eu sou o demônio do bem e o destinado do mal mas eu nada sou.

De nada vale ao homem a pura compreensão de todas as coisas
Se ele tem algemas que o impedem de levantar os braços para o alto
De nada valem ao homem os bons sentimentos se ele descansa nos sentimentos maus [...]

- Vinicius de Moraes