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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Estante Porcelana

Olá leitores, hoje gostaria de convidar todos vocês a conhecerem meu novo blog: Estante Porcelana. Eu sempre gostei muito de ler e escrever resenhas, então decidi dedicar um espaço aos livros da minha estante, kindle e wattpad. 



Conto com a participação de todos lá e sejam bem vindos ao meu cantinho literário
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

[Resenha] A culpa é das estrelas - John Green

Eu disse para mim mesma que não iria fazer uma resenha do livro A culpa é das estrelas, até porque quase todo mundo já leu ou assistiu ao filme, mas ao chegar nos últimos capítulos foi impossível deixar de escrever algo, mesmo que minimamente pequeno. Foi maravilhoso conhecer a história de Hazel Grace e Augustus Waters por escrito, intenso, apaixonante e triste. Não sei como o John Green conseguiu, mas era quase como se eu estivesse com a doença (que Deus me livre) ao ler o livro e sentisse toda a raiva do mundo por ter “números a menos” do que outras pessoas. E com mais raiva ainda pelo Augustus ter menos números ainda. A história é maravilhosa e os personagens cativantes, e nos fazem pensar realmente sobre o significado da vida. Gostaria de expressar o livro em uma frase, mas a única aos pés desta história, é a que se encontra na capa “Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais”, de Markus Zusak.


Páginas: 219.

Nota: 5 estrelas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

[Resenha] O Menino do Pijama Listrado - John Boyne


O livro o Menino do Pijama listrado, nos conta um pouco sobre a Segunda Guerra, e o que aconteceu com os judeus, porém, aos olhos de uma criança pura e ingênua, que via tudo com muita inocência – então é preciso ter uma certa noção sobre o que aconteceu entre 1939 e 1945 para saber o que está ocorrendo na história. Bruno é o personagem principal, ele mora em Berlim onde sua vida é perfeita para uma criança de nove anos, até que, por causa do trabalho de seu pai (comandante do campo de concentração em Auschwitz, o que Bruno não sabe, como também não sabe sobre a guerra que está acontecendo em seu país e sobre o holocausto) eles tem que se mudar para perto do campo, para facilitar o trabalho do pai. Em sua nova casa, Bruno não tem amigos, não tem ninguém que more perto, mas uma coisa lhe chama a atenção: várias pessoas de pijamas listrados depois de uma cerca ao longe, que consegue ver da janela de seu quarto. Ao perguntar para a irmã quem são eles, ela simplesmente responde “Judeus”, “E por que eles estão do lado de lá da cerca?”, “Porque nós não gostamos deles”, “E por que não gostamos deles?”, “Porque são judeus Bruno” [...].
 
Bruno começa a explorar ao redor da casa, até chegar na cerca e encontrar um garoto de pijama listrado, magro e triste – seu nome era Shmuel. E então uma amizade começa, e logo percebemos as coisas horríveis que eram feitas no campo, mas que para Bruno, não eram maldade, ele via tudo como “está faltando comida, por isso eles não comem muito”; “as casas são pequenas e poucas, por isso dormem todos muito juntos”. E no desenrolar da história ele e Shmuel vão ficando mais amigos, e tudo o que Bruno quer, é poder brincar do outro lado da cerca e ajudar a procurar o pai do amigo, que certo dia saiu para trabalhar e nunca mais voltou. E esse dia chega, Bruno consegue entrar no campo e ajuda Shmuel a procurar por seu pai, lá dentro ele se depara que tudo era diferente do que ele havia imaginado, guardas gritam com as pessoas e até batem nelas, as pessoas de “pijamas” são extremamente magras e tristes, não há muitas crianças por perto, e ele começa a ficar com medo e querer ir embora – mas o pior acontece. Enquanto a chuva forte caía, um apito alto soa, e várias pessoas começam a se aglomerar em volta de Shmuel e Bruno, e os forçam a ir em direção a um lugar fechado, para Bruno, era simplesmente para se proteger da chuva, mas esse local fechado, Bruno percebe, era uma câmara hermética – "era a hora do banho" . Nunca mais se ouviu falar de Bruno e Shmuel. Ambos com suas vidas acabadas em uma câmara de gás.
Os pais de Bruno nunca o acharam, nem o corpo, nem souberam o que realmente havia acontecido.
Páginas: 192.
Nota: 5 estrelas.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Meu primeiro livro

Há quem se lembre ainda de minha postagem no começo do ano falando sobre os projetos de 2018 e um deles era justamente publicar meu livro: Italiana. 
Depois de muito pesquisar escolhi o Wattpad para publicação do meu primeiro romance, e convido a todos para ingressar nesta aventura ao lado de Antonieta.
"Antonieta ao sair da Itália com sua família rumo ao Brasil não sabia o que esperar da terra verde ou quais aventuras poderia viver no navio. O futuro passa a ficar mais incerto ainda quando conhece Luca, o italiano de olhos azuis que não sairia nunca de sua mente, mesmo depois de estar nas fazendas cafeeiras e com um casamento arranjado por seus pais. Seria o destino bom com Antonieta, ou com um final infeliz de forma arranjada?"

Todas as atualizações serão feitas pelo próprio Wattpad, o instagram e o aqui no blog. Comentários, sugestões, estrelinhas e visualizações são totalmente bem-vindas então bora clicar aqui e começar a ler este romance que vai te surpreender a todo momento. 


sábado, 23 de junho de 2018

Entrevista com Bianca Ribeiro, autora de Cruel

Para o post de hoje convidei ninguém menos que Bianca Ribeiro para uma entrevista, autora de um dos mais famosos livros no wattpad que veio para as páginas reais. E se você ainda não conhece a história de Rose e Cruel, não demore mais para cair de cabeça no livro e se apaixonar a cada instante por esses personagens. 
Rose Vallahar acaba de perder os pais num misterioso incêndio e não tem parentes próximos. Por causa de uma dívida feita com seu pai em vida, o belíssimo herdeiro da família DeVil fica responsável pela garota. Ele é arrogante, orgulhoso e encontra diversão em brincar com os sentimentos de Rose. Ela, no entanto, encontra-se na terrível situação de estar apaixonada por ele. Inspirada pela versão masculina de Cruella DeVil da Disney, "Cruel" primeiro fará com que você odeie e depois ame e depois odeie novamente num ciclo deliciosamente vicioso.


Sem mais demora, vamos as perguntas que inspiraram essa escritora incrível a terminar esse romance que nos deixou sem dormir de madrugada. Espero que mais do que para os fãs, essa postagem sirva de inspiração também para todos aqueles que um dia querem escrever um livro. 


