sábado, 23 de junho de 2018

Entrevista com Bianca Ribeiro, autora de Cruel

Para o post de hoje convidei ninguém menos que Bianca Ribeiro para uma entrevista, autora de um dos mais famosos livros no wattpad que veio para as páginas reais. E se você ainda não conhece a história de Rose e Cruel, não demore mais para cair de cabeça no livro e se apaixonar a cada instante por esses personagens. 
Rose Vallahar acaba de perder os pais num misterioso incêndio e não tem parentes próximos. Por causa de uma dívida feita com seu pai em vida, o belíssimo herdeiro da família DeVil fica responsável pela garota. Ele é arrogante, orgulhoso e encontra diversão em brincar com os sentimentos de Rose. Ela, no entanto, encontra-se na terrível situação de estar apaixonada por ele. Inspirada pela versão masculina de Cruella DeVil da Disney, "Cruel" primeiro fará com que você odeie e depois ame e depois odeie novamente num ciclo deliciosamente vicioso.


Sem mais demora, vamos as perguntas que inspiraram essa escritora incrível a terminar esse romance que nos deixou sem dormir de madrugada. Espero que mais do que para os fãs, essa postagem sirva de inspiração também para todos aqueles que um dia querem escrever um livro. 


1. Como começou a paixão pela escrita?
R: Eu sempre fui apaixonada pela leitura desde muito pequena e decidi começar a escrever as minhas próprias histórias ainda criança. Com 11 anos comecei a escrever meu primeiro livro e nunca mais parei.


2. O que te inspirou a escrever Cruel?
R: O personagem Cruel foi inspirado por uma fanart da versão masculina de Cruella DeVil, feita pela desenhista Sakimichan. Quando vi a fanart, imaginei que seria interessante escrever uma história para um personagem assim.


3. Cruel é o seu primeiro romance, ou já havia começado outros romances antes, mas nunca terminado?
R: Cruel não é meu primeiro romance, mas só consegui terminar de escrever os outros (Clichê e Amor e Liberdade) depois de finalizá-lo. Eu concentrei toda a minha energia no livro, então os outros ficaram em segundo plano até que eu terminasse. Hoje estão todos concluídos e eu já comecei a escrever novas histórias.

4. O que te motivou a terminar de escrever Cruel?
R: Além do incentivo e apoio dos leitores, eu mesma estava curiosíssima para saber como a história terminaria e queria concluí-la depois de um ano escrevendo. O processo de escrita de Cruel foi uma das coisas mais gostosas e incríveis que eu já fiz na vida e terminá-lo foi como alcançar a linha de chegada depois de uma corrida.

5. Qual característica você mais gosta na Rose e no Sr. Cruel?
R: Apesar de todos os defeitos que têm, Rose e Cruel são muito queridos por mim e pelos leitores. Em Rose eu vejo um desprendimento e uma facilidade em amar que admiro bastante. Cruel é determinado e não tem medo de lutar pelos seus objetivos. São as características que eu mais gosto nos dois.

6. Qual o personagem que você mais gostou de "dar vida"?
R: Theo Baek, sem dúvidas!

7. Existe algum personagem preferido?
R: Embora eu ame muito todos os meus personagens, meu amor por Theo se destaca um pouquinho. Ele foi um personagem que chegou devagarzinho e conquistou seu espaço na história como parte essencial. É corajoso, engraçado e carismático. Adoro escrever sobre ele.



8. O que sentiu quando a editora entrou em contato com você para a publicação? 
R: Primeiro, fiquei muito animada. A publicação de um livro é o sonho de todo escritor. Depois que a ficha caiu e eu me dei conta de que havia mesmo recebido uma proposta de publicação para Cruel, fiquei mais centrada em trabalhar para que tudo desse certo com a editora. Sou para sempre grata pela oportunidade que eles me deram!

9. Como é o seu dia a dia após a publicação do livro físico?
R: Como estou cursando Letras, a maior parte do meu tempo é dedicado aos estudos e o restante fica para divulgação e eventos de Cruel. No pouco tempo que me sobra, dou continuidade às minhas histórias no Wattpad e na sequência de Cruel, que pretendo publicar em breve.

