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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Fases


É incrível como ideias para escrever podem surgir nos momentos mais inusitados, como por exemplo, no banheiro de um barzinho – claro que não escrevi este post lá, mas arquivei a ideia em uma nota mental, certa de que viraria um post.
Pois bem, estava eu num barzinho onde a entrada é permitida somente aos maiores de dezoito anos, mas eu me lembro bem de quando tinha 16, 17 anos e queria muito ir, o que não aconteceu, porque não e do meu feitio fazer um RG falso, fora isso, analisando toda a situação, sou grata de nunca ter ido lá antes da maior idade, estou certa que se tivesse frequentado o lugar aos dezesseis anos não seria tão legal quanto agora: aos dezenove.
Quando somos mais jovens queremos tudo do nosso jeito e no nosso tempo, mas as coisas não são assim e existe um limite para tudo, que só vamos entender quando crescermos. Alguns jovens poderão dizer sobre a emoção de entrar proibido, uma emoção que logo passa e te faz fazer coisas bestas só por estar em um lugar que não deveria, fora que como disse antes, a diversão não seria a mesma se você tivesse ido mais tarde, sabendo exatamente como curtir.
Existe diversão certa para cada fase da vida, e se quisermos apressar alguma delas, mais preocupações e problemas, muitas vezes permanentes, teremos. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Uma parada de ônibus



Eu estava sentada no banco do ônibus quando ele passou por mim com a camiseta de uma banda qualquer que eu não consegui identificar. Cheirava a problemas, o que o deixava mais irresistível. Olhei para trás e procurei onde ele estava sentado – no ultimo banco, ao canto – nossos olhares se encontrarem e acho que um rubor tomou conta de mim, desviei o olhar, mas a tempo de ver um sorriso brotar no canto de sua boca. Abaixei a cabeça e sorri também, o que eu estava fazendo? Eu tinha um sério problema de ter quedas por garotos com cabelos grandes, calças caídas e vans nos pés – fora o rostinho de não se aproxime ou vai se machucar. Meu ponto estava chegando, é claro que eu iria fazer a maior burrice da minha vida. Abri a mochila, peguei um pedaço de folha qualquer e anotei meu número do celular e aguardei até faltar poucos metros para a minha parada. Levantei cautelosa do banco, eu sentia o olhar dele me fitando, até que era divertido se eu não estivesse a ponto de ter um infarto – o fato era que alguma coisa nos olhos dele tinha me chamado a atenção, ok, parece clichê, mas não vou mentir. Apertei o botão que faria o motorista parar em meu ponto, respirei fundo e antes que o ônibus parasse completamente me virei na direção dele e ele já estava com a mão estendida (o que me fez querer saber se muitas garotas faziam isso, ou se ele estava com o pressentimento de que eu iria entregar meu número). Nossas mãos se tocaram por milésimos de segundo, foi bom, ele fez um aceno com a cabeça e sorriu, e eu saí correndo do ônibus, vermelha, me perguntando o que tinha dado em mim. 

Raphaela Barreto

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Decorei


Decorei seu sorriso nos meus lábios, gravei seus braços nos meus. Sei de cor seu cabelo bagunçado e o olhar às vezes tímido, às vezes bravo, até travesso. Te estudei e não me formei ainda, uma caixinha de surpresas em constante transformação. Espero tua mão encontrar a minha, seus braços me envolverem e uma mordida de leve. Espero parar com toda a parafernália de quinta que geram nossas brigas. Espero. Espero o café ficar quente no fogão enquanto a gente se ama no sofá embaixo das cobertas enquanto passa um bom filme. Te espero de braços abertos, até com o coração se for preciso, mas venha e não demore, mas sim demore pra partir.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Espetáculo


Eu sei que estou fazendo as escolhas erradas, sei no que estou me transformando e sei que não me importo. Não sentir nada é maravilhoso, porque o vazio é melhor que a dor. Aos poucos tudo volta ao que era antes, mas eu sei que tudo mudou. Minhas escolhas e decisões não me levaram de volta à vida que tinha tampouco alguém pode voltar ao passado e mesmo se pudesse não voltaria, o que aconteceu no passado me fez ser quem sou hoje e em meio aos tropeços sigo meu caminho que está longe de ter fim. Em meio aos passos arrastados e o sorriso nos lábios trilho minha história. Uma história cheia de duvidas, amor, felicidade e tristeza, alegrias e dores, trilho minha vida que está sendo o avesso do que sonhei aos meus dez anos, uma vida cheia de contratempos e antônimos, mas talvez essa seja a graça de viver: preparar e sonhar com a peça e em cima do palco ter que improvisar o espetáculo inteiro.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Homens de terno


Estou cansada das mesmas conversas diárias, dos mesmos assuntos sem sentido, da mesma banalidade casual. Estou cansada das mesmas pessoas e de seus padrões patéticos de vida. Cansada de ver milhares de pessoas a minha frente e na verdade não ver nada além do vazio que cada uma representa. É incrível como a fé de uma criança remove montanhas e seu coração é gigantesco, como um adolescente não tem medo de se jogar no amor, não tem medo de se arriscar e às vezes consegue achar o erro da sociedade, e é mais incrível ainda quando tudo isso deixa de ser importante quando viramos adultos – tudo que passamos a acreditar num dia, no outro some e então já somos robôs escravizados de nossa sociedade capitalista e masoquista. Dizer que todos são assim é loucura, mas a minoria se faz cada vez menor e qualquer forma de expressão é reprendida e vista como idiotice e loucura pelos homenzinhos de terno.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pesadelo

 Quero caminhar por uma estrada sem um rumo certo, pegar carona e ir para qualquer lugar. Só ter a certeza de que o sol vai nascer amanhã e deixar as dúvidas e as incertezas para lá. Só quero me importar com a terra aos meus pés, com o cheiro da grama recém-cortada e da chuva ao longe chegando. Quero sentir as coisas simples novamente, dar risada de velhas coisas, sentir sensações novas, passar horas jogando conversa fora. Quero olhar o sol se pondo em um cenário maravilhoso e ver a lua deslumbrante ir embora aos primeiros raios solares do dia. Quero viver sem tem medo de cair. Quero viver como se estivesse num sonho, mesmo sabendo que a qualquer momento tudo pode se tornar um pesadelo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Livro


Na vida tudo acontece por uma razão. Tudo tem um motivo e um proposito. Clichê, não? Mas é verdade. Tudo o que vivemos, todas as experiencias, as memorias, os acontecimentos, tudo... servem pra alguma coisa. A vida é como um grande livro, em que nós não temos tempo de escrever o roteiro ou pensar num rascunho - tudo acontece devastadoramente rápido que as vezes até nos deixa letárgicos. Mas seja qual for sua história, tem que fazer valer a pena a leitura. 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Adolescência


Uma das fases mais difíceis da adolescência, é a descoberta do amor. Aquele primeiro amor que achamos que vai ser para sempre. Fase das promessas, que um dia acabam sendo quebradas. Época de noites sem dormir pensando em alguém. Saudade imensa, arrependimentos, muito amor para dar e pouca pessoa para receber. Sorrisos falsos, momentos inesquecíveis, quedas, tristeza, incertezas… É da adolescência que levamos as melhores lembranças e não é preciso ser velho para saber disso. É da adolescência que levamos os amigos verdadeiros e é na adolescência que conhecemos o amor verdadeiro ou pelo menos aquele amor inesquecível.