31/12/2013

2014 !


Mais uma vez um final de ano chega e a esperança de que ano que vem seja melhor que este, só aumenta. Fazendo uma retrospectiva de 2013 sei que comecei este ano muito “bem” com lágrimas nos olhos. Desliguei-me um pouco de tudo e liguei o foda-se para muita coisa. Experimentei sensações. Fiz novas amizades, me desfiz de outras. Encontrei um novo amor e voltei a ser que eu era. Joguei-me, como um tiro no escuro, mas acertei o alvo. Preocupei-me a toa, quebrei laços de anos, aproximei pessoas, dancei, pulei, chorei e sorri. Quase fiquei louca, mas no final fiquei bem. Saí, me diverti, fiquei triste e alegre. Recebi apoio de quem amo e aprendi novas coisas. Conheci novos lugares, passei a detestar outros. Li novos livros, prestei vestibulares, andei com dúvidas e achei meu caminho. Neste ano tive perdas e ganhos, talvez balanceados ou com “ganhos” tendo uma leve vantagem. Que ano que vem venha com muito mais experiências, momentos e felicidades. Que venham mais sorrisos, do que lágrimas. Que 2014 me surpreenda.

Raphaela Barreto 

30/12/2013

Crer

As pessoas precisam acreditar em alguma coisa para poderem levantar da cama. Não importa se é no cristianismo, espiritismo, hinduísmo ou budismo, o importante é crer em algo. Certa vez ouvi dizer que religião gera guerra, não é a religião que gera guerra, e sim a ignorância do homem. Algumas pessoas simplesmente não sabem aceitar outra cultura, há um Deus, que pode ser atendido por diversos nomes, por que não? Ou então nações inteiras seriam condenadas porque nós temos uma cultura diferente deles – pouco sensata essa afirmação. Todos sabem o que é certo e errado, qual caminho seguir e onde a felicidade de cada um se encontra, por que não seguir em direção ao que queremos? Cada um tem que ser livre para ir e vir, e acreditar naquilo que acha certo, e acima de tudo, ser grandiosamente feliz.

Raphaela Barreto
Maio

29/12/2013

Crianças

A chuva era constante lá fora, nem forte e nem fraca. O céu acinzentado e o uivo do vento revelava o pouco frio que assolava as ruas. Em minha frente perto da lareira lá estava ele, usando a camisa xadrez que eu dera de presente a ele em tempos remotos. O olhar cálido e verde me encarando revelava o desejo ardente de nossa pele, mas ainda não era hora. Levantei-me e fui em sua direção sorrindo, ele retribuiu o sorriso e mesmo depois de tanto tempo havia um descompasso em meu coração ao olha-lo sorrir. Peguei-lhe a mão e ele sem questionar, me seguiu até fora de casa. A chuva empapava nossas roupas, cada gota gelada revigorava e então brincamos de ser crianças uma ultima vez.

Raphaela Barreto
Abril