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sábado, 5 de setembro de 2015

Lembrancinhas para a Host Family, O que não esquecer na bagagem e Chegou o dia!


Ao viajar e se hospedar em uma casa de família, querendo ou não, eles esperam uma lembrancinha do Brasil, e ai vem a pergunta, o que comprar? Não sabemos os gostos da família, o que usam ou não, já que é uma cultura totalmente diferente e pessoas que não estão no nosso dia-a-dia. Com ajuda de minha orientadora da STB (de Sorocaba), chegamos as seguintes conclusões:
  • Copos, camisetas, souvenir com a bandeira do Brasil;
  • Lembrancinhas da cidade em que você mora com fotos dos pontos turísticos;
  • Toalhas bordadas;
  • Sabonetes, cremes e perfume de frutas típicas do Brasil (Avon, Natura, Boticário..)
  • Brinquedos verde/amarelo para as crianças;
  • Doces típicos do Brasil.

Os estrangeiros gostam muito de ganhar presentes típicos e que lembrem o país de que o estudante é. A escolha vai depender da quantidade de pessoas na casa, faixa etária e quanto você está disposto a gastar. Minha host family tem sete pessoas, Mãe, Pai e cinco filhos, e todos querem ganhar uma lembrancinha, optei então pelos doces típicos do Brasil, já que não existem na Irlanda. Você pode comprar doces como:
  •  Paçoca;

  • Pé de moleque;

  • Chocolate (eles adoram sonho de valsa);

  • Doce de leite;

  • Doce de banana;

  • Balas.
E chegado a hora, o que não pode faltar nas malas? Lembrando que você pode levar duas bagagens para despachar (a que vai no porão do avião), uma mala de mão e uma mochila/bolsa. Consulte a quantidade de peso permitida no site da companhia aérea, uma vez que pode variar de uma para outra.
Pesquise também o clima para onde está indo, para saber quais tipos de roupa levar. Então segue abaixo um check-list do que não pode faltar na hora de viajar.


Remédios levados na bagagem de mão tem que estar com receita médica, do contrário serão barrados.
Líquidos, comidas, remédios, maquiagem que tenham líquidos também devem ir na bagagem de despacho.
Para maiores duvidas também consulte o site da companhia aérea, que pode acabar variado de uma para outra algum produto.
E então, chegou a minha hora de embarcar e ir para outro país, depois de alguns anos na luta, finalmente estou a realizar meu sonho. Estou com um friozão na barriga do tamanho do mundo, mas sei que vai dar tudo certo. Estou ansiosa para chegar ao meu destino final: Irlanda, e sei que vou sentir muitas saudades de todos. Não sei com que frequência estarei atualizando o blog, uma vez que só estarei utilizando o computador da escola, onde vou estudar, mas as redes sociais, por ter no celular, fica mais fácil (Instagram - Twitter). E se você tem um sonho, realize-o, não importa se seja amanhã ou daqui cinco anos, demorou quatro anos para eu conseguir o dinheiro da minha viagem, trabalhando, fazendo rifas, vendendo roupas, chaveiros, doces, economizando ao sair com os amigos e muitas vezes nem saindo, então se você quer algo, você consegue!

Até logo!

sábado, 2 de maio de 2015

O Menestrel

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão.

Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para, para que você junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende realmente que pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida!!! 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

sábado, 27 de setembro de 2014

[Qualquer título serve]


Aquela prova tinha sido uma droga, eu tinha estudado a droga do mês inteiro para ficar em DP naquela droga de matéria. Droga. Meus pais iriam me matar, eles pagavam faculdade e apenas exigiam: estude. Estude 24 horas por dia - eu tinha sido a nerd em casa e a boa garota para ficar com DP. Talvez eu precisasse de umas doses. Me dirigi para o barzinho de costume, sozinha, eu queria ficar um porre. Sentei ao balcão e pedi um whisky, o ar cheirava a hortelã e alguma música que eu não conhecia estava tocando, mas era boa, o ambiente mal iluminado estava até me fazendo sentir melhor.
 - Posso me sentar aqui? - Olhei para o dono da voz, era alto e moreno, eu podia ver alguns músculos através da camisa e seu sorriso era bem cafajeste. Apenas balancei a cabeça em sinal afirmativo, a noite ia ser longa. - Onde está seu namorado?
 - Ficar em casa estudando não garante romances - disparei bebendo a terceira dose já e por que diabos eu tinha falado aquilo? 
 - Estude menos, se divirta mais - ele olhou em meus olhos para falar isso e eu estava pensando em uma resposta quando ele disparou outra - Parece que teve uma noite difícil, estou certo?
 - Sim - ok, ele sabe jogar, sabe como falar com mulheres que estão bebendo sozinhas num barzinho. Inexplicavelmente contei porque estava ali e como seria quando eu chegasse em casa, ele me pagou uma bebida que eu nem sei o nome e dez minutos depois estávamos conversando, cantando e sorrindo como se nos conhecêssemos anos a fio. Entre intervalos de tempo ele me olhava de cima a baixo, e eu sentia algo em meu estomago... que bem, não tem como explicar. E eu olhava para ele também, tentei guardar cada linha de seu corpo. Disse que precisava ir ao banheiro, e ele disse também. Fomos juntos, mas na volta para nossos lugares não foi como eu havia planejado - foi melhor. Antes de sair do corredor dos toiletes, ele puxou meu braço e então eu estava dentro de uma sala, parecia mais um escritório. Meu cérebro tinha sido lento demais para ver que ele tinha aberto a porta e depois fechado-a atrás de mim. Senti meu corpo contra a parede, e senti o corpo quente dele sobre o meu. "Não vou fazer nada que você não queria, e nem te obrigar a nada" sussurrou ele em meu ouvido, o que acendeu um desejo voraz dentro de mim. Olhei para os olhos dele, enrolei minhas mãos em seu cabelo e o puxei para um beijo - o contato foi eletrizante. Ele delineou meu rosto com as mãos e depois o corpo, ele sabia exatamente o que fazer e como fazer. Em minutos eu estava deitada sobre a mesa, e ele em cima de mim, beijando meu rosto, meu pescoço, meu corpo. Eu o queria. E não estava preocupada sobre estar em um pequeno escritório com pouca luz dentro de um barzinho, com um cara que eu não conhecia. E melhor, eu nem sabia mais o que era faculdade. Eu só sabia que ela era bom no que fazia e que meu corpo respondia positivamente - e estava ficando cansado. Minutos depois estávamos prontos para sair do aposento, e eu estava pronta para ter uma longa noite de sono.
 - Você vai embora agora, não vai? - perguntei, eu sabia o que aconteceria a seguir. Soube no momento que vi o sorrido dele. Ele veio até mim, passou a mão em meu rosto, me deu um beijo e disse apenas sim. - Posso saber o seu nome ao menos? 
 - Você não vai precisar - disse ele sorrindo e saindo da sala. Engraçado, a noite tinha sido perfeita e eu nem sabia o nome do "salvador da pátria". Não o esqueceria hoje, e nem amanhã, e se alguém perguntasse sobre arrependimento, eu sabia que nunca teria. 
Sai da sala e olhei pelo barzinho, é, ele não estava mais lá. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Despedidas e o tal 18 anos

Nunca fui muito boa com despedidas, abraços e choradeira, mas tudo tem um fim - e um ciclo de minha vida acabou. Foi um alivio terminar um técnico de dois anos e meio, mas triste ao saber que aquela seria a ultima aula. Foi triste sair da empresa que trabalhei durante 1 ano e 10 meses, mas estava feliz por tudo que aprendi lá, e pelas pessoas que conheci. Foi uma semana de beijos, abraços e lágrimas, e agora uma nova jornada se inicia. Como se para afirmar mais um pouco tudo que estou dizendo, ainda teve os finalmente 18 anos. As pessoas esperam demais por essa idade, e ela acaba sendo igual a qualquer outra, um ano a mais, mais responsