sábado, 5 de setembro de 2015

Lembrancinhas para a Host Family, O que não esquecer na bagagem e Chegou o dia!


Ao viajar e se hospedar em uma casa de família, querendo ou não, eles esperam uma lembrancinha do Brasil, e ai vem a pergunta, o que comprar? Não sabemos os gostos da família, o que usam ou não, já que é uma cultura totalmente diferente e pessoas que não estão no nosso dia-a-dia. Com ajuda de minha orientadora da STB (de Sorocaba), chegamos as seguintes conclusões:
  • Copos, camisetas, souvenir com a bandeira do Brasil;
  • Lembrancinhas da cidade em que você mora com fotos dos pontos turísticos;
  • Toalhas bordadas;
  • Sabonetes, cremes e perfume de frutas típicas do Brasil (Avon, Natura, Boticário..)
  • Brinquedos verde/amarelo para as crianças;
  • Doces típicos do Brasil.

Os estrangeiros gostam muito de ganhar presentes típicos e que lembrem o país de que o estudante é. A escolha vai depender da quantidade de pessoas na casa, faixa etária e quanto você está disposto a gastar. Minha host family tem sete pessoas, Mãe, Pai e cinco filhos, e todos querem ganhar uma lembrancinha, optei então pelos doces típicos do Brasil, já que não existem na Irlanda. Você pode comprar doces como:
  •  Paçoca;

  • Pé de moleque;

  • Chocolate (eles adoram sonho de valsa);

  • Doce de leite;

  • Doce de banana;

  • Balas.
E chegado a hora, o que não pode faltar nas malas? Lembrando que você pode levar duas bagagens para despachar (a que vai no porão do avião), uma mala de mão e uma mochila/bolsa. Consulte a quantidade de peso permitida no site da companhia aérea, uma vez que pode variar de uma para outra.
Pesquise também o clima para onde está indo, para saber quais tipos de roupa levar. Então segue abaixo um check-list do que não pode faltar na hora de viajar.


Remédios levados na bagagem de mão tem que estar com receita médica, do contrário serão barrados.
Líquidos, comidas, remédios, maquiagem que tenham líquidos também devem ir na bagagem de despacho.
Para maiores duvidas também consulte o site da companhia aérea, que pode acabar variado de uma para outra algum produto.
E então, chegou a minha hora de embarcar e ir para outro país, depois de alguns anos na luta, finalmente estou a realizar meu sonho. Estou com um friozão na barriga do tamanho do mundo, mas sei que vai dar tudo certo. Estou ansiosa para chegar ao meu destino final: Irlanda, e sei que vou sentir muitas saudades de todos. Não sei com que frequência estarei atualizando o blog, uma vez que só estarei utilizando o computador da escola, onde vou estudar, mas as redes sociais, por ter no celular, fica mais fácil (Instagram - Twitter). E se você tem um sonho, realize-o, não importa se seja amanhã ou daqui cinco anos, demorou quatro anos para eu conseguir o dinheiro da minha viagem, trabalhando, fazendo rifas, vendendo roupas, chaveiros, doces, economizando ao sair com os amigos e muitas vezes nem saindo, então se você quer algo, você consegue!