1. Como começou a paixão pela escrita?
R: Eu sempre fui apaixonada pela leitura desde muito pequena e decidi começar a escrever as minhas próprias histórias ainda criança. Com 11 anos comecei a escrever meu primeiro livro e nunca mais parei.


2. O que te inspirou a escrever Cruel?
R: O personagem Cruel foi inspirado por uma fanart da versão masculina de Cruella DeVil, feita pela desenhista Sakimichan. Quando vi a fanart, imaginei que seria interessante escrever uma história para um personagem assim.


3. Cruel é o seu primeiro romance, ou já havia começado outros romances antes, mas nunca terminado?
R: Cruel não é meu primeiro romance, mas só consegui terminar de escrever os outros (Clichê e Amor e Liberdade) depois de finalizá-lo. Eu concentrei toda a minha energia no livro, então os outros ficaram em segundo plano até que eu terminasse. Hoje estão todos concluídos e eu já comecei a escrever novas histórias.

4. O que te motivou a terminar de escrever Cruel?
R: Além do incentivo e apoio dos leitores, eu mesma estava curiosíssima para saber como a história terminaria e queria concluí-la depois de um ano escrevendo. O processo de escrita de Cruel foi uma das coisas mais gostosas e incríveis que eu já fiz na vida e terminá-lo foi como alcançar a linha de chegada depois de uma corrida.

5. Qual característica você mais gosta na Rose e no Sr. Cruel?
R: Apesar de todos os defeitos que têm, Rose e Cruel são muito queridos por mim e pelos leitores. Em Rose eu vejo um desprendimento e uma facilidade em amar que admiro bastante. Cruel é determinado e não tem medo de lutar pelos seus objetivos. São as características que eu mais gosto nos dois.

6. Qual o personagem que você mais gostou de "dar vida"?
R: Theo Baek, sem dúvidas!

7. Existe algum personagem preferido?
R: Embora eu ame muito todos os meus personagens, meu amor por Theo se destaca um pouquinho. Ele foi um personagem que chegou devagarzinho e conquistou seu espaço na história como parte essencial. É corajoso, engraçado e carismático. Adoro escrever sobre ele.



8. O que sentiu quando a editora entrou em contato com você para a publicação? 
R: Primeiro, fiquei muito animada. A publicação de um livro é o sonho de todo escritor. Depois que a ficha caiu e eu me dei conta de que havia mesmo recebido uma proposta de publicação para Cruel, fiquei mais centrada em trabalhar para que tudo desse certo com a editora. Sou para sempre grata pela oportunidade que eles me deram!

9. Como é o seu dia a dia após a publicação do livro físico?
R: Como estou cursando Letras, a maior parte do meu tempo é dedicado aos estudos e o restante fica para divulgação e eventos de Cruel. No pouco tempo que me sobra, dou continuidade às minhas histórias no Wattpad e na sequência de Cruel, que pretendo publicar em breve.

10. Qual dica você daria para quem acabou de começar a escrever?
R: Primeiro: ler é essencial. Quando você lê, adquire vocabulário, visão ampliada de mundo e inspirações que te dão base para criar suas histórias. Segundo: não desistir do sonho. O mercado literário brasileiro é difícil e sobreviver nele ainda é um grande desafio para muita gente, então você precisa ter em mente que, se esse é mesmo o seu sonho, desistir não é uma opção, não importa quantos “nãos” você escute. Terceiro: escreva com muito amor e dedicação. Um livro escrito com amor faz toda a diferença.

E para quem quer saber mais sobre essa escritora incrível, segue onde encontrá-la nas redes sociais, Instagram, Wattpad e claro, o Livro Cruel.

E como uma última nota, gostaria de agradecer a própria Bianca por ter participado e eu tenho certeza que Cruel e a história da Bia no mundo literário inspirará muitas pessoas, assim como já vem me inspirando!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

[Resenha] Mestre das Chamas - Joe Hill

    
Título: Mestre das Chamas

Autor: Joe Hill

Páginas:  592

Editora: Arqueiro

Sabe aquele autor que você quer ler até a lista de mercado? Esse é Joe Hill para mim, leio qualquer coisa dele sempre! Desde que peguei o livro de contos dele, Fantasmas do Século XX, que eu não consigo parar de lê-lo. 

     Como diz a Alessandra: Joe Hill é amor!

     Sim! Amor!! Então por favor, Joe, não deixe meu amor acabar!! 
     
     O que eu mais gosto na escrita do Joe Hill é o toque irônico que ele coloca em suas histórias. Mesmo no momento de maior tensão, ele consegue fazer piadinhas. Adoro isso!

     Mas preciso ser justa, não é porque eu gosto de um autor, que não vou dizer que não gostei de uma obra, então preciso dizer que fiquei um pouco decepcionada com Mestre das Chamas.

     Pois é, eu também me decepcionei. Talvez estivesse esperando algo mais intenso e melhor que Nosferatu... porém, "Mestre das Chamas" passou longe disso.

     Na verdade em alguns momentos me lembrou muito o pai dele no auge das drogas. (Pra quem não sabe Stephen King usava muiiitaaa droga, e escrevia. Tem livros dele que ele sem se lembra de ter escrito. Esses são os livros mais chatos do autor, com descrições em excesso e assuntos perdidos no meio da trama.)

     A história é uma distopia, pós apocalíptica adulta. Há um fungo, Escamas de Dragão, consiste em uma especie de escama que nasce no corpo do hospedeiro e o faz entrar em combustão espontânea. 

     Ninguém sabe como ou onde essa praga começou, alguns morrem poucas horas após adquirir o fungo, outros demoram dias, e algumas pessoas aprendem a controlar e até usufruir de seus efeitos colaterais, se tornando “X-Men” das chamas...

     Achei essa coisa da Escama de Dragão excelente! Adoro temas inovadores nos livros. Imagine você pegando um fungo desse na fila do banco, e de repente, PUFF, explodiu.
"Harper Grayson já tinha visto muita gente pegar fogo na TV, todo mundo tinha, mas a primeira pessoa que viu pegar fogo de verdade foi no parquinho atrás da escola."Pag. 10
     O mundo está um caos, os EUA caiu, e uma enfermeira contaminada com as Escamas de Dragão precisa se proteger para proteger seu filho ainda no ventre. Um bombeiro, másculo, bem-humorado, cheio de talento e mistérios é uma especie de príncipe encantado, contrapondo o pai do bebê da enfermeira, que parece o Gastão, saído da história da Bela e a Fera.

