quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Vão


Eles vão.
Simplesmente em vão.
O que querem com isso?
Cadê a razão?
Dizem-se simples, mas esquecem-se da beleza das auroras,
Do canto dos rouxinóis,
Do sol nascendo e do barulho das marés nos nossos pés.
Onde estão?
Em vão?
Sorrir com outro sorriso,
Acalentar-se ao calor de um corpo,
Ver a gentileza escondida na sarjeta,
Ser você,
Pra você.
Por você.
E onde eles estão?
Caminhando na rua dos números,
Esquecendo a vida morna,
E eles vão.
Em vão.
Sem razão.
Viver em vão.
Morrer sem razão.

Raphaela Barreto.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. As noites que não amamos
    ou não contamos estrelas
    não valem, não contam...

    Lindo poema, Rapha.
    - Um beijo!

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  3. Lindo poema Rapha.
    Bom início de semana pra vc!

    Beijos
    http://rosemarylima.blogspot.com.br/

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  4. _Acalentar-se ao calor de um corpo,
    Ver a gentileza escondida na sarjeta...Uma beleza de leitura, por isso é tão bom passear por aqui, vc deixa alm e coração impressos no q escreve, o tio Castanha adora andar e viajar nos seus delírios, pra minha amiguinha virtual dxo, bjos, bjos e bjosssssssssss

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