terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Mochilão em Amsterdam

Sempre tive muito vontade de ir para Amsterdam para visitar um lugar em especial: a casa de Anne Frank, então pesquisa daqui e pesquisa de lá, achei passagens com um valor muito bom para se viajar no meio da semana, então arrumei a mochila, programei meus roteiros e bora para esse país baixo.



Embarquei no avião às 11h e cheguei em Amsterdam às 14h (o voo é uma hora e pouquinho partindo da Irlanda, mas tem o fuso horário). Ainda no aeroporto tracei a rota da estação de trem até meu primeiro destino: Van Gogh Museum, uma vez que ficaria sem internet depois. Então peguei o trem e desci na estação central, bem ao centro de Amsterdam, o primeiro impacto foi ver um trânsito esquisito, carros, bondes, motos, pessoas e muitas bicicletas passando pelo mesmo lugar, atenção redobrada para atravessar a rua e mais atenção ainda em algumas ruas que não parecem ruas, mas de repente e do nada, surge um carro. Passado esse primeiro impacto, a cidade é cativante e cada passo me apaixonava mais pela paisagem.






Cheguei no museu por volta de quatro horas (após quase 40min de caminhada da estação de trem central), não estava muito cheio o que tornou a visita mais agradável. Não é permitido fotografar lá dentro (mas não resisti as fotos abaixo). O museu é bem arquitetado e contem vários quadros de Van Gogh (óbvio) que ajudam a contar sua trajetória ao longo dos anos. A sensação de se estar em um lugar que faz parte da história, onde estão quadros de um pintor famosíssimo, é muito boa, é uma energia difícil de explicar que nos cerca, tudo isso claro, se você manter a mente aberta e não só pensar "são apenas quadros".



Atrás do museu


Sai do museu e voltei para o centro, perto da estação central de trem novamente (mais vários minutos de caminhada), para onde ficava meu hotel: The Bulldog Hotel. Na caminhada pude perceber melhor a quantidade de coffee shops que tem e é bizarro. Praticamento em cada beco tem dois ou três, e é normal você fumar e pessoas de todas as idades passarem do lado, eles preferem a maconha ao cigarro e em vários lugares você vê plaquinhas do tipo "proibido cigarro, permitido ervas".
Continuando o passeio, o Hotel onde dormi é muito bom, possui restaurante e servem café da manhã e o melhor, tem vários lugares perto, como por exemplo pizzarias, restaurantes, lanchonetes, bares... Tinha até uma parque há cinco minutos caminhando.


No outro dia acordei por volta das sete horas, queria acordar o mais cedo possível para não enfrentar fila para entrar na casa da Anne Frank (que ficava cerca de 15min caminhando do Hotel). Talvez porque fui cedo demais ou porque era uma quarta feira, fiquei cerca de 30min na fila, mas esse passeio merece outro post inteiramente dedicado a Casa da Anne Frank, então continuemos para o próximo lugar a ser visitado: Madame Tussaud (museu de cera). Sempre tive vontade de conhecer um e adorei ter conhecido esse, é um bom entretenimento, só fiquei triste por não conseguir tirar foto com a estátua de cera do Johnny Depp (estava na "vitrine").

Casa da Anne Frank











Próxima parada: Red Light District. São becos onde há mulheres expostas para programas. Bizarro define. São portas de vidros e atrás há mulheres de biquines e lingeries, quando um cliente entra, elas apenas fecham as cortinas e ai é só fazer o trabalho. Não é permitido fotos (até por bom senso e respeito as moças - muito bonitas por sinal). Nas ruas detrás desses becos, há vários sex shops e teatros com apresentações de burlesque e sexo - o qual não fui em nenhum, mas li nos cartazes. E é bem normal ver famílias passeando perto da red light, senão na própria red light. 
Próxima parada: um tour pelos canais de Amsterdam, que nos proporcionam visões maravilhosas da cidades e da natureza.





E por ultimo, mas não menos importante, O Museu do Sexo. Há artigos e peças do Império Romano como pratos e facas com desenhos de relações sexuais, livros sobre sexo, fotografias, quadros, uma homenagem a Marilyn e até a Red Light. É bem interessante, mas vá preparado para ver de tudo.





Marilyn 


Homenagem ao Red Light District

Homenagem ao Red Light District
E assim encerra meu mochilão de menos de 48h por Amsterdam, depois do museu do sexo, peguei o trem na estação central e voltei para o aeroporto, meu voo era às 20h. O passeio foi rápido, mas valeu muito a pena conhecer essa cidade que mistura cultura, conhecimento, história com a quebra de tabus sobre maconha e sexo.  