Até logo!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

[Resenha] A Bibliotecária de Aushwitz - Antonio G. Iturbe

A Bibliotecária de Aushwitz foi o primeiro livro baseado em fatos reais sobre a Segunda Guerra Mundial e o holocausto que li. Não sei muito bem como esse fascínio pelos fatos ocorridos entre 1939 e 1945 surgiu, mas ao saber do holocausto toda informação era pouca ainda tamanha minha indignação. Como milhares de pessoas puderam ser condenadas a morte pelo "crime" de serem judias? A partir disto a admiração só crescia para com aqueles que não se deram por derrotados e sobreviveram onde a morte reinava.
Sobre o livro, assim que li o título na estante da livraria fiquei curiosa, afinal, livros e um campo de extermínio em massa não poderiam estar na mesa frase - mas estavam.
O livro nos conta a história real de Dita Dorachova (com nome fictício de Edita Adlerova) que se viu obrigada a sair de sua querida Praga, ainda criança, e ir para Terezin, parecia uma cidade murada, mas era na verdade um campo temporário de judeus a caminho de Aushwitz. Aos 14 anos Dita e seus pais foram levados a Aushwitz e enquanto seus pais trabalhavam, ela passava o dia no barracão 31, onde secretamente funcionava uma escola, graças a Fredy Hirsh, e Dita, era a bibliotecária. Ela escondia os livros na barra de sua saia e cuidava deles como uma mãe cuida de seu filho: cautela, carinho e amor, afinal, eles eram seu transporte dali para outro mundo. 
Aushwitz
Em julho de 1944 o barracão 31 foi fechado, mas por sorte nada foi descoberto sobre a escola, ou todos teriam sido mortos. Dita então, junto com sua mãe, foram levadas para o campo de Hamburgo, onde trabalharam em jornadas tão longas e com refeições escassas, que os dias pareciam ter muito mas que 24h. Meses depois estavam viajando novamente, o destino era o campo Bergen-Belsen, onde não havia câmaras de extermínio em massa, fornos ou necessitavam de grande trabalho escravo, neste campo, apenas se sobrevivia. Os prisioneiros ficavam horas de pé a comandos dos guardas, se alimentavam uma vez ao dia e se é que recebiam comida - isso se considerarmos uma sopa sem nutrientes algum como comida. 
O cenário que se segue é desolador e quase impossível de acreditar onde os "humanos" conseguiram chegar com tanta crueldade. Os mortos eram jogados em uma vala imensa sem respeito algum e queimados ao céu aberto. Todos viviam em meio a pulgas, piolhos e percevejos, epidemias de tifo e condições precárias de higiene, na qual quem não tinha mais forças para levantar, fazia suas necessidades onde estavam, em suas camas - então os barracões eram uma mistura de insetos, doenças, epidemias, secreções humanas por toda parte, cadáveres e os prisioneiros quase mortos. 
Mas Dita foi forte e sua vontade de viver em meio todo aquele inferno foi maior. Ela resistiu até que finalmente os Aliados venceram a guerra e libertaram todos os prisioneiros dos campos de concentração. Dita tinha chance de recomeçar, e assim o fez. 
Mesmo nesse cenário de guerra e morte, o autor nos envolve no enredo de forma fascinante, onde passamos a fazer parte da história e a vibrar e a chorar entre as linhas. Conhecemos pessoas incríveis e passamos a refletir melhor sobre a vida. É um livro pelo qual me apaixonei do inicio ao fim, e se perguntarem qual é meu preferido, com certeza direi que este é um deles. Sentimos a emoção do escritor ao escrever sobre está incrível pessoa que é Dita Dorachova, que mesmo depois de tudo o que passou não se deixou abater - continuou a vida, procurou um trabalho, apaixonou-se, casou e constituiu uma família.

Dita Dorachova

Ao ler as páginas pude me sentir nos locais em que Dita esteve, e que por enquanto só foi possível conhecer pelos livros, mas que entrou para lista de lugares para conhecer, para poder pisar onde muitas pessoas corajosas e incríveis estiveram, e claro, onde Dita Dorachova esteve - uma mulher forte, cheia de vida, determinada e que nos faz se apaixonar cada vez mais por quem ela é: uma verdadeira heroína. 

Dita Dorachova

Páginas: 366.
Nota: 5 estrelas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Escritores são Eternos Piratas


