segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

No fundo .


E lá estou eu a beira de algo que me faz tão bem.
Perto de mim há pessoas que riem, brincam e se divertem, e não percebem minha aflição. Minha tristeza. E nem devem perceber. Não quero aparentar ser fraca, pois isso eu não sou. Mesmo assim, ninguem que estava lá poderia me reconfortar. Ninguem que estava lá poderia me dar um abraço e susurrar no meu ouvido que tudo ia ficar bem.
Ninguem.
Então para que ninguem perceba, pulo. Pulo numa imensidão de agua que é tão pequena comparada a maré.
Mas aquela 'pequena quantidade é suficiente para me ajudar.
Pulo e me sinto como toda aquela agua ao meu redor. Já faço parte dela, pois é ela que agora me reconforta. Me envolve enquanto teus lindos braços não o fazem.
Subo e pego ar, me sinto renovada. Mas não o suficiente. É hora de voltar lá para baixo, onde qualquer hesitação pode me levar deste mundo.
Sento no fundo, onde nenhum som chega, onde é mais facil pensar. E penso. Penso em ti. Somente em ti e vejo as bolinhas de oxigenio escapando de mim. Mas continuo lá em baixo. Pensar em ti é tão bom, mas pode ter um preço caro ás vezes.
É hora de subir novamente. Hora de respirar. Colocar para dentro o ar que fazem meus pulmões descerem e subirem e não deixar que eu caia na escuridão. O ar que faz você viver tambem. O ar que se um dia te faltar, te darei o meu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário