quinta-feira, 9 de julho de 2015

O cientista



Amor... 
Sensato seria vive-lo em sua essência 
A simplicidade de um momento 
Na sinceridade de um abraço 
Na resplandecência de um sorriso 
No calor de um beijo 
Mas como acondicionar um Universo de sentidos e emoções em 
receptáculos tão frágeis? 
Onde encontra-se a sensatez de um sentimento perfeito 
sentido por criaturas imperfeitas? 
Lúcido seria abdicar de tal incoerência 
Viver no mundo de racionalidade;
Números, fórmulas e sapiência 
Cosmo da razão! 
Onde o amor é facilmente traduzido como uma resposta 
psicológica e nada tens a ver com sua essência. 
Porém de que serve tal lucidez se a razão rende-se as 
incógnitas de um sentimento atemporal e prófugo? 
Livre! 
De tudo que o tenta confinar, 
Não existem leis, não existem reis, nem fronteiras 
Uma mescla intangível entre realidade e utopia 
Onde o certo e errado se emaranham em uma ligação quântica 
e a massa do ser que o sente passa a te-lo como realidade única 
e irrefutável 
Assim, um a um, todos os muros que traziam segurança e serenidade desabam,
e de uma maneira insensata, aprende-se a 
Dançar! 
Uma valsa entre o prazer e a dor, 
o sofrer e o querer... 
o sorriso e o pranto. 
Pranto esse, velho amigo de quem ama. 
pois comparado a paixão que é chama 
o amor revela-se uma reação atômica 
com o poder de aquecer ou devastar o coração 
que o tem dentro de si. 
Mas pouco sabe sobre isso 
o velho coração que aqui bate 
Que sofreu por um amor proibido e decidiu 
entregar-se a razão. 
Que escolheu o caminho mais fácil a arriscar-se na emoção 
Que sofreu outrora por um amor que não podia acontecer 
Corações que batiam no mesmo ritmo 
Desejos que se encontravam,a cada palavra, a cada toque, a cada olhar, 
a cada gesto, a cada sorriso 
beijos e promessas, sonhos e esperanças de um amor 
que nasceu como uma rosa na aridez do deserto; 
da maneira errada, no lugar mais improvável 
E foi a coisa mais perfeita que pode-se viver. 
Almas que se completam e que vivem separadas 
por desavenças do destino e pelo medo de arriscar 
Tudo o que sei sobre o amor está nos livros... 
Poderia declamar sobre o amor por versos e versos 
Mas comparado ao seu real significado seriam apenas 
palavras ao vento. 
Quem dera a ciência pudesse explicar, a física quantificar, a química reproduzir 
e a matemática prever, mas como cientista descobri; 
o amor não é nenhuma ciência. 

23 de Fevereiro.

Um poema especial, escrito por alguém mais especial ainda.

6 comentários:

  1. Arrasadora ~_*
    e penso que apaixonada
    num apaixonante sentir
    de amor
    deixado ao tempo fluir...

    É bom amar e ser amado.

    Um xoxo de aqui dos calhaus da Covilhã
    nos desejos de que tudo vá bem ~_

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  2. O amor não se explica, se sente.
    Nem tudo na vida deve ser explicado.
    O sentimento é incabível de explicação e sim de vive-lo seja em momentos bons quando ruins, pois tudo é aprendizado Rapha querida.
    Beijos.

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  3. Raphaela,

    Bela descrição de uma história sensacional!
    Gostei muito.

    =)
    Marcos

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  4. Que palavras incríveis, adorei! Que bela forma de expressar o amor :D

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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  5. Suas palavras foram lindas <3
    Ja pensou em escrever um livro???
    http://b-uscandosonhos.blogspot.com.br/

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  6. Meu Deus, este texto diz tem, tem magia de sabedoria. Amei.
    Bom domingo :)

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