26/10/2014

Sei lá.


Foi a decisão mais difícil que tomei, sem duvida, mas foi necessário. Desci do ônibus com um aperto enorme no peito, cada passo era uma agulhada maior dentro de mim. Segurei as lágrimas, precisava ser firme, mesmo sabendo que não aguentaria bancar a durona por muito tempo. Assim que o vi as lágrimas rolaram, ele me abraçou, pediu para que eu não fosse embora, pediu perdão - mas a decisão já estava tomada. Assim que tirei aquela coisinha minuscula de meu anelar um vazio se instalou dentro de mim. Entreguei-a ele e fui embora. Chorei, solucei. Queria gritar. Parecia que uma parte de mim tinha ficado para trás. Meu instinto dizia para correr na direção oposta a que eu estava indo. Voltar para onde ele estava, abraça-lo e ficar lá para sempre. Mas eu não podia. Não mais. Não por enquanto.

13/10/2014

Romance barato


Não, eu não quero a casa desarrumada, eu com seu moletom e nós dois jogados embaixo de um edredom pela sala não se preocupando com nada, isso é coisa de livros, romances baratos e uma utopia qualquer. Eu quero a casa arrumada, a louça guardada, nós dois deitados em um sofá macio, eu usando um baby doll fresquinho com você do meu lado, conversando e relaxando a noite toda depois de um longo dia de trabalho em uma boa empresa - ai sim não precisamos nos preocupar com nada, além de se amar. 

Raphaela Barreto