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Um final de semana no Oeste da Irlanda

E lá vamos nós de novo para mais um final de semana de viajando. Como o último post, alugamos o carro no aeroporto, porém na sexta-feira a tarde e seguimos viagem para Galway, a viagem foi tranquila, mas antes de chegar nesta cidade, fizemos uma parada em Athlone para visitar o bar mais antigo do mundo: Sean's Bar. Foi construído em 900 D.C, dá para acreditar? E o interior mostra bem isso: cheio de objetos antigos, inclusive um pedaço da parede que comprova a idade do pub. O lugar é bem pequeno, mas aconchegante - mas não passamos a noite lá, tínhamos que seguir viagem para nosso hostel em Galway, o mais rápido possível, já que estava escurecendo.



Então chegamos em Galway e ai começa noite mais bizarra que tive em minha vida. Primeiro começamos pelo hostel, ao chegar não sabíamos muito o que esperar, mas certamente não era aquilo. Entramos por uma portinha minuscula e escondida que demoramos várias voltas no quarteirão para encontrar, ao entrarmos procuramos pela recepção, e bem, achamos a placa de recepção na porta e ao abrir... Era a cozinha. Sim, a recepção e a cozinha eram juntas, mas isso não seria problema se não tivesse tanto lixo espalhado por lá. O dono do hostel era mais bizarro ainda, um senhorzinho de cabelo e bigode branco que parecia surgir das paredes quando precisávamos dele. Quando entrei no meu quarto, estava tendo uma festa e ai o senhorzinho expulsou todos de lá. Havia toalhas nos corrimões, cabelos pelo chão, carpete saindo das escadas e um canto onde havia madeira, cama quebrada e até uma bicicleta jogada. Ficamos o mínimo de tempo possível nesse lugar e ai fomos conhecer os pubs por perto e ai percebemos que estávamos na cidade mais noturna de todos os tempos: pubs em todas as esquinas e jovens, pessoas de meia idade e até idosos bêbados na rua saindo dos pubs, e eu e meus colegas ficamos tipo "????????????". Foi bizarro, porque não eram uma ou duas pessoas bêbadas, mas sim várias e de todas as idades. Inclusive nos pubs haviam pessoas de mais idade bebendo e dançando, sabe aquele ditado de que idade está na cabeça de quem quer? Galway faz jus à esta frase e ninguém tinha muita idade. Parecia que a cidade inteira estava nos pubs a noite, e o mais bizarro ou engraçado, é que no dia seguinte (sábado) as lojas começaram a abrir por volta de onze horas/meio dia, como se todos tivessem perdido hora por terem ficado bebendo e dançando na noite anterior.

Centro de Galway

Na cidade louca ainda conhecemos a catedral que é muito bonita e seguimos viagem, tínhamos muito ainda o que visitar e um roteiro a seguir!





O cenário ao redor da estrada é maravilhoso, digno de filmes, e uma notinha: fique bem atento porque há várias ovelhas e cabras soltas perto da estrada, e mais atento ainda para as placas de castelo, porque há vários espalhados ao longo do caminho, ou pelo menos a ruína deles.







Seguimos viagem para Connemara, onde há um castelo magnífico: Kylemore Abbey - que infelizmente não visitamos o interior por ser caro (vida de estudante não é fácil), mas sua aparência por fora já diz muito sobre seu interior.


Seguindo viagem para a cidade de nosso hostel (Doolin), encontramos mais um castelo ao lado da estrada, estava fechado, mas valeu para as fotos. 


Acrescento já sobre o hostel de Doolin, que é maravilhoso, chama-se Rainbow Hostel, é aconchegante e bem pertinho dos Cliffs of Moher - nosso roteiro para o domingo, e o dono do hostel nos contou várias dicas sobre lugares para visitar e por quais estradas dirigir.
E então finalmente domingo: fomos para os Cliffs os Moher por volta de oito horas da manhã, bem antes dos ônibus de excursões chegarem, então nossas fotos não ficaram com turistas ao fundo. O lugar é magnífico, maravilhoso, estupefato e perigoso. O que tem de bonito, tem de perigoso, já que são penhascos gigantes e embaixo o oceano bate em várias rochas, mesmo assim vale muito a pena ir conhecer, há uma cerca de proteção (que não seguimos e fomos pela trilha ao lado do penhasco, com toda cautela do mundo e que nem por um segundo chegamos perto da beirada).





Nossa próxima parada foi na estrada do Condado de Clare, onde achamos este lugar maravilhoso e paramos com o carro no acostamento. 






Por ultimo ainda visitamos as ruínas de uma igreja no meio do nada depois de uma trilha que passava por várias vacas gigantes e assustadoras que nos renderam várias risadas.



Chegamos ao centro de Dublin por volta de oito horas e desta vez não tão cansados quanto a visita para a Irlanda do Norte. 
P.S: Não falei o nome do hostel de Galway para mais alguém ter essa história para contar.
P.S²: Já estou no Brasil, mas sem tempo de postar devido aos estudos para vestibular.