09/05/2014

Sobre ser mãe


Bianca se olhou no espelho, daqui a algumas horas iria para o hospital – finalmente poderia segurar sua filha nos braços, iria ver seu rostinho e ia ama-la mais ainda. Passou a mão em volta da barriga, foram longos nove meses de espera e ela ainda se lembrava de quando descobriu que estava grávida, um simples teste de farmácia tinha a avisado sobre a chegada da Julinha. Quando contou para o marido ele mal acreditou e foi festa entre a família inteira, mas alegria maior não se comparava a de Bianca. Ela acordava de madrugada para comer, ria até chorar, sentia os chutinhos, foi mimada pelo marido e chorava as vezes também. Dentro dela tinha a pessoa com que mais se importaria agora – sua filha. Dentro dela batia dois corações, havia mais uma vida – e agora ela estava a poucas horas de segurar esse vida com os próprios braços, fruto de muito amor e felicidade. E Bianca sabia que a amaria até o final de sua vida, estaria do lado dela se ela caísse, se machucasse, chorasse por algum babaca da escola. Estaria com ela nos primeiros passos, a amaria até quando discutissem, choraria no casamento dela e se alegraria mais ainda ao ter um neto. Iria ensinar a filha tudo que sabia e prepararia a para o mundo da melhor forma possível, pois ela era sangue do seu sangue, e mesmo se fosse adoção a amaria incondicionalmente – porque amor de mãe não se explica, apenas se sente.

O tema sugerido foi "O sentimento de uma mãe pelo filho, gravidez, etc" 
da Patrícia Porto, do blog Pequena Menina. 
Tentei transpor em palavras o máximo que consegui e o mais legal é que coincidiu com a data,
por isso desejo um FELIZ DIA DAS MÃES!

07/05/2014

[Resenha] As crônicas de Nárnia - O Peregrino da Alvorada

Em o Peregrino da Alvorada a história começa com Edmundo e Lúcia passando as férias na casa de seu primo Eustáquio – que por sinal ninguém gosta. O primo adora zomba-los, principalmente quando ouve-os falando sobre Nárnia, o que ele não tem a mínima ideia do que seja. Um dia no quarto de Lucia, os irmãos Pevensie e Eustáquio começam a observar um quadro, no qual tem um navio (navegando) muito parecido com os navios de Nárnia, inexplicavelmente as ondas e o navio começam a se movimentar, a água começa a jorrar do quadro inundando todo o quarto, Lucia e Edmundo nadam para dentro do quadro e acabam levando Eustáquio junto com eles. Logo se deparam no oceano perto do Navio, onde são içados. O tempo passado em Nárnia foi relativamente igual ao que passaram em nosso mundo, apenas um ano – um ano do Reinado de Caspian X. A bordo encontram velhos amigos, como Ripchip (o rato falante) e o próprio Caspian. O Rei diz que está à procura de Sete Fidalgos que eram amigos de seu pai e foram enviados para explorar os mares quando seu tio Miraz assumiu o poder – e ai nossa aventura começa. E quanto a Eustáquio, não parava de reclamar um só minuto e queria a todo momento voltar embora, fora o medo que sentiu quando viu faunos, centauros e animais falantes e por tal motivo ficava a maioria do tempo sozinho. 
A primeira parada que o Peregrino da Alvorada faz é nas Ilhas Solitárias – um conjunto de 3 ilhas. Assim que colocam o pé na primeira, são pegos por mercadores de escravos. Por sorte Caspian é o primeiro a ser vendido, e foi vendido justamente para um dos sete fidalgos perdidos. Logo Caspian lhe conta toda a história e seguem para libertar os outros. Com um plano bem feito Caspian liberta os amigos e proíbe a venda de escravos, libertando todos que já eram. 
Em alto mar novamente, eles enfrentam a pior tempestade já vista, no qual as provisões começam a ser racionadas e então temos alguns trechos do diário de Eustáquio para ler – que chega até ser um pouco divertido por ele estar tão irritado. Após a tempestade, eles avistam terra e começam a procurar por provisões. Enquanto isso, Eustáquio se perde de todos e acaba encontrando ouro mágico e um dragão velho, morrendo já (que descobrimos ser mais um fidalgo). Após o dragão morrer, Eustáquio coloca um bracelete de ouro no braço e acaba virando um dragão. Quando todos o veem, pensam que ele é uma ameaça, até Lucia começar a conversar com ele e mostrar a todos que o dragão é na verdade, seu primo. Enquanto Eustáquio começa a se dar conta do péssimo amigo e primo que fora, e começa a se arrepender e a colaborar com todos a partir de então. Caspian e os Pevensie passam a noite na ilha pensando o que iriam fazer com o primo. Para sair desta, Eustáquio se encontra com Aslam, o qual pele por pele de dragão é tirada, até restar somente o Eustáquio que conhecemos.



Tudo certo, hora de seguir viagem. No oceano acabam lutando com uma serpente do mar, e se não fosse por Ripchip, nossa história acabaria aqui. A próxima parada é em uma ilha que eles denominaram “Ilha da Água da Morte” pois há um lago que transforma tudo em ouro e descobrem que mais um lorde passou por esta ilha e infelizmente acabou virando ouro. A próxima aventura acontece na ilha das vozes, onde há um encantamento onde tudo é invisível. Um seres denominados Tontos, raptam Caspian, os Pevensie, Eustáquio e Drinian (comandante do navio) e dão a missão a Lucia de ir à casa do Mago (onde tem o livro de feitiços) para desfazer o encantamento. E assim é feito, Lucia desfaz o encantamento e fica maravilhada com o tanto de feitiços existentes – ela se apega em um especial, a de ser mais bela que todas as mulheres, mas após ver o rosto de Aslam, ela o esquece. Encantamento desfeito, Lucia vê Aslam, conhece o Mago, vê quem são os Tontos e Caspian obtêm informações de para onde foram os outros fidalgos. 



E hora de voltar para o mar. Próximo mistério: “A Ilha Negra” – não passa de um nevoeiro e escuridão em alto mar, onde os sonhos se tornam realidade – os piores sonhos. E lá encontram mais um fidalgo, quase louco já. Na próxima ilha em que fazem uma parada, encontram os outros três fidalgos em um sono mágico sobre uma mesa repleta de comida - é a ilha de Ramandu (Ramandu é uma estrela velha). Lá conhecem a filha de Ramandu, a qual futuramente será esposa de Caspian e descobrem que para quebrar o encanto do sono dos últimos três fidalgos teriam que ir até o fim do mundo (já não estavam muito longe) e deixar algum deles lá. Ripchip de prontidão se ofereceu, ele queria ir para o País de Aslam. Após muita discussão e uma conversa entre Aslam e Caspian, apenas Lucia, Edmundo, Eustáquio e Ripchip partem para o Fim do mundo. Passam por um mar (de água doce) repleto de lírios até chegarem na parte mais rasa, onde uma onda enorme e contínua se destaca – atrás dela é o País de Aslam. 



Ripchip parte para lá, e os Pevensie e Eustáquio começam a caminhar para o sul, onde um cordeiro aparece e este mais tarde se transforma no próprio Aslam (qualquer semelhança é mera coincidência). Aslam diz para Lúcia e Edmundo que não retornaram mais a Nárnia, pois já estão grandes e devem reconhece-Lo em nosso mundo, no qual ele possuí outro nome. Para Eustáquio não diz nada, o que deixa-o esperançoso em regressar para Nárnia. No momento seguinte todos são trazidos para o nosso mundo novamente, e então nossa aventura acaba aqui. E Eustáquio (agora uma pessoa muito melhor), Lucia e Edmundo, tiveram um verão cheio de histórias para relembrar.

Páginas: 118.


Nota: 5 estrelas.

05/05/2014

Se fez aquilo que queria

Jaqueline subiu ao palco, não era a primeira vez, mas mesmo assim ela estava nervosa. Ela daria início ao espetáculo, falaria um pequeno poema sobre o mundo e a sociedade, e a música soaria. Recitou cada verso como se fosse parte dela e quando terminou foi para sua pose – a música iria começar e ela iria dançar a própria coreografia. Ao primeiro toque ela se moveu graciosamente, deixando que a melodia invadisse seu corpo, cada movimento estudado deixando que a música fosse uma extensão dela própria. Ao final todos aplaudiram a melhor dança que haviam visto – Jaqueline fez e se fez poesia, assim como todos nós podemos fazer e se fazer, é só sentir e viver tudo intensamente.   

O tema sugerido era "O direito do ser humano de ser e se fazer poesia"
Tive que pensar muito para escrever este texto, é mais fácil "mostrar" a nossa poesia do que escrever.
O blog da Clara é maravilhoso e vale a pena ser lido, ela consegue mostrar melhor este direito de fazer e ser poesia!