     Vou falar desses personagens; a enfermeira é o tipo de protagonista que eu me apaixono fácil. Tem sua dose de inocência e acredita muito no amor e nas pessoas erradas, mas em contrapartida, é forte e determinada. Dá sua vida para ajudar os outros, seu coração é maior que ela mesma. Fora que fiquei imaginando o quão linda ela ficou coberta por essas escamas pretas e douradas pelo corpo.

     O Bombeiro, um homem forte e bem humorado que consegue controlar as chamas dele e dos que estão próximos. Ele sabe como fazer com que um infectado consiga sobreviver e usar seu poder para um bem comum. 

     Já o ex-marido de Harper é um monstro, um homem egoísta, fútil, egocêntrico, nojento, asqueroso, insuportável... Não canso de xingar esse ridículo.

     No quesito criação de personagens, Joe Hill é mestre. Isso não dá pra negar.

     A história é arrastada e me lembrou muito Stephen King, (para quem não sabe, Joe Hill é filho de Stephen king). Eu particularmente, não consigo ler o King, não vou dizer que ele é ruim, apenas que, há autores que não escrevem pra gente, é o meu caso com o King... 

     É isso mesmo. Uma história incrível, com personagens maravilhosos, mas que se perderam no meio de tantas páginas. Foi difícil ler, foi difícil terminar a leitura... Prolixidade, seu nome é Joe Hill.

     Neste Mestre das Chamas, eu fiquei triste, decepcionada e cansada da leitura... 

     Apesar de ficar encantada com esses três personagens e com os coadjuvantes, foi impossível gostar da narrativa. O livro realmente se salva pelos personagens, mas a história é decepcionante.

     Ficou na média. Pontos positivos e negativos. Nada demais. Não supriu minhas expectativas. 

     Recomendo que leia e tire suas conclusões.
"Em certo sentido, claro, eu acho que todo mundo sempre morre no meio de uma boa história. Da sua própria história. Ou da história dos seus filhos. Ou dos netos. A morte é sempre dureza para os viciados em narrativas."Pag. 30

E para encerrar a Promoção 101 com chave de ouro, está aqui a resenha do blog Tô Pensando em Ler.
Seja bem vinda no My Life e muitíssimo obrigada por ter participado!

sábado, 3 de junho de 2017

[Resenha] O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder


No livro o Mundo de Sofia, o autor Jostein Gaarder nos faz passar pelo incrível mundo da filosofia, e apresenta questões que realmente nos fazem pensar. A história começa com Sofia recebendo aulas de filosofia e bilhetes estranhos endereçados a Hilde, uma garota que ela nem sabia que existe até então. No desenrolar da história ela e seu professor descobrem estar em um livro, na mente de um Major que adora fazê-los de fantoche, e então ambos começam a montar um plano para escapar dessa mente e poder viver em liberdade. Entre esse cenário, a filosofia vai sendo ensinada, por exemplo, “Como o mundo surgiu? Algo surgiu do nada”; vemos sobre mitos, filósofos da natureza, conhecemos um pouco sobre Demócrito, Sócrates, Atenas, Platão, Aristóteles, o Helenismo, a Idade Média, o Renascimento, o Barroco, lemos também sobre Descartes, Spinoza, Locke, Hume, Kant, Marx, Darwin e até Freud. O começo do livro é bem interessante, mas a partir da Idade Média achei um pouco maçante, sem muita ação, mas as coisas mudam quando Darwin entra em cena, os ensinamentos dele e de Freud são excelentes; o final é instigante e surpreendente, afinal, será que Sofia e seu professor conseguem realizar seu plano? (Saiba mais e se surpreenda lendo os quotes deste livro clicando aqui).

Páginas: 555


Nota: 4 estrelas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

[Resenha] Belo Casamento - Jamie McGuire

No livro Belo Casamento, escrito por Jamie McGuire nos deparamos com os detalhes do casamento de Abby e Travis (nosso casal de Belo Desastre e Desastre Iminente), qual foi o motivo que levou Abby a fazer o pedido, o que ambos sentiram minutos antes de se casar, quem estava lá e quem foi a única pessoa a saber desse casamento inesperado e inusitado. Lemos também sobre a noite de núpcias do Sr. e da Sra. Maddox, que foi bastante quente, e como foi feita a tattoo de Abby. E como America (melhor amiga da Abby) quase tem um infarto ao saber do casamento em que não foi convidada, um ano depois, na renovação dos votos uma festa com todos (família e amigos) é feita, incluindo uma “meia” despedida de solteiro para Abby e para o Travis – e garanto que você vai se divertir bastante com a despedida do Travis, seu irmão Trent perde uma aposta e faz algo bem...inusitado. Gostei bastante do livro, ainda mais porque a história é narrada pelos dois, e confesso que ver as coisas pelo ponto de vista do Travis é bem interessante e diferente.




Nota: 5 estrelas

Páginas: 123

sábado, 10 de dezembro de 2016

[Resenha] Finale (Hush Hush) - Becca Fitzpatrick


Finale, escrito por Becca Fitzpatrick e último livro da série hush hush, em minha opinião, é diferente dos anteriores – desta vez temos muito mais ação, mas sem perder o romance.
Nora é a nova líder do exército nefilim (presentinho de seu pai biológico) e tem como missão (ou ela morre) liderar o exército contra os anjos caídos, só tem um pequeno detalhe: Patch, seu namorado é um anjo caído – mas nem isso é capaz de separa-los.
“Sempre que a dúvida e a tristeza invadiam minha mente, tudo o que eu precisava fazer era pensar nele. Não sabia se tinha feito a melhor escolha todas as vezes, mas de uma coisa eu não tinha dúvida: tinha acertado com relação a Patch. Não podia desistir dele. Nunca.”
E nesse meio todo, Marcie, sua arqui-inimiga da escola, decide morar em sua casa; sua melhor amiga, Vee, descobre que não é humana e Nora se vê temporariamente viciada em artes do mal. – Como se não fosse suficiente, alguém que jamais Nora esperaria está tentando roubar seu posto de líder no exército nefilim, e tentando conseguir vencer esta facada nas costas, uma ideia perigosa surge e Marcie consegue estraga-la mandando todos os anjos caídos para o inferno.
“Eu amo Patch! Sempre vou ama-lo! Prometi a ele que ficaríamos juntos gritei dentro de minha cabeça, porque as palavras eram duras demais para serem ditas. Elas arranhavam minha garganta como se fossem unhas.”
Nora arrasada, e a guerra começa – os anjos caídos conseguem sair do inferno com a ajudinha de um nefilim, e por sorte Patch não ficou para trás. A luta não foi fácil, mas alguém tem que ganhar e quase sempre os mocinhos ganham – mas nunca sem uma grande perda. 
E para acabar a serie e concluir esse amor épico, Becca ainda usa um pouco de ousadia, e isso só cabe a Patch, com certeza.
“Você veste essas roupas para impressionar” – falei em tom de aprovação.
“Não, Anjo. [...] Eu tiro a roupa para impressionar”.
 
