03/02/2017

[Resenha] Belo Casamento - Jamie McGuire

No livro Belo Casamento, escrito por Jamie McGuire nos deparamos com os detalhes do casamento de Abby e Travis (nosso casal de Belo Desastre e Desastre Iminente), qual foi o motivo que levou Abby a fazer o pedido, o que ambos sentiram minutos antes de se casar, quem estava lá e quem foi a única pessoa a saber desse casamento inesperado e inusitado. Lemos também sobre a noite de núpcias do Sr. e da Sra. Maddox, que foi bastante quente, e como foi feita a tattoo de Abby. E como America (melhor amiga da Abby) quase tem um infarto ao saber do casamento em que não foi convidada, um ano depois, na renovação dos votos uma festa com todos (família e amigos) é feita, incluindo uma “meia” despedida de solteiro para Abby e para o Travis – e garanto que você vai se divertir bastante com a despedida do Travis, seu irmão Trent perde uma aposta e faz algo bem...inusitado. Gostei bastante do livro, ainda mais porque a história é narrada pelos dois, e confesso que ver as coisas pelo ponto de vista do Travis é bem interessante e diferente.




Nota: 5 estrelas

Páginas: 123

21/01/2017

27/12/2016

Incógnita


Aumentei a musica e acelerei o passo até se tornar uma corrida. O que era para ser algo para esvaziar a mente se tornou minha pequena prisão de pensamentos, cada passo uma ideia enraizada enrolada pela musica através de minha mente, cada batida um novo pensamento. Uma confusão de idéias, um turbilhão difícil de explicar e uma vontade inexplicável de que tudo ficasse branco. Que eu pudesse me desligar e minha mente entrasse naquela caixa do nada, onde a paz reinasse, como quando nado; quando tudo o que me importa na água é bater as pernas e sincronizar os braços para não afundar, quando não há espaço para pensar, apenar sentir a água em meu corpo tirando me o calor e meu ouvido mal ouvindo sons no exterior, como puxar todo o ar e mergulhar e ficar lá concentrada em tudo ali embaixo e em nada em cima, como retornar a superfície e inspirar todo ar que conseguir para suprir a necessidade de meu pulmão que já protesta pela falta de oxigênio. Mas não, ali correndo nada disso aconteceu. Só pensamentos e mais pensamentos me invadiam enquanto uma intensa necessidade de corpo e alma cresciam em conjunto com minha vontade de me jogar na água e fazer tudo aquilo passar. Troquei a música, suspirei, aumentei o passo até me sentir exausta, sim, precisava ficar exausta, mas nada disso adiantou, e a ideia de que a vida é uma eterna ironia e que nós somos uma perfeita incógnita não deixou minha mente.