Há uma certa graciosidade na vida, na forma como as coisas acontecem e mesmo não parecendo ter ligação, tudo se conecta. Como cada parte de nossa vida é marcada por fases e transições, onde pessoas chegam e vão, onde você amadurece, chora, ri e cresce.
Lembro-me de ouvir meus pais falarem coisas quando eu era criança e bem, agora eu estou vivendo estas coisas, contas, faculdade, responsabilidades, o tempo correndo parecendo ter pressa para chegar em algum lugar e você não fazendo metade das coisas que gostaria. Até encontrar velhos amigos na rua e ter uma conversa de cinco minutos é normal.
Começamos a divagar sobre outros assuntos em nosso cotidiano, a divagar sobre a vida, futuro e morte. E em falar sobre a morte, você percebe que é uma fila até chegar seu dia, primeiro seus avós, em seguida sabe que serão seus pais e advinha? Você é o próximo da lista. Então digo que há uma certa graciosidade na morte também, na forma como as coisas acontecem e mesmo não parecendo ter ligação, tudo se conecta. Como uma fase final, uma transição para o desconhecido.
Nada é coincidência nesta vida, não existe um ao acaso, mas uma coisa sempre será certa, a vida e a morte, em um ciclo gracioso trazendo, levando e transformando tudo o que há no universo.
Raphaela,
ResponderExcluirO texto também ficou gracioso, expressão concisa do pensamento.
Minha tia disse que a geração dela é a que está do lado de fora da roda, lembrando que é a vez deles, pois seus pai morreram; pensamento afim com teu post.
Bom carnaval! Partiu! ;)
beijo
Quando me dei conta que meus pais estavam envelhecendo, entrei em panico.
ResponderExcluirEu tinha uns 16 anos.
Tudo isso me assusta um pouco, mas hoje sei lidar.
http://minhaformadeexpressao.blogspot.com.br/
Geralmente não penso muito nisso, senão entro em panico também ou começo a ficar doida... que coisa essa nossa vida.
ExcluirE diz o José Cheia
ResponderExcluirque a vida são 2 dias
e o Carnaval 3...~_````
Bom fim de Semana
e que tudo vá bem Bonita...
Beijinhos de aqui da Covilhã.
Teu texto tem a beleza da sinceridade, da pureza da expressão daquilo que vai em teu coração. Preciso apenas dizer-te que duas coisas são verdadeiras: há uma ordem natural da vida e da morte, mas há uma ordem não natural que acompanha em paralelo à ordem natural, e às vezes converge sobre a ordem natural e a altera drasticamente. Perdi pessoas muito, muito novas. Mas a vida é belíssima, graciosíssima, e o teu texto é de uma beleza encantadora. Gosto de tudo que escreves. Um beijo
ResponderExcluirtudo acontece,
ResponderExcluirtudo passa.
assim funciona
abraco
Sara.
Raphaela,
ResponderExcluirEu estava vendo um filme intitulado "O homem que copiava", e nele aparece um soneto de William Shakespeare, e lembrei deste teu post.
O soneto é este:
Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia,
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
A prata a preta têmpora assedia;
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia sombra franca
E em feixe atado agora o verde trigo
Seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascendo a graça nova.
Contra a foice do Tempo é vão combate,
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.
William Shakespeare
(tradução: Ivo Barroso)
Mais uma vez arrasou, deu showw e do tio Castanha ganhou, um carinho e bjinhosssssss...
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