sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Deprimente


Sabe por que o mundo está assim hoje? Porque vivemos num mundo capitalista regrado por regras, onde a vida humana não vale mais do que centavos e o amor não tem mais importância. A ganancia do homem me surpreende e observo enquanto todos sucumbem ao escuro. Hoje tudo é uma hierarquia, e quem está no mais baixo é tratado como lixo enquanto é obrigado a servir os grandes babacas que estão no topo. Se o homem queria ódio, tristeza, caos, destruição, ganancia, frieza... bem, conseguiu. Parabéns a essa grande sociedade de merda que cada vez mais da valor a coisas materiais, esquece do amor, a coragem, a amizade, esquece que "chegar juntos" é mais importante do que "chegar sozinho". Deprimente, ta ai uma boa palavra que define o que somos hoje. E o que mais me irrita é que muitos fecham os olhos para tudo isso e continuam ali na sua vidinha como se tudo estivesse normal. Claro, porque ligar a TV e ver que pessoas estão sendo mortas é normal hoje. Ver que jovens só fazem merda, é normal hoje. Toda essa grande baboseira é normal. Toda essa grande baboseira é deprimente. Ver que o dinheiro vale mais que o amor, companheirismo e alegria é aterrador. Mais uma vez, parabéns a todos nós. 

Raphaela Barreto

Rotina

A chuva cai fina lá fora, o vento faz as janelas rangerem, e faz a casa ficar gelada. São em dias assim que a nostalgia fala mais alto e a saudade aperta. Tudo parece ter ocorrido há uma zilhão de anos atrás - tudo tão distante, mas ao mesmo tempo tão perto. Parece que está faltando aqui, e os livros são o meio encontrado para preenchê-lo, mesmo que por poucas horas. Pego meus livros e me jogo neles, devoro-os rapidamente, paragrafo por paragrafo, capitulo por capitulo. Quando fecho-os sou inundada novamente por pensamentos e lembranças que já se tornaram rotina e que aos poucos me acostumei.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Raro


Sabe, sou daquele tipo de pessoas que vai sempre estender a mão a um amigo, não importa o quão frágil eu esteja. Sempre meu ombro estará disponivel. Sempre um abraço estará pronto. Não suporto ver as pessoas ao meu redor tristes, mesmo que eu não conheça-a muito bem. Sempre faço de tudo para ver os outros felizes quando estão para baixo, mesmo porque, eu sei o peso de um "vai ficar tudo bem" quando seu mundo está desmoronando.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dor

Era um domingo comum. Uma tarde comum. Era pra ser um passeio comum. Eu estava indo ao parque com meus pais, buscar minha irmãzinha para leva-la para a casa. O farol abriu e meu pai acelerou, tarde demais pra ver o que ia acontecer. Um caminhão vinha na direção contrária, a toda velocidade. Olhei assustada segurando-me mais ainda no banco da frente. Ele deveria ter parado não? O impacto foi inevitável. Senti uma pancada do lado direito do carro, barulhos estridentes de vidros se quebrando e metal sendo arranhado. Gritei. O carro girou algumas vezes, bati minha cabeça e meu corpo ia sendo lançado de um lado para o outro, mesmo com o cinto. A dor era terrível. Perdi as contas de quantas vezes o carro capotou. O pânico me invadia e flashes de sorrisos passavam em minha cabeça, até a imensa escuridão chegar. O carro havia parado. Olhei para minha mãe, ela sorria para mim sem felicidade nenhuma, lágrimas me vieram aos olhos. Ela estava encharcada de sangue. Olhei para meu pai, suas órbitas estavam vazias, havia um enorme machucado em seu rosto. Ele já se fora - pensei começando a chorar. Cada centímetro de mim doía. Minha mãe estendeu a mão para mim, e eu peguei, lembrando de como as pessoas me diziam que eu parecia com ela. Mamãe não iria mais aguentar por mais tempo.
 - Eu te amo - ela sussurrou. 
 - Eu também te amo - disse olhando pra ela. Sua mão deslizou da minha - Mãe? Mãe? - gritei para ela, mas não obtive resposta. Comecei a chorar. Meus pais estavam mortos, bem ali na minha frente, e algo me dizia que eu teria o mesmo fim. Cada centímetro do meu corpo doía e minha visão começava a vacilar já. Tateei meus bolsos em busca do celular, precisava fazer mais uma coisa. Ouvia vozes lá fora já. Disquei o número assim que encontrei o celular, eu estava tremendo muito. Juliana? disse a voz do outro lado. Como era bom ouvir aquela voz, reconfortante. Chorei mais alto. 
 - Julie? O que aconteceu? Fala comigo por favor.
 - Meus pais...eu - não conseguia dizer, parecia que algo estava entalado em minha garganta. 
 - Julie o que houve? - disse ele preocupado.
- Felipe, estou vendo meus pais...mor...tos, eu...eu...
 - O quê? Onde você está? Calma, tudo vai ficar bem 
 - Não - disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Minha visão ia e voltava e eu já não sentia minhas pernas - Siga sua vida...e... Eu amo você Felipe.
- Eu também amo você Juliana, agora me conta o que está acontecendo? - ouvir que ele me amava era o bastante. A força de meus braços estava acabando, vacilei e o celular caiu da minha mão. Ouvia Felipe gritar meu nome do outro lado da linha. Ouvi barulho de sirenes. Eu só queria que a dor parasse. Lentamente fechei os olhos. Meu celular tocou e eu sabia que era o Felipe pelo toque. Sorri uma ultima vez e então mergulhei numa escuridão sem fim. Num lugar aonde o barulho não chegava. Onde a dor não existia mais. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013


Dois mil e doze foi um ano excepcionalmente maravilhoso. Conheci pessoas maravilhosas, sorri, chorei, ri, me apaixonei, fiz amizades para a vida toda, aprendi novas coisas, adquiri experiência, dancei muito... Tudo ficará guardado aqui dentro, arquivado num lugar chamado "inesquecível". 2012 sem duvida nenhuma foi um dos melhores anos da minha vida, mas acabou, deixando me somente as maravilhosas lembranças. E enfim, 2013 chegou - que esse ano consiga ser melhor do que o anterior, que eu consiga realizar o que não fiz, que eu seja feliz, muito feliz. Desejo a todos um ótimo 2013, cheio de alegria, amor e saúde - e que Deus abençoe todos vocês.