domingo, 21 de agosto de 2011

Ilusão



"Lá estou eu em mais uma mesa com risos pela metade. Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída, desesperançada e até cínica. Saudade de alguma coisa ou de alguém, não sei. Talvez de mim, de algum amor verdadeiro que durou um segundo... Meus amigos me adoram. Mas será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, mas daqui a pouco vou morrer de chorar? E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade dessa coisa que eu não sei o que é. Dessa coisa que talvez seja amor. Odeio todos os amores baratos, curtos e não amores que eu inventei só para pular uma semana sem dor. A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida de dor. Preciso parar, preciso esperar. Mas a solidão dói e eu sigo inventando personagens. Odeio minha fraqueza em me enganar. Eu invento amor, sim e dói admitir isso. Mas é que não aguento mais não dar um rosto para a minha saudade. É tudo pela metade, ao menos a minha fantasia é por inteiro.. enquanto dura. No final bruto, seco e silencioso é sempre isso mesmo, eu aqui meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar. E aí eu deito e penso em coisas bonitinhas. E quando vou ver, já dormi."

"E então, logo começo a pensar no meu ultimo amor, se realmente iria dar certo e bate a saudade. Ai aparece mais um rostinho bonito, que parece ser perfeito também, e lá vou eu naquela velha historia de me apaixonar e me fuder no final. Naquela velha historia de achar que tudo vai dar certo, que tudo vai ser como um livrinho para crianças em que fada madrinha existe. 'Aquela velha historia' que vai acabar novamente comigo na cama, com saudade e pensando em coisas bonitinhas. E quando vou ver, já dormi"

Obrigado Thallyta por ter me inspirado a escrever esse post (:

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