Volta para mim, mesmo depois de tanto tempo, depois de tantos erros. É inútil dizer que não sinto sua falta quando nas tardes de domingo é em você que penso. Volta e da a sua mão para mim, segue esse caminho sinuoso comigo que no meio dos erros a gente se acerta. A gente aprende a se amar de novo e no fim tudo fica bem, esquece o passado e vamos crescer um ao lado do outro, eu te ajudo e você me ajuda, simples assim. Vamos brincar de se apaixonar pela primeira e ultima vez, mas dessa vez pra valer.
15/04/2013
11/04/2013
Crianças
A chuva era constante lá fora, nem forte e nem fraca. O céu acinzentado e o uivo do vento revelava o pouco frio que assolava as ruas. Em minha frente perto da lareira lá estava ele, usando a camisa xadrez que eu dera de presente a ele em tempos remotos. O olhar cálido e verde me encarando revelava o desejo ardente de nossa pele, mas ainda não era hora. Levantei-me e fui em sua direção sorrindo, ele retribuiu o sorriso e mesmo depois de tanto tempo havia um descompasso em meu coração ao olha-lo sorrir. Peguei-lhe a mão e ele sem questionar, me seguiu até fora de casa. A chuva empapava nossas roupas, cada gota gelada revigorava e então brincamos de ser crianças uma ultima vez.
09/04/2013
Pra me ouvir cantar
Ele me disse que somos estátuas paradas olhando para o nada, que moramos em casas abandonadas. Ele me disse que posamos para retratos que ficam encaixotados, na estante. Ele me disse que as luzes da cidade são mais bonitas vistas do alto do céu e que o céu não é azul, que o vento só assopra quando estamos parados. Ele fugiu pra me ouvir cantar essa canção. Ele me disse que o espelho é a água parada, que o fracasso está no sorriso das pessoas apavoradas. Estamos no escuro de olhos aberto, o errado nos mostra o que é certo.
Musica da Bruna Rosa, uma amiga minha. Ela compôs não faz muito tempo.
Para ouvir basta clicar aqui, garanto que vale a pena.
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