segunda-feira, 28 de março de 2016

[Resenha] Sussurro - Becca Fitzpatrick

Nora Grey é aparentemente uma adolescente comum, com uma vida normal – até aparecer Patch. Envolto por uma atmosfera sombria e um passado cheio de segredos e mistérios, ele desperta mais do que medo em Nora... atração.

“[...] O único porém é que isso não era bem verdade. Eu adorei o que vi. Músculos longos e esguios nos braços, ombros largos, mas relaxados, e um sorriso que era meio debochado, meio sedutor. Estava difícil convencer a mim mesma de que deveria ignorar algo que já começava a parecer irresistível.”

A história entre os dois começa na aula de biologia, onde “misteriosamente” o professor decide mudar todos de lugar fazendo com que a melhor amiga de Nora de espaço a Patch.

“- Os seres humanos são vulneráveis – prosseguiu Patch –, porque são capazes de sofrer.”

Ele se aproxima de Nora com o plano de usa-la para algo que ele deseja (nada de spoilers). E o problema de se aproximar demais é que podemos acabar nos apaixonando – Patch tenta seguir com o plano original várias vezes, mas parece impossível com a personalidade de Nora, que cada vez acaba surpreendendo-o mais e facilitando o envolvimento dos dois. Mas é claro que antes disso ele consegue irrita-la de todas as formas, ele sempre parece estar no lugar certo, fazer com que as coisas aconteçam do jeito dele, falar o necessário e se aproximar demais de seu corpo.

“Irritada, empurrei seu peito com força, Patch deu um passo para trás recuperando o equilíbrio.
                - Por que você fez isso? – perguntou ele.
- Por causa dessa noite toda. – Por me fazer ficar louca por ele quando eu sabia que aquilo era errado. Ele era o pior tipo de erro. Era um erro tão grande que parecia certo, e aquilo me deixava completamente fora de controle.”

Como se Patch não fosse suficiente para irrita-la, sua melhor amiga Vee faz amizade com dois adolescentes um tanto suspeitos, e um deles já foi acusado de cometer homicídio. Some isso ainda a um cara com máscara de esquiador que sempre aparece pregando peças em Nora, ilusões de mente e sustos contínuos de arrepiar. Ao longo de uma série de acontecimentos, Patch parece o suspeito de tudo, mas Nora se nega a acreditar (em parte, talvez), e parece que ele acaba sendo sua única solução e refúgio em determinadas horas (como após Nora ver um assassinato).

“Ele despiu o que estava usando por cima – uma camisa preta de mangas compridas –, ficando com outra também preta. Colocou a gola da camiseta sobre minha cabeça e em um momento depois enfiou meus braços nas mangas. A camiseta me engoliu, mas mangas penduradas bem abaixo da pontas dos medos. Sentia a combinação dos cheiros de tabaco, de água salgada e de sabonete de hortelã. Algo naquela mistura preenchia como um sentimento de segurança os vazios que eu carregava dentro de mim.  [...] ele me levantou, envolvi o pescoço dele com meus braços e escondi meu rosto em seu peito.”

Mas Nora sabe que Patch esconde um segredo grande, e ao ver as duas cicatrizes nas costas dele (em uma briga de bar com seu melhor amigo) em forma de um V ao contrário, algo desperta dentro dela. A palavra anjo caído surge em sua mente após algumas pesquisas, mas parece difícil de acreditar. A confirmação vem quando Patch usa truques em sua mente para faze-la achar que o carro está quebrado, obrigando-a passar uma noite inteira com ele em um motel (um pouco esperto ele, não?). Encharcados por causa da chuva, acidentalmente Nora toca nas cicatrizes de Patch, sabendo da verdade sobre ele e para o que ele queria usa-la.

“Não se esqueça de que as pessoas mudam, mas o passado não – disse Patch.”

O livro começa com três pessoas tentando matar Nora, e acaba com apenas duas tentando o homicídio, Patch consegue dar jeito em uma e após conseguir salvar sua melhor amiga do verdadeiro culpado, Nora se sacrifica para matar a outra pessoa, salvando não só Patch, mas também tornando o desejo de ele se tornar humano, realidade. Patch recusa o sacrífico dela e entre as regras dos céus Nora volta a vida, mas dessa vez com uma surpresa: Patch não é mais um anjo caído, mas também não é humano.

Páginas: 264
Nota: 5 estrelas.

(Impossível não ler, Becca escreve de tal forma que nos envolve, sem palavras difíceis e enrolação, o que torna melhor a leitura e faz com que você acabe o livro em menos de uma semana – não tem como falar dessa história sem se apaixonar, rir e chorar).  

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A vida


[...] Mas a vida é triste e solene. Somos deixados num mundo maravilhoso, encontrando-nos aqui com outras pessoas, somos apresentados uns aos outros e caminhamos juntos durante algum tempo. Depois nos separamos e desaparecemos tão rápida e inexplicavelmente quanto surgimos.


- O mundo de Sofia

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Fim do mundo

O que você faria se soubesse que pode perder a pessoa que você mais ama por um erro seu? Que você conseguiu estragar tudo o que mais importava. Tentaria arrumar tudo? E se parecesse que não está sendo o bastante? Um pouco desesperador, não? Pois é. Não há palavras para descrever, angústia, tristeza, sentimento de odiar a si mesmo, sentimento de falha. É como uma dor que te dilacera por dentro e faz seus joelhos falharem até você cair no chão. E depois perder esse chão também. E não há castigo pior do que passar o resto da vida sabendo isso.
São planos e sonhos construídos que podem se desfazer ao vento e cara, isso é desesperador. Novamente esta palavra. Talvez seja isso que defina tudo no momento. Talvez eu deva me agarrar a ela como esperança. Esperança de que tudo fique bem e possamos ser felizes novamente, porque não dá para voltar ao passado, mas é possível melhorar o futuro.
Erros se tornam aprendizados e com um deste tamanho é impossível que aconteça novamente.
Precisei ir até a ponta do precipício para ver o tamanho dele, enquanto poderia ter observado a distância. Vi o fim do mundo e parece que estou vivendo ele nesse exato momento. 
Tudo o que fazemos geram consequências, vem com um preço, e esta está sendo uma catástrofe.  

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Quintana


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela. Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Carregando o título


Quando for fazer algo, independente do que seja, pense duas, três, quatro vezes. Pense muito. Para não fazer algo que possa se arrepender pelo resto de sua vida.