As pessoas precisam acreditar em alguma coisa para poderem levantar da cama. Não importa se é no cristianismo, espiritismo, hinduísmo ou budismo, o importante é crer em algo. Certa vez ouvi dizer que religião gera guerra, não é a religião que gera guerra, e sim a ignorância do homem. Algumas pessoas simplesmente não sabem aceitar outra cultura, há um Deus, que pode ser atendido por diversos nomes, por que não? Ou então nações inteiras seriam condenadas porque nós temos uma cultura diferente deles – pouco sensata essa afirmação. Todos sabem o que é certo e errado, qual caminho seguir e onde a felicidade de cada um se encontra, por que não seguir em direção ao que queremos? Cada um tem que ser livre para ir e vir, e acreditar naquilo que acha certo, e acima de tudo, ser grandiosamente feliz.
28/05/2013
24/05/2013
Resenha: O diário de Anne Frank - Francine Prose.

Francine Prose faz uma crítica literária e defende que o diário é uma obra de arte, um texto literário pensado e planejado. Os originais comprovam que Anne escreveu pensando em seus futuros leitores, reescrevendo e editando inúmeras passagens. Ela se via como uma escritora - e era de fato talentosa, como se vê por sua habilidosa construção de diálogos e personagens, seu olho para os detalhes, seu domínio do ritmo da narrativa. Além de fazer uma análise literária da obra, Prose conta a trajetória de Anne e sua família, chamando a atenção para detalhes em geral ignorados. E reflete sobre as discussões e produtos gerados a partir do livro - o Museu Anne Frank, a peça de teatro e o filme realizados a partir do Diário, as teorias que negam a autenticidade da obra, além da adoção do livro em escolas e o uso feito por professores em sala de aula.
O que eu achei: A crítica é de fato interessante e um ótimo livro para os fãs de Anne. Conta não só a história de Anne, como também o meio em que ela vivia, como era a escola dela e como se encontrava a Holanda em 1940. Cita alguns amigos dela, vizinhos, possíveis suspeitos que poderiam ter denunciado o Anexo Secreto e todos que ajudaram os judeus naqueles dois anos. Francine também relata de como o livro se tornou peça de teatro e como chegou ao cinema, citando ainda como o livro é usado nas escolas. Até a metade dele, onde conta a ida de Anne para Bergen-Belsen a leitura é constante, se tornando um pouco maçante a partir das citações do teatro, mesmo assim recomendo o livro.
21/05/2013
Silêncio
Nas intensas ondas me jogo
Há uma forte pressão na superfície
Não luto contra essa força
Posso sentir a água salgada percorrendo minha traquéia
Estou afundando
Afundando
Com os pulmões ficando encharcados vislumbro as profundezas
Silêncio
Aqui tudo é mais calmo
No fundo tudo é mais é lindo
No fundo tudo é mais é lindo
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