10. Qual dica você daria para quem acabou de começar a escrever?
R: Primeiro: ler é essencial. Quando você lê, adquire vocabulário, visão ampliada de mundo e inspirações que te dão base para criar suas histórias. Segundo: não desistir do sonho. O mercado literário brasileiro é difícil e sobreviver nele ainda é um grande desafio para muita gente, então você precisa ter em mente que, se esse é mesmo o seu sonho, desistir não é uma opção, não importa quantos “nãos” você escute. Terceiro: escreva com muito amor e dedicação. Um livro escrito com amor faz toda a diferença.

E para quem quer saber mais sobre essa escritora incrível, segue onde encontrá-la nas redes sociais, Instagram, Wattpad e claro, o Livro Cruel.

E como uma última nota, gostaria de agradecer a própria Bianca por ter participado e eu tenho certeza que Cruel e a história da Bia no mundo literário inspirará muitas pessoas, assim como já vem me inspirando!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Onipotente e Benevolente


 […] Chartrand respirou fundo.
 - Não entendo o que vem a ser uma onipotência benevolente.
O Carmelengo sorriu.
-          Você anda lendo a Sagrada Escritura.
-          Eu tento.
-          E está confuso porque a Bíblia define Deus como uma divindade onipotente e benevolente.
-           Exato.
-          Onipotente e benevolente significa apenas que Deus é todo-poderoso e bem-intencionado.
-          Compreendo o conceito. É que parece haver uma contradição aí.
-          Sim. A contradição é a dor. A fome, as guerras, as doenças.
-          Exatamente! Chartrand sabia que o Carmelengo compreenderia. – Coisas terríveis acontecem neste mundo, A tragédia humana é como uma prova de que Deus não pode ser simultaneamente todo-poderoso e bem-intencionado. Se Ele nos ama e tem o poder de mudar nossa situação, Ele deveria evitar nossas dores, não é?
-          Deveria mesmo? – perguntou o Camerlengo.
-          [...] Bem, se Deus nos ama, se é capaz de nos proteger, Ele deveria, sim. Parece que Ele é onipotente e indiferente ou, ao contrário, benevolente e incapaz de nos ajudar.
-           - Tem filhos, tenente?
-          Não, signore.
-          Imagine se tivesse um filho de oito anos. Você o amaria?
-          Claro.
-          E faria tudo o que pudesse para evitar que ele sofresse na vida?
-          Claro que sim.
-          E deixaria que ele andasse de skate?
-          Sim, acho que sim. Com certeza deixaria que andasse de skate, mas diria a ele para ter cuidado.
-          Quer dizer que, como pai desse menino, você lhe daria uns bons conselhos básicos e deixaria que saísse e cometesse seus próprios erros?
-          Eu não correria atrás dele para mimá-lo, se é o que o senhor quer dizer.
-          E se ele caísse e ralasse o joelho?
-          Ele aprenderia a ser mais cuidadoso.
-          Então, quer dizer que, mesmo tento o poder de interferir e evitar que seu filho sentisse dor, você optaria por demonstrar seu amor deixando-o aprender suas próprias lições?
-          Claro, a dor é parte do crescimento. É como aprendemos. 
O carmelengo sacudiu a cabeça.
-          Exatamente.

Conversa entre Chartrand (Guarda Suiça) e o carmelengo Carlo (camarista do Papa).
Anjos e Demônios – Dan Brown
O livro também fala de fé e Deus.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Ociosidade


Descobri que até gosto dessa tal ociosidade, me bastou dois dias de folga da rotina de trabalho e faculdade para as ideias voltarem a pipocar em minha mente. Contos, histórias e poemas passaram a surgir um atrás do outro e até acabei sonhando com uma possível história para um livro. 
Quem diria que ficar um dia sem fazer nada, faria minha criatividade voltar a ser o que era: turbulenta, tempestuosa e que grita para por amor em palavras.