Páginas: 303


Nota: 5 estrelas 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

[Resenha] Silêncio - Becca Fitzpatrick

No livro Silêncio, Nora acorda em um cemitério, após ser sequestrada, sem saber porque está lá, ou como foi parar lá. Para falar a verdade, ela não se lembra de nada do que aconteceu nos últimos cinco meses – era como se alguém tivesse arrancado uma parte de sua memória, mas ainda havia um sentimento em seu coração. O pior de tudo ao voltar para casa, é saber que Hank Millar, pai de sua arqui-inimiga, está namorando sua mãe, mas ele não parece uma boa pessoa e suspeitas o rondam. Nora tenta seguir uma vida normal, mas parece que os problemas a perseguem, e ela acaba indo no lugar errado, na hora errada e quase sendo morta e por sorte Jev aparece para salva-la, e no momento que Nora o vê, algo desperta dentro dela, a cor preta invade seus pensamentos e um calor paira por seu corpo. Eles já haviam se conhecido, mas onde? Ela sabe que Jev tem todas as respostas, e que algo os liga, mas Jev se recusa a contar o que sabe, e a ficar longe dela também.
"Minha história é longa, e não há muita coisa boa nela. Não posso apaga-la, mas estou decidindo a não errar novamente. Não quando os riscos são tão grandes, não quando envolvem você. Há um objetivo em tudo isso, mas vai levar um tempo. – Dessa vez ele me abraçou e afastou o cabelo do meu rosto, e alguma coisa dentro de mim se desfez ao seu toque. Lágrimas quentes trasbordaram de meus olhos. – Se eu perder você, perco tudo."
Nora acaba revendo seu velho amigo Scott, e este conta tudo que ela precisava saber e a ajuda a lembrar do passado, incluindo nefilins, anjos caídos e que Hank não se aproxima nem um pouco do mocinho da história, pelo contrário, Nora descobre que ele esteve envolvido em seu sequestro – e suspeita que ele esteja planejando algo maior ainda. Como se não tivesse já no que pensar, Jev aparece mais vezes em sua vida, e Nora sabe que precisa dele, só não sabe como explicar.
"[...] Jev dissera que eu não devia procura-lo, mas eu não conseguia parar de fantasiar sobre todas as diferentes maneiras pelas quais poderíamos nos encontrar novamente. [...] Acordei com o coração disparado e uma dor estranha dentro de mim. Era perfeitamente capaz de interpretar o sonho sozinha: apesar de ele me fazer sentir furiosa e confusa, eu queria vê-lo de novo."
Nora recebe a notícia de que sua mãe está no hospital, Hank a leva para lá, mas ocorre um contratempo no caminho: um acidente e depois ela descobre que foi proposital. Jev sabe do acidente e a leva para sua casa, bem, Jev tentou ficar longe dela, mas era impossível.
"Deslizei as mãos por seu peito, memorizando cada contorno de músculo. Inalei os mesmo aromas que havia sentido naquela primeira noite no Tahoe. Tracei os contornos de seu rosto com os dedos, explorando, curiosa, aqueles traços fortes, quase italianos. E, durante todo o tempo, Jev não movia. Apenas se deixava tocar de olhos fechados."
Algumas memórias começam a voltar à tona para Nora, e ela consegue lembrar de seu passado e fica furiosa com Hank, e acaba caindo numa emboscada e se vê obrigada a jurar liderar seu exército caso ele morresse, caso contrário ela e a mãe morreriam. Ela fica com medo do que Patch vai pensar dela, mas o amor deles pode superar isto. Por fim, para salvar Patch, Nora se vê obrigada a matar Hank, e se torna assim líder do exército nefilim dele, e ela sabe que agora terá uma grande batalha pela frente, e se pergunta se isto não vai destruir seu amor com Patch, o qual ela vai liderar um exército para destruí-lo.

Pág: 301.


Nota: 5 estrelas.

sábado, 28 de maio de 2016

[Resenha] Crescendo, Hush Hush - Becca Fitzpatrick

Em Crescendo, segundo livro da saga Hush Hush, Patch se torna o anjo da guarda de Nora, de forma que o relacionamento deles tem que ser cauteloso, afinal anjos e humanos não podem se relacionar e as consequências podem ser dolorosas.

Anjo.
Levantei os olhos quando Patch disse meu apelido em meus pensamentos.
Estar perto de você, da forma que for, é melhor que nada. Não vou perdê-la. Ele fez uma pausa e, pela primeira vez desde que o conheci, vi uma sombra de preocupação em seus olhos. Mas já caí uma vez. Se eu der aos arcanjos motivos para imaginarem que eu estou remotamente apaixonado por você, eles vão me mandar para o inferno. Para sempre.






Nora decide tomar a atitude mais idiota da vida dela então, mesclada por ciúmes e dor, ela rompe com Patch, parecia o certo a fazer para salva-lo. Mas não é o suficiente para tira-lo da vida dela. Nem para afastar seu sentimento por ele.

Precisei de um momento para absorver suas palavras. Olhei para o Jeep. A parede de gelo entre nós havia desabado. A parede só estava ali por causa do Arcanjos. Sem eles, todas as brigas que eu e Patch tivéramos não significava nada. Eles eram o problema. Eu queria deixá-los, deixar tudo para atrás e fugir com Patch. Eu queria ser imprudente, pensando apenas no aqui e no agora. Juntos, poderíamos esquecer das consequências. Riríamos das regras, dos limites e, acima de tudo, do futuro. Haveria só eu e Patch, e nada mais importaria.

Nesse meio Nora acaba conhecendo Scott, ele é um nefilim que foi marcado pelo Mão Negra e ai a história começa a ficar um pouco mais interessante. Nora descobre que o Mão Negra está criando uma sociedade secreta de nefilins que se recusará a jurar fidelidade aos anjos caídos (para não ter o corpo “emprestado” durante o Chesvan) desta forma os anjos teriam que recorrer aos humanos, só tem um problema: Um corpo humano não aguentaria um anjo por muito tempo e milhares de pessoas morreriam todos os anos em apenas duas semanas. Já “não” tendo muito em que pensar, Nora descobre algo sobre Patch e Marcie (sua inimiga mortal) que inclui Marcie tendo a chave reserva do carro de Patch e seu boné.

