07/09/2020

Vale a pena assistir DARK, da Netflix?


Sinopse: Quatro diferentes famílias - Kahnwald, Nielsen, Doppler e Tiedemann - vivem em Winden, uma pequena e aparentemente tranquila cidade alemã. A rotina dos moradores vira de cabeça para baixo quando duas crianças desaparecem misteriosamente, nas proximidades de uma antiga usina nuclear. Segredos familiares começam a emergir à medida que a polícia investiga os sumiços e logo percebe uma relação com eventos também sombrios do passado. O tempo e o espaço parecem se embaralhar cada vez mais, deflagrando uma série de tragédias que, curiosamente, se repete a cada geração. 


Acompanhei as três temporadas de DARK. É uma série sobre viagem no tempo, cheia de mistérios, suspense, e uma pitada de romance. A cada episódio nos vemos mais dentro da trama que envolve Winden, quebrando a cabeça para entender tudo. Essa não é uma série que dá para deixar rolando e ir no banheiro, porque na volta, certamente, teremos perdido algo. 

A cada minuto algo faz sentido e deixa de fazer também, nos obrigando a assistir o próximo episódio. Há momentos de raiva eterna pela série, e momentos bons também. Eu particularmente gostei bastante. 

Minha dica para quem está assistindo a primeira temporada e não está entendendo muita coisa, é assistir a primeira novamente e se familiarizar com todos os rostos. Na segunda temporada muita coisa vai clarear nossa mente e a terceira mostrar como todo o ciclo de viagem no tempo e famílias foi feito. 


O final para mim foi bem surpreendente e eu gostei do resultado. Sou fã de viagens no tempo, um toque de mistério e suspense e se estiver romance, já estou dentro, então vale a pena assistir DARK se você também é fã de todas essas coisas. 

Conta para mim, você já assistiu? Ainda não? Tem pretensão? Deixe seu comentário aqui em baixo!

04/09/2020

Micro-conto: Escuro da noite




Ela pediu para que servissem mais um dose de whisky, estava ali a horas parada tentando imaginar o que faria agora. Acendeu um cigarro na noite fria e deixou que a nicotina a invadisse, soluções não caem do céu – pensou ela, e beber também não resolve muita coisa, mas com ela as coisas eram diferentes. Uma carta escrita sempre será melhor a luz da lua com manchas de batom ao canto, do que à luz de uma sala vazia e fria de um hotel com a parte sóbria de seu corpo funcionando. 

E então lá estava ela escrevendo mais uma carta novamente, estava se considerando já uma escritora de boteco e ela gostava do título. Antes de fechar a conta e sair do pequeno pub abarrotado de móveis antigos pediu a ultima dose, “mais uma moça?” perguntou o garçom intrometido, “a bebida faz a visão se expandir e a insanidade crescer” disse ela depositando o copo vazio no balcão ao lado de umas moedas e um guardanapo dobrado marcado de batom, saindo logo em seguida. Um endereço havia no meio do guardanapo, é claro que ela iria perder a sanidade um pouquinho e se entregar ao escuro da noite.

02/09/2020

Me nina

Me nina
me abraça
me abra
me acalma
me afaga
me ajoelha
me beija
me cala
me canta
me deseja
me deita
me delira
me devora
me embala
me entrega
me escreva
me esfrega
me esquenta
me fala
me joga
me inspira
me morda
me mostra
me molha
Me nina
me olha
me provoca
me rima
me rodeia
me rodopia
me toca
me pega
me prenda
me prova
me versa
me vicia
me sacia
me nina.

 - RAPHAELA BARRETO