Hora de se arrumar. Prender o cabelo, colocar o figurino, passar maquiagem. Fazer os ultimos ajustes. Respirar fundo e esperar a hora. O coração a mil. Lembrar os passos. Na coxia uma correria só. Enquanto a musica anterior a nossa diminui, nossos corações pulsam mais rapidos. Bem, chegou a hora. Entro no palco e dou o melhor de mim. Sorriso nos labios, passos decorados e contagem na mente. Depois vem a sensação de missão comprida. Mais uma vez. Eu e a bailarinas nos abraçamos. Conseguimos. E que venham muitas e mais muitas apresentações pela frente ainda.

Um sótão cheio de lembranças
ResponderExcluirEscrevi no pó palavras sem nexo
Retirei uma cartola de uma caixa de cartão
E senti ao toque o poder da ilusão
Ilusões…
Um cavalo de pau perdido ao carrocel
Uma estola de um bicho qualquer
Uma escultura talhada a cisel
Uma foto a preto e branco
De uma mulher sem rosto
Uma janela virada para nenhum lado
Uma traquitana a imitar o sol-posto
Terno abraço