Como eles podiam manter um relacionamento? Onde estavam os arcanjos quando se tratava de acompanhar Patch e Marcie? [...] Os arcanjos o haviam ignorado porque sabiam que não significavam nada para nenhum dos dois? Eu queria gritar por causa da injustiça de tudo aquilo. Marcie podia ficar com Patch porque não o amava, mas eu não podia, porque eu o amava e os arcanjos sabiam disso. Por que era tão errado que estivéssemos apaixonados? Os anjos e os humanos são assim tão diferentes?

E a surpresa com Marcie não acaba ai, Nora pega o diário dela e acaba descobrindo algo que pode mudar toda a sua vida e transformar o passado em uma mentira: Nora e Marcie podem ser irmãs. E como se não fosse o suficiente, tem sempre alguém tentando matar Nora, mas dessa vez é alguém muito próximo, e o melhor, alguém do mundo dos mortos vem alerta-la: seu suposto pai. Durante o fogo cruzado, por milésimos de segundos Patch aparece e consegue salva-la quebrando todas as regras impostas pelos arcanjos – o amor entre eles é maior, quaisquer que sejam as consequências depois.

Os olhos escuros de Patch me avaliaram. Por uma fração de segundos, vi uma série de emoções se alternarem dentro deles. Exaustão, preocupação e alívio. Ele cheirava a ferrugem, algodão-doce velho e água suja, e eu sabia que ele estava próximo quando o detetive Basso me encontrou nas entranhas da casa maluca. Ele tinha ficado ali o tempo todo, garantindo minha segurança. Ele me envolveu em seus braços e me apertou, prendendo-me contra si.

E quando parece que as coisas vão ficar boas, talvez melhorarem, Nora é raptada por alguém que jamais esperava ser o Mão Negra. E por alguém que pode ser seu pai.

Páginas: 288.

Nota: 5 estrelas 

segunda-feira, 28 de março de 2016

[Resenha] Sussurro - Becca Fitzpatrick

Nora Grey é aparentemente uma adolescente comum, com uma vida normal – até aparecer Patch. Envolto por uma atmosfera sombria e um passado cheio de segredos e mistérios, ele desperta mais do que medo em Nora... atração.

“[...] O único porém é que isso não era bem verdade. Eu adorei o que vi. Músculos longos e esguios nos braços, ombros largos, mas relaxados, e um sorriso que era meio debochado, meio sedutor. Estava difícil convencer a mim mesma de que deveria ignorar algo que já começava a parecer irresistível.”

A história entre os dois começa na aula de biologia, onde “misteriosamente” o professor decide mudar todos de lugar fazendo com que a melhor amiga de Nora de espaço a Patch.

“- Os seres humanos são vulneráveis – prosseguiu Patch –, porque são capazes de sofrer.”

Ele se aproxima de Nora com o plano de usa-la para algo que ele deseja (nada de spoilers). E o problema de se aproximar demais é que podemos acabar nos apaixonando – Patch tenta seguir com o plano original várias vezes, mas parece impossível com a personalidade de Nora, que cada vez acaba surpreendendo-o mais e facilitando o envolvimento dos dois. Mas é claro que antes disso ele consegue irrita-la de todas as formas, ele sempre parece estar no lugar certo, fazer com que as coisas aconteçam do jeito dele, falar o necessário e se aproximar demais de seu corpo.

“Irritada, empurrei seu peito com força, Patch deu um passo para trás recuperando o equilíbrio.
                - Por que você fez isso? – perguntou ele.
- Por causa dessa noite toda. – Por me fazer ficar louca por ele quando eu sabia que aquilo era errado. Ele era o pior tipo de erro. Era um erro tão grande que parecia certo, e aquilo me deixava completamente fora de controle.”

Como se Patch não fosse suficiente para irrita-la, sua melhor amiga Vee faz amizade com dois adolescentes um tanto suspeitos, e um deles já foi acusado de cometer homicídio. Some isso ainda a um cara com máscara de esquiador que sempre aparece pregando peças em Nora, ilusões de mente e sustos contínuos de arrepiar. Ao longo de uma série de acontecimentos, Patch parece o suspeito de tudo, mas Nora se nega a acreditar (em parte, talvez), e parece que ele acaba sendo sua única solução e refúgio em determinadas horas (como após Nora ver um assassinato).

“Ele despiu o que estava usando por cima – uma camisa preta de mangas compridas –, ficando com outra também preta. Colocou a gola da camiseta sobre minha cabeça e em um momento depois enfiou meus braços nas mangas. A camiseta me engoliu, mas mangas penduradas bem abaixo da pontas dos medos. Sentia a combinação dos cheiros de tabaco, de água salgada e de sabonete de hortelã. Algo naquela mistura preenchia como um sentimento de segurança os vazios que eu carregava dentro de mim.  [...] ele me levantou, envolvi o pescoço dele com meus braços e escondi meu rosto em seu peito.”

Mas Nora sabe que Patch esconde um segredo grande, e ao ver as duas cicatrizes nas costas dele (em uma briga de bar com seu melhor amigo) em forma de um V ao contrário, algo desperta dentro dela. A palavra anjo caído surge em sua mente após algumas pesquisas, mas parece difícil de acreditar. A confirmação vem quando Patch usa truques em sua mente para faze-la achar que o carro está quebrado, obrigando-a passar uma noite inteira com ele em um motel (um pouco esperto ele, não?). Encharcados por causa da chuva, acidentalmente Nora toca nas cicatrizes de Patch, sabendo da verdade sobre ele e para o que ele queria usa-la.

“Não se esqueça de que as pessoas mudam, mas o passado não – disse Patch.”

O livro começa com três pessoas tentando matar Nora, e acaba com apenas duas tentando o homicídio, Patch consegue dar jeito em uma e após conseguir salvar sua melhor amiga do verdadeiro culpado, Nora se sacrifica para matar a outra pessoa, salvando não só Patch, mas também tornando o desejo de ele se tornar humano, realidade. Patch recusa o sacrífico dela e entre as regras dos céus Nora volta a vida, mas dessa vez com uma surpresa: Patch não é mais um anjo caído, mas também não é humano.

Páginas: 264
Nota: 5 estrelas.