Vira e mexa eu vivo anotando palavras chaves que podem ser supostos títulos, para meus futuros textos. E sempre, repito, sempre me pego olhando essas palavras, tentando, frustradamente, arrancar um sentimento que já não existe. O que era pra ser dito, era pra ser dito naquela hora. Não ontem, não hoje, não amanhã. Agora. É difícil acreditar que temos o nosso futuro, definitivamente, nas nossas mãos. Imaginou o medo? Deixar escapar por um dia, por um momento, o que poderia ter sido um nascimento. Talvez seja esse o maior temor dos escritores, deixar escapar sua palavra. Vivemos eternas lutas tentando escrever onde não se deve, tentando decifrar o que não se pode, tentando obter o sentir do amado e, quem sabe, tentando curar a dor de um amor amargo.
Saber que todos os dias, assim que acordar, irá olhar no espelho e se perguntar o que realmente quer da vida, “Quer mesmo continuar com essa luta, garota? Desista”, e nós loucos, persistíamos. Persisto. Persistirei.
Escrever é uma verdadeira luta, temos que nos revestir de empolgação e gerar, todos os dias, frutos emocionais em guerras por aventuras. Temos que galopar na nossa imaginação e sair a procura de histórias que ficaram passadas, relíquias informacionais. Um pirata descobre seu ouro em um baú enterrado a milhas de distancias, um escritor descobre seu tesouro com uma mera informação de uma criança. Desse jeito, com o simples ato da vida, que se da vida. Um escritor descobre seu tesouro todos os dias, só que é mais difícil do que simplesmente navegar e cavar, nós, temos que nos atentar. Uma relíquia pode estar no cair de uma folha, ou no suspiro de um bebe. Uma relíquia, ou um best-seller por assim dizer, pode inusitadamente, se habitar em seu próprio sorriso ao entardecer.
Desculpe se algum dia roubamos sua ideia, uma frase engasgada que uma vez, por você foi anulada. Mas somos roubadores mesmo, roubamos a poesia do dia a dia, roubamos a essência de um olhar para poder notar cada experiência, experimento da vida. Roubamos, mas devolvemos, porque não somos ladrões de almas, só somos ladrões de corações. Tudo bem, o só não lhe convêm, foi só pra te curar, roubamos para ajudar. Roubamos para, quem sabe, conseguir fazer “te amar”.
O nosso mapa do tesouro são as historinhas de dormir e a famosa espada, nosso eterno lápis. E o navio? O navio é nosso papel, ou para os mais modernos como eu, uma tela de um computador. Não se preocupe, eu não vou fazer você pular na prancha, apenas tirar seu tapa olho.
Quem sabe assim consiga fazer você viver outras vidas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Incógnita

Isolo-me em um mundo onde fui colocada sem minha permissão. Sempre morrendo aos poucos todas as noites. Fazendo perguntas sobre coisas que ninguém sabe responder. Sinto medo dos novos dias, mas, me alegro com as descobertas. Mesmo assim, não me encontro, procuro sempre por algo que eu não sei o que é, mas desejo encontrar. Um sentimento bipolar de querer colo e querer estar só. É a sensação de olhar no espelho e ver a imagem desfocada. De tentar andar pelo caminho certo e acabar tropeçando nos trilhos. Correr para tomar um banho de chuva e no mesmo instante abrir o sol. É falhar e falhar constantemente e mesmo assim despertar para o trabalho na manhã seguinte. Aquela sensação de viver em uma roda-gigante. É o momento onde se descobre que seu segundo nome sempre foi incógnita.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Vencedores


A vida pode parecer difícil as vezes, um simples ato pode magoar, o trânsito de manhã pode deixar o resto do dia estressante. Uma discussão com seu parceiro ou com seus pais pode te fazer chorar, uma recusa no emprego ou uma demissão pode dar a entender que tudo está perdido. Ou simplesmente podemos acordar pra baixo e passar o dia todo mal. A vida não é aquilo que imaginávamos quando tínhamos 10 anos de idade, a vida é um soco no estômago como diria Lispector. A vida é uma batalha todo dia num mar de obstáculos, matar um, dois, três leões por dia, é chorar e no momento seguinte sorrir para que seu filho pense que está tudo bem. É ter contas para pagar e não ter dinheiro, é faltar alimento em casa, mas a vida também é realizar os sonhos, ajudar o próximo, se sentir realizado, encontrar esperança onde não há, é acreditar que tudo vai dar certo, cair sete vezes e levantar oito, casar e ter filhos e ver os netos aparecerem depois, é dizer que ama os pais, e fazer o possível para andar com a cabeça erguida. E se a vida persistir em continuar difícil, apenas lembre-se que Deus só coloca em seu caminho os obstáculos que Ele sabe que você consegue vencer – e todos nós somos vencedores desde o dia que nascemos.