sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Ensinamentos para o futuro


“O paciente sempre tem razão. A doença não deve ser para ele um objeto de desprezo, mas, ao contrário, um adversário respeitável, uma parte do seu ser que tem boas razões de existir e que lhe deve permitir obter ensinamentos preciosos para o futuro”
Freud – A interpretação dos sonhos

 

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Berlim: Campo de Concentração Sachsenhausen

Aproveitando o último post sobre a Segunda Guerra Mundial, vamos embarcar em minha última aventura em Berlim: Campo de Concentação Sachsenhausen. Quando decidi ir para Berlim, pesquisei se havia algum campo nas rodendezas e cerca de 40 minutos de viagem de trem me levaram até lá. Comprei um tour guiado com o Get Your Tour Guide, e super recomendo, uma guia canadense nos acompanhou informando e ensinando tudo e mais um pouco (há opções de tour em inglês e em espanhol).
O campo Sachesenhausen tinha como objetivo o trabalho forçado, e fizemos o mesmo caminho dos Judeus do centro de Berlim até o campo. Havia centenas e centenas de campos de concentração para trabalho forçado, mas apenas seis voltados para o extermínio, e talvez seja por isso que não senti aquele tal arrepio e lágrimas nos olhos que todos sentem quando visitam Auschwitz Birkenau. O clima é pesado, há algo na atmosfera difícil de explicar, mas não é como os relatos do maior campo de extermínio da história.  
 
"O trabalho liberta" - portão de entrada do campo.

Mas voltando a Sachsenhausen, o local virou um memorial e é aberto para visitação. Foi inaugurado em em 1936 primeiramente para prender os partidários contra a política do Führer, servindo mais tarde como campo de concentração de Judeus. O campo servia também de centro de treinamento para os oficiais da Gestapo, a polícia secreta da Alemanha.

O campo dispunha dos quartos dos prisioneiros que era basicamente um amontoado de camas, cozinha, enfermaria e mais tarde a câmara de gás. 
  
Entrada do campo. O relógio em cima da torre marca exatamente a hora que
os soviéticos chegaram e libertaram os Judeus.
 
Após o término da Guerra, os galpões foram destruídos (retângulos no chão), deixando somente dois quartos, a cozinha, a enfermaria e o que sobrou da câmara de gás, que foi praticamente destruída após bombardeios.
 
 























Quando perguntamos à guia sobre os némeros de cada Judeu e o pijama listrado, tivemos como resposta que era muito mais fácil exterminar um número, alguém que já não se parecia mais com um humano do que alguém saudável e em boa forma. Quando os Judeus chegavam nos campos, ocorria um processo de "descarecterização humana".

 
 

 
 A estátua representa dois Judeus verificando se o que está deitado (assassinado em câmara de gás) possuí algo de valor, antes de levá-lo para os fornos de cremação.
Os Judeus que faziam esse trabalho não podiam dizer nada aos demais, era proibido falar sobre as câmaras de gás. Estes "trabalhadores" frequentemente acabavam se suicidando.
 
 
 
Escombros das câmaras de gás.
 



Escombros dos fornos de cremação.
 
Fora a descaracterização humana dos Judeus, o governo investia em propagandas enganosas que aumentavam mais ainda o desgosto da população para com os Judeus. Era realmente uma lavagem cerebral. E o que muita gente não sabe hoje, é que no início da guerra, os Judeus tentaram migrar para outros países, mas seus vistos foram negados. A Austrália por exemplo, foi um país que disse que não tinham problemas raciais no país, e que não iriam ter. Parece que não houve só um culpado em tudo isso, não é? E toda essa situação de vistos negados, não lembram os refugiados das guerras atuais?
Para encerrar deixo as fotos abaixo, e digo que todos deveriam conhecer um campo de concentração. É um lembrete de que ponto a humanidade chegou e um memorial para aqueles que não devem ser nunca esquecidos.
 
 
 
Pedras para os judeus e politicos que foram exterminados. As flores murcham, mas as pedras aguentam o vento frio, o sol escaldante, a neve e as folhas de outono. O tempo pode passer, mas as pedras jamais se vão.
 


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

[Resenha] O Menino do Pijama Listrado - John Boyne


O livro o Menino do Pijama listrado, nos conta um pouco sobre a Segunda Guerra, e o que aconteceu com os judeus, porém, aos olhos de uma criança pura e ingênua, que via tudo com muita inocência – então é preciso ter uma certa noção sobre o que aconteceu entre 1939 e 1945 para saber o que está ocorrendo na história. Bruno é o personagem principal, ele mora em Berlim onde sua vida é perfeita para uma criança de nove anos, até que, por causa do trabalho de seu pai (comandante do campo de concentração em Auschwitz, o que Bruno não sabe, como também não sabe sobre a guerra que está acontecendo em seu país e sobre o holocausto) eles tem que se mudar para perto do campo, para facilitar o trabalho do pai. Em sua nova casa, Bruno não tem amigos, não tem ninguém que more perto, mas uma coisa lhe chama a atenção: várias pessoas de pijamas listrados depois de uma cerca ao longe, que consegue ver da janela de seu quarto. Ao perguntar para a irmã quem são eles, ela simplesmente responde “Judeus”, “E por que eles estão do lado de lá da cerca?”, “Porque nós não gostamos deles”, “E por que não gostamos deles?”, “Porque são judeus Bruno” [...].
 
Bruno começa a explorar ao redor da casa, até chegar na cerca e encontrar um garoto de pijama listrado, magro e triste – seu nome era Shmuel. E então uma amizade começa, e logo percebemos as coisas horríveis que eram feitas no campo, mas que para Bruno, não eram maldade, ele via tudo como “está faltando comida, por isso eles não comem muito”; “as casas são pequenas e poucas, por isso dormem todos muito juntos”. E no desenrolar da história ele e Shmuel vão ficando mais amigos, e tudo o que Bruno quer, é poder brincar do outro lado da cerca e ajudar a procurar o pai do amigo, que certo dia saiu para trabalhar e nunca mais voltou. E esse dia chega, Bruno consegue entrar no campo e ajuda Shmuel a procurar por seu pai, lá dentro ele se depara que tudo era diferente do que ele havia imaginado, guardas gritam com as pessoas e até batem nelas, as pessoas de “pijamas” são extremamente magras e tristes, não há muitas crianças por perto, e ele começa a ficar com medo e querer ir embora – mas o pior acontece. Enquanto a chuva forte caía, um apito alto soa, e várias pessoas começam a se aglomerar em volta de Shmuel e Bruno, e os forçam a ir em direção a um lugar fechado, para Bruno, era simplesmente para se proteger da chuva, mas esse local fechado, Bruno percebe, era uma câmara hermética – "era a hora do banho" . Nunca mais se ouviu falar de Bruno e Shmuel. Ambos com suas vidas acabadas em uma câmara de gás.
Os pais de Bruno nunca o acharam, nem o corpo, nem souberam o que realmente havia acontecido.
Páginas: 192.
Nota: 5 estrelas.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Alguém ai falou Wattpad?

Olá pessoal, chegou aquela sexta bacana de trazer citações do plataforma mais maravilhosa do mundo para publicação de livros: Wattpad. Como toda primeira sexta do mês, segue mais alguma citações e porque as escolhi, dando um pouquinho mais de spoiler sobre o livro Italiana.
 
 

 
Luca é porsonagem por quem Antoenieta se apaixona, extremamente cavalheiro e bondoso, roubando sempre a atenção de Nita para si mesmo. Foi alguém que eu amei dar vida nas páginas e que nos faz suspirar por tamanha gentileza. Ele criou um dos mais belos costumes e marcas ao ver Antonieta: sempre um beijo no dorso de sua mão e sempre a chamando de senhorita.
 
Convido todos para embarcar na aventura com Antonieta e em muitas outras recomendações no meu perfil do Wattpad.
 
Boa leitura!