(Impossível não ler, Becca escreve de tal forma que nos envolve, sem palavras difíceis e enrolação, o que torna melhor a leitura e faz com que você acabe o livro em menos de uma semana – não tem como falar dessa história sem se apaixonar, rir e chorar).  

terça-feira, 1 de setembro de 2015

[Resenha] A Bibliotecária de Aushwitz - Antonio G. Iturbe

A Bibliotecária de Aushwitz foi o primeiro livro baseado em fatos reais sobre a Segunda Guerra Mundial e o holocausto que li. Não sei muito bem como esse fascínio pelos fatos ocorridos entre 1939 e 1945 surgiu, mas ao saber do holocausto toda informação era pouca ainda tamanha minha indignação. Como milhares de pessoas puderam ser condenadas a morte pelo "crime" de serem judias? A partir disto a admiração só crescia para com aqueles que não se deram por derrotados e sobreviveram onde a morte reinava.
Sobre o livro, assim que li o título na estante da livraria fiquei curiosa, afinal, livros e um campo de extermínio em massa não poderiam estar na mesa frase - mas estavam.
O livro nos conta a história real de Dita Dorachova (com nome fictício de Edita Adlerova) que se viu obrigada a sair de sua querida Praga, ainda criança, e ir para Terezin, parecia uma cidade murada, mas era na verdade um campo temporário de judeus a caminho de Aushwitz. Aos 14 anos Dita e seus pais foram levados a Aushwitz e enquanto seus pais trabalhavam, ela passava o dia no barracão 31, onde secretamente funcionava uma escola, graças a Fredy Hirsh, e Dita, era a bibliotecária. Ela escondia os livros na barra de sua saia e cuidava deles como uma mãe cuida de seu filho: cautela, carinho e amor, afinal, eles eram seu transporte dali para outro mundo. 
Aushwitz
Em julho de 1944 o barracão 31 foi fechado, mas por sorte nada foi descoberto sobre a escola, ou todos teriam sido mortos. Dita então, junto com sua mãe, foram levadas para o campo de Hamburgo, onde trabalharam em jornadas tão longas e com refeições escassas, que os dias pareciam ter muito mas que 24h. Meses depois estavam viajando novamente, o destino era o campo Bergen-Belsen, onde não havia câmaras de extermínio em massa, fornos ou necessitavam de grande trabalho escravo, neste campo, apenas se sobrevivia. Os prisioneiros ficavam horas de pé a comandos dos guardas, se alimentavam uma vez ao dia e se é que recebiam comida - isso se considerarmos uma sopa sem nutrientes algum como comida. 
O cenário que se segue é desolador e quase impossível de acreditar onde os "humanos" conseguiram chegar com tanta crueldade. Os mortos eram jogados em uma vala imensa sem respeito algum e queimados ao céu aberto. Todos viviam em meio a pulgas, piolhos e percevejos, epidemias de tifo e condições precárias de higiene, na qual quem não tinha mais forças para levantar, fazia suas necessidades onde estavam, em suas camas - então os barracões eram uma mistura de insetos, doenças, epidemias, secreções humanas por toda parte, cadáveres e os prisioneiros quase mortos. 
Mas Dita foi forte e sua vontade de viver em meio todo aquele inferno foi maior. Ela resistiu até que finalmente os Aliados venceram a guerra e libertaram todos os prisioneiros dos campos de concentração. Dita tinha chance de recomeçar, e assim o fez. 
Mesmo nesse cenário de guerra e morte, o autor nos envolve no enredo de forma fascinante, onde passamos a fazer parte da história e a vibrar e a chorar entre as linhas. Conhecemos pessoas incríveis e passamos a refletir melhor sobre a vida. É um livro pelo qual me apaixonei do inicio ao fim, e se perguntarem qual é meu preferido, com certeza direi que este é um deles. Sentimos a emoção do escritor ao escrever sobre está incrível pessoa que é Dita Dorachova, que mesmo depois de tudo o que passou não se deixou abater - continuou a vida, procurou um trabalho, apaixonou-se, casou e constituiu uma família.

Dita Dorachova

Ao ler as páginas pude me sentir nos locais em que Dita esteve, e que por enquanto só foi possível conhecer pelos livros, mas que entrou para lista de lugares para conhecer, para poder pisar onde muitas pessoas corajosas e incríveis estiveram, e claro, onde Dita Dorachova esteve - uma mulher forte, cheia de vida, determinada e que nos faz se apaixonar cada vez mais por quem ela é: uma verdadeira heroína. 

Dita Dorachova

Páginas: 366.
Nota: 5 estrelas.

sábado, 10 de janeiro de 2015

[Resenha] Livro As Crônicas de Nárnia


As Crônicas de Nárnia é um dos melhores livros que já li, e como já fiz as resenhas de cada Crônica, vou falar no geral agora. Este livre é um volume único no qual possui sete crônicas:

·         O sobrinho do mago;
·         O cavalo e seu menino;
·         O príncipe Caspian
·         O peregrino da alvorada;
·         A cadeira de prata;
·         A última batalha.

A história de Nárnia começa quando Polly e Digory se encontram num lugar escuro, sem vida, e então aparece Aslam (um Leão dourado, irradiando um certo tipo de luz, com grandiosidade) tudo começa a nascer, qualquer semelhança não é mera coincidência, já que foi Deus que criou nosso mundo. Temos até uma macieira, mas o conceito muda um pouco em relação ao fruto proibido. Os primeiros humanos a morarem em Nárnia se tornam rei e rainha, dos quais toda a população humana neste mundo mágico descende deles.
Em como todo local bom, existe o mau, desde o primeiro dia da existência de Nárnia a Feiticeira branca já está lá, nos mostrando a separação das trevas e das luz. E todo o mal não prospera, então temos a ida de quatro filhos de Adão e Eva para dar a Nárnia esperança novamente. O livro parece não só ser envolto no Cristianismo, com também na Magia, uma vez que aparecem animais mitológicos. Vemos também o sacrifico de Aslam, que é ligado a morte e ressureição de Cristo. E claro que no final vemos o bem prosperando e temos o que chamados de Era do Ouro, que foi o reinado de Pedro, Edmundo, Lúcia e Susana. Durante o reinado deles, mas em O cavalo e seu menino, conhecemos um pouco sobre a Calormânia e em como são um povo cruel e servem a um deus chamado Tash, que é totalmente o oposto a Aslam.


Em o príncipe Caspian os telmarinos tomam Nárnia e passam a morar lá, nos mostram o quanto o homem pode ser cruel e em como muitos seres podem perder a esperança e podem recorrer ao mal em sua falta de fé. Voltam então os quatro filhos de Adão e Eva para este mundo mágico, onde ajudam Caspian a tomar o poder, que era seu por direito. Apenas Lucia consegue ver Aslam, porque ela é pura e cheia de fé. Vemos novamente que o mal não prospera e em toda vitória, a perdas.


No Peregrino da Alvorada vamos um pouco além, o Rei Caspian sai em busca dos sete fidalgos perdidos, passam por aventuras fascinantes e Lucia, Edmundo e Eustáquio se juntam a eles. Ouvimos falar desde o País de Aslam, para onde tanto Ripchip quer ir, até estrelas que podem ter formas humanas. Nesta aventura Eustáquio é mau e mesquinho e aprende após uma provação que não deve ser uma pessoa ruim. No final da aventura Ripchip consegue ir para o País de Aslam, o qual Este o diz que uma vez lá, jamais poderá retornar. Hora de Lucia, Edmundo e Eustáquio voltarem para o nosso mundo, mas antes se encontram com um Cordeiro, perto do País de Aslam, o qual depois de um tempo se transforma no próprio Aslam, interessante não? Lucia e Edmundo partem sabendo que jamais poderão voltar, mas Eustáquio volta em sua próxima aventura em Nárnia, junto com sua colega Jill e recebem uma missão – encontrar o filho perdido de Caspian: Rilian. O mal em A Cadeira de Prata tem forma de uma mulher que é feiticeira e pode se transformar em uma serpente verde. Esta crônica é uma de minhas preferidas apenas pelo final ser estupefato: Jill e Eustáquio antes de retornarem ao nosso mundo se encontram em uma das colinas do País de Aslam, e encontram Caspian já morto. Aslam pede que lhe espetem a pata e quando o sangue dele começa a escorrer, Caspian começa a se tornar jovem até estar em sua melhor idade. Jill e Eustáquio então retornam para o nosso mundo, e Caspian passa a “viver” no País de Aslam.


E para encerrarmos esta aventura, temos o último rei de Nárnia: Tirian. Vemos nesta crônica o mal tomando conta, os animais enganados, os Calormanos se aproveitando e um nome citado a todo tempo: Tash. Como tudo que começa, uma hora termina, e foi neste meio que Nárnia foi acabando. Os reis e rainhas do nosso mundo aparecem (justamente por causa de um acidente de trem), os animais que nunca perderam a fé, mesmo sendo enganados são poupados e todos são levados a uma Nárnia maior, mais cheia de vida, mais grandiosa. Aslam explica que tudo de bom dito ou feito em nome de Tash era na verdade para Ele, e tudo de ruim feito ou dito no nome de Aslam, era para Tash – pois os dois são o oposto e Tash “cuida das coisas ruins”. Todos os Narnianos e os “Ajudantes de Nárnia” seguem uma corrida para um monte, onde há um Jardim com portões de ouro. Lá dentro quando Aslam começa a falar com todos, pouco a pouco vai deixando de ser Leão, e o autor apenas finaliza dizendo que não poderia descrever, tamanha era a grandiosidade, mas que um dia todos poderão conhecer.



Apenas citei algumas partes que nos levam a pensar no Cristianismo enquanto lemos este livro, mas há passagens de Magia também, no que em meu ver, magia não é totalmente relacionada com o pessoal lá de baixo. O livro é fantástico e vale a pena ser lido – até por quem é ateu, porque as histórias são fantásticas. Existem mais “ligações” no livro, mas apenas lendo para saber.
O livro se encerra com C.S Lewis contando “3 maneiras para escrever para crianças”, que é excelente também.

Páginas: 750.
Nota: 5 estrelas. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

A ultima batalha - C.S. Lewis

Bom, eu realmente queria escrever sobre minha vida, meu relacionamento, trabalho e alguns fantasmas que rondam minha mente, assim também como contos, porém minha falta de tempo e não ter um computador em casa impedem/dificultam tudo isso. Então, vamos com mais uma resenha:

As Crônicas de Nárnia: A ultima Batalha - C.S. Lewis

Bem, este é a última crônica que encerra o livro. Nos primeiros capítulos apenas uma coisa passou pela minha cabeça: vontade de rasgar as páginas de tanta raiva por causa de uma macaco que se achava o “bam bam bam” e fez coisas terríveis (como fazer dos Nárnianos escravos dos Calormanos). No decorrer desta crônica vemos que vários seres, anões, animais são enganados e muitos passam a desacreditar em Aslam. Quando o rei Tirian (último rei de Nárnia) se encontra em apuros, Eustáquio e Jill novamente aparecerem, mas desta vez não foi porque foram chamados, mas sim por um motivo maior que não só os levou ali, mas também Lorde Digory, Lady Polly, Rei Pedro, Rei Edmundo e Rainha Lúcia (a última coisa que lembram é de um barulho no trem em que estavam antes de serem transportados para Nárnia). Acontece que com o “mal” em Nárnia, ela é destruída e todos os seres daquele mundo vão para um outro lugar: Uma Nárnia maior e mais bonita, onde há um jardim com portões de ouro onde estão todos os habitantes bons que já passaram por Nárnia – desde o primeiro rei e rainha que estavam com Polly e Digory em sua aventura, no primeiro dia de Nárnia, até o príncipe Tirian, último rei de nárnia que lutou a última batalha (para salvar os Nárnianos dos Calormanos). O narrador encerra esta aventura contando que Aslam ao falar com todos os presentes ali, no decorrer não parece mais um Leão, mas sua magnitude e beleza era tão grande, que não seria possível descreve-la, só quem iria para lá um dia, poderia conhecer.

Páginas: 112.

Nota: 5. 

Tento voltar em breve.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

[Resenha] As Crônicas de Nárnia, A Cadeira de Prata - C.S Lewis


Em A cadeira de Prata temos um velho conhecido que retorna a Nárnia, Eustáquio, e ele não vai sozinho, sua amiga Jill também o acompanha, após pedirem para Aslam deixarem os visitar Nárnia. Assim que chegam ao mundo mágico, uma missão é lhes confiada por Aslam: achar o Príncipe Rilian, filho de Caspian X, que há muito tempo sumiu na floresta. Como se passaram muitos anos em Nárnia, Eustáquio se surpreende ao ver Caspian X já de barba branca, uma vez que navegou com ele no Peregrino da Alvorada velejando para os mares do oriente. Pois bem, a missão começa e junto de Eustáquio e Jill viaja um Paulama (só lendo para saber o que é isso). Aslam lhes dá sinais para poderem completar a missão, e infelizmente os três primeiros são perdidos. Depois de quase serem mortos por gigantes, as coisas começam a funcionar quando caem no mundo subterrâneo e encontram o príncipe envolto por um feitiço. Após o encantamento quebrado, a feiticeira morta e os terrícolas livres, Eustáquio, Jill, Brejeiro e o Príncipe Rilian conseguem sair do submundo. Rilian se encontra com seu pai, que o abençoa e depois parte para o País de Aslam, onde todos um dia irão. Uma curiosidade é que Caspian fica jovem novamente no País de Aslam, Jill e Eustáquio voltam para o nosso mundo onde tudo começa a ir a favor deles. Minha nota é que essa foi a melhor Crônica que li até agora em “As Crônicas de Nárnia”, não sei se é porque me emociono com a morte do Rei, ou pela aventura das crianças, ou pelo que Aslam faz no final para que Caspian possa voltar a ser jovem, só sei que vale a pena ser lida (não só a Crônica, como o livro inteiro).

Páginas: 112.

Nota: 5 estrelas.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

[Resenha] As crônicas de Nárnia - O Peregrino da Alvorada

Em o Peregrino da Alvorada a história começa com Edmundo e Lúcia passando as férias na casa de seu primo Eustáquio – que por sinal ninguém gosta. O primo adora zomba-los, principalmente quando ouve-os falando sobre Nárnia, o que ele não tem a mínima ideia do que seja. Um dia no quarto de Lucia, os irmãos Pevensie e Eustáquio começam a observar um quadro, no qual tem um navio (navegando) muito parecido com os navios de Nárnia, inexplicavelmente as ondas e o navio começam a se movimentar, a água começa a jorrar do quadro inundando todo o quarto, Lucia e Edmundo nadam para dentro do quadro e acabam levando Eustáquio junto com eles. Logo se deparam no oceano perto do Navio, onde são içados. O tempo passado em Nárnia foi relativamente igual ao que passaram em nosso mundo, apenas um ano – um ano do Reinado de Caspian X. A bordo encontram velhos amigos, como Ripchip (o rato falante) e o próprio Caspian. O Rei diz que está à procura de Sete Fidalgos que eram amigos de seu pai e foram enviados para explorar os mares quando seu tio Miraz assumiu o poder – e ai nossa aventura começa. E quanto a Eustáquio, não parava de reclamar um só minuto e queria a todo momento voltar embora, fora o medo que sentiu quando viu faunos, centauros e animais falantes e por tal motivo ficava a maioria do tempo sozinho. 
A primeira parada que o Peregrino da Alvorada faz é nas Ilhas Solitárias – um conjunto de 3 ilhas. Assim que colocam o pé na primeira, são pegos por mercadores de escravos. Por sorte Caspian é o primeiro a ser vendido, e foi vendido justamente para um dos sete fidalgos perdidos. Logo Caspian lhe conta toda a história e seguem para libertar os outros. Com um plano bem feito Caspian liberta os amigos e proíbe a venda de escravos, libertando todos que já eram. 
Em alto mar novamente, eles enfrentam a pior tempestade já vista, no qual as provisões começam a ser racionadas e então temos alguns trechos do diário de Eustáquio para ler – que chega até ser um pouco divertido por ele estar tão irritado. Após a tempestade, eles avistam terra e começam a procurar por provisões. Enquanto isso, Eustáquio se perde de todos e acaba encontrando ouro mágico e um dragão velho, morrendo já (que descobrimos ser mais um fidalgo). Após o dragão morrer, Eustáquio coloca um bracelete de ouro no braço e acaba virando um dragão. Quando todos o veem, pensam que ele é uma ameaça, até Lucia começar a conversar com ele e mostrar a todos que o dragão é na verdade, seu primo. Enquanto Eustáquio começa a se dar conta do péssimo amigo e primo que fora, e começa a se arrepender e a colaborar com todos a partir de então. Caspian e os Pevensie passam a noite na ilha pensando o que iriam fazer com o primo. Para sair desta, Eustáquio se encontra com Aslam, o qual pele por pele de dragão é tirada, até restar somente o Eustáquio que conhecemos.



Tudo certo, hora de seguir viagem. No oceano acabam lutando com uma serpente do mar, e se não fosse por Ripchip, nossa história acabaria aqui. A próxima parada é em uma ilha que eles denominaram “Ilha da Água da Morte” pois há um lago que transforma tudo em ouro e descobrem que mais um lorde passou por esta ilha e infelizmente acabou virando ouro. A próxima aventura acontece na ilha das vozes, onde há um encantamento onde tudo é invisível. Um seres denominados Tontos, raptam Caspian, os Pevensie, Eustáquio e Drinian (comandante do navio) e dão a missão a Lucia de ir à casa do Mago (onde tem o livro de feitiços) para desfazer o encantamento. E assim é feito, Lucia desfaz o encantamento e fica maravilhada com o tanto de feitiços existentes – ela se apega em um especial, a de ser mais bela que todas as mulheres, mas após ver o rosto de Aslam, ela o esquece. Encantamento desfeito, Lucia vê Aslam, conhece o Mago, vê quem são os Tontos e Caspian obtêm informações de para onde foram os outros fidalgos. 



E hora de voltar para o mar. Próximo mistério: “A Ilha Negra” – não passa de um nevoeiro e escuridão em alto mar, onde os sonhos se tornam realidade – os piores sonhos. E lá encontram mais um fidalgo, quase louco já. Na próxima ilha em que fazem uma parada, encontram os outros três fidalgos em um sono mágico sobre uma mesa repleta de comida - é a ilha de Ramandu (Ramandu é uma estrela velha). Lá conhecem a filha de Ramandu, a qual futuramente será esposa de Caspian e descobrem que para quebrar o encanto do sono dos últimos três fidalgos teriam que ir até o fim do mundo (já não estavam muito longe) e deixar algum deles lá. Ripchip de prontidão se ofereceu, ele queria ir para o País de Aslam. Após muita discussão e uma conversa entre Aslam e Caspian, apenas Lucia, Edmundo, Eustáquio e Ripchip partem para o Fim do mundo. Passam por um mar (de água doce) repleto de lírios até chegarem na parte mais rasa, onde uma onda enorme e contínua se destaca – atrás dela é o País de Aslam. 



Ripchip parte para lá, e os Pevensie e Eustáquio começam a caminhar para o sul, onde um cordeiro aparece e este mais tarde se transforma no próprio Aslam (qualquer semelhança é mera coincidência). Aslam diz para Lúcia e Edmundo que não retornaram mais a Nárnia, pois já estão grandes e devem reconhece-Lo em nosso mundo, no qual ele possuí outro nome. Para Eustáquio não diz nada, o que deixa-o esperançoso em regressar para Nárnia. No momento seguinte todos são trazidos para o nosso mundo novamente, e então nossa aventura acaba aqui. E Eustáquio (agora uma pessoa muito melhor), Lucia e Edmundo, tiveram um verão cheio de histórias para relembrar.

Páginas: 118.


Nota: 5 estrelas.