quarta-feira, 12 de março de 2014

Apenas parafraseando


Hoje, com 17 anos, se me perguntarem como é ter essa idade, vou responder que é como ter 16, e ter 16 é como ter 15, que é como ter 14, que é igual a ter 13... Só que quando eu me lembro de quando tinha 13, vejo que muita coisa mudou nesses quatro anos e não sei explicar o paradoxo da mudança que não é mudança. Entre as coisas que mudaram na minha vida no decorrer desses anos, está o fato de eu não mais assistir à televisão. Às vezes eu vejo umas partes do Fantástico, ou acompanho o Jornal Nacional, mas é só. A programação televisiva brasileira (pelo menos a da TV aberta) me dá náuseas e me faz desacreditar na possibilidade de um futuro melhor, porque, afinal, as nossas crianças estão assistindo programas como, por exemplo, o Domingão do Faustão. E é especificamente sobre este último que eu quero falar. 
Eu sinceramente não sei como um programa se sustenta no ar por tanto tempo. A única coisa que pode explicar isso é o fato de que há, realmente, pessoas que sentam sua bunda num sofá, nos domingos à tarde, para assistir ao Faustão. Não tenho absolutamente nada contra o Faustão (apesar de achar um saco os seus bordões que deixaram de ser engraçados faz muito tempo e o seu uso exaustivo do adjetivo "glorioso(a)" para se referir a qualquer um), ele faz apenas o seu trabalho. Acontece que, ao meu ver, esse trabalho de "entreter" o público brasileiro está todo errado. Do começo ao fim.
Notei isso quando, esperando começar o Fantástico para assistir a uma reportagem realmente interessante, tive o desprazer de acompanhar os último dez minutos do Faustão. Estava passando as famosas videocassetadas, com gente caindo e se machucando feio, enquanto todos riam e aplaudiam, principalmente as garotas do balé. Essas últimas, então, riem abobadamente de tudo, como se não tivessem cérebro. Ficam apenas lá, paradas, sorrindo, como se fossem parte da decoração do cenário. Eu me recuso a entender esse tipo de humor. Eu sei que os vídeos que eles mostram foram provavelmente concedidos pelas próprias pessoas que filmaram (eu acho), que eles têm permissão para pôr em rede nacional o tombo dos outros, porém eu acho essa maneira de entretenimento a pior já inventada. Me faz lembrar do coliseu e da política do pão e circo... acho que, nesse aspecto, nem tanta coisa assim mudou. E continua a cena: pessoas caindo e se machucando de verdade, quebrando possíveis pernas, braços ou dentes, e as garotas do balé gargalhando, aplaudindo, como se fosse a coisa mais engraçada que já viram, e a plateia acompanhando, todos incentivados pelo Faustão com seus comentários nada gentis sobre o peso e a idade de quem protagoniza a "piada", espalhando esteriótipos para os rincões do Brasil. E olha que eu não vou nem me referir ao fato de não existir homem no balé de programas de auditório como esse, porque essa já é outra (e longa) discussão.
Notei isso quando, esperando começar o Fantástico para assistir a uma reportagem realmente Percebi, então, que a Luana de 17 pode ser parecida com a de 16, mas é bem, bem, bem diferente da de 13, porque a de 13 assistia ao Faustão.

Texto de Luana, do blog Sou o que Quero
E baseado em seu texto desenvolvi o trecho abaixo:



Pensando na forma como falou das idades, eu com 17 anos também, sou a de 16, mas sem duvidas não sou a de 13. Os programas de TV brasileiros lançam muitos esteriótipos na sociedade, eu já tenho uma certa "birra" da globo, costumo dizer que ela é controladora de mentes, uma vez que quando você assiste (principalmente novelas) se prende e não consegue mais sair, ficando o que eu costumo chamar de "sem cérebro". Ao exemplo de faustão, pois é, sou mais uma que não suporta (o máximo que vejo - e se chegar a uma vez por mês é muito - são as danças, porque gosto de dançar, mas assim que começam os comentários, é zapear por qualquer outro canal, afinal não tenho paciência para o que sai da boca do faustão ou para qualquer convidado dele (que ele insiste em interromper a cada 5min). A TV brasileiro já foi melhor, ou talvez não. Acho que as pessoas deveriam exercitar a mente ou fazer qualquer coisa produtiva (ou assistir TV escola, discovery ou Nat Geo) do que passar horas em frente a uma TV.
Eu com 17 anos, falo também que não assisto TV, até porque não tenho tempo, e quando assisto é um filme de meu interesse (ou os três canais acima citados). A TV destrói a mente humana.

Raphaela Barreto

6 comentários:

  1. Sabe que essa é uma questão de muita discussão no curso que faço. Mas acredito que temos o poder de saber o que queremos consumir como mídia, você por exemplo, apesar de saber que às vezes é viciante um programa sem conteúdo, prefere se ater àqueles que possuem infotenimento, o problema não é a forma de mídia ou o que passa nela, é a passividade de quem assiste e que por consequência coloca os governantes no poder. A televisão na minha opinião Distrai a mente humana da parafernalha torpe que existe nos dias atuais. O que destrói a humanidade são mentes acomodadas, pessoas acomodadas. Concordo em parte com o que disse, pois não isento essa midia de sua culpa total, mas acho que mais culpado é quem se deixa levar por essas banalidades. E o piooooor, GOSTA DISSO!
    #NAMINHAOPINIÃO

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  2. Somos bombardeados dia a dia

    e gosto das divagações e muito coração....

    Feliz e belo dia de sol
    e viva o amor~_*

    beijinhos

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  3. Eu ando tão chata tb pra assistir TV, sei lá mais seletiva.
    Nunca gostei do Faustão, Gugu e destes programas chatos de domingo a tarde.
    Anos e anos a mesma coisa.
    Ainda bem que existe TV paga para nós salvar rs...

    bjokas =)

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  4. Eu com 34 anos ja assisti tv aberta d+ e digo é tudo bem parecido... e hj assisto telejornal e um programa ou outro.

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  5. Não vou dizer que a TV destrói a mente humana. Eu já pensei assim, mas hoje vejo de uma forma diferente. A TV aberta destrói sim, mas em canais fechados há muita coisa boa, basta saber selecionar. E claro, tudo feito com moderação, é bem melhor.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista

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  6. Eu adoro os teus textos, são absolutamente extraordinários! Gosto imenso de ler as tuas palavras. Tenho pena, mas a televisão a cada ano que passa fica pior, aposta-se constantemente na mediocridade =\

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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