quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Papel em branco


Uma camada grossa de nuvens cobre o céu, os raios solares aqui não chegam e a garoa é intensa. O dia está acinzentado e me pego ouvindo suas musicas preferidas, minhas musicas preferidas. Se eu fechar os olhos posso senti-lo perto de mim e é por isso que os mantenho aberto, não vale a pena viver no passado, não vale a pena recordar coisas que jamais poderei sentir novamente, não vale a pena remexer nas cicatrizes e trazer os velhos fantasmas a tona. É por isso que enterrei tudo aqui dentro de mim, se um dia quiser lembrar, simplesmente abro a gaveta das lembranças e devaneio com um sorriso nos lábios, não há motivos para ter lágrimas nos olhos, e mesmo se quisesse não conseguiria, já deixei de me importar com tudo isso há algum tempo - já deixei de sentir. Frieza? Chamaria de autoproteção. Soa clichê, mas o amor e a dor são feitos de palavras ditas a todo o momento numa tentativa falha de expressar o que sentimos aqui dentro, porque por mais que tentemos explicar o que sentimos, sentimentos não podem ser escritos numa folha de papel em branco e ser deixados em cima da mesa para se ler no café da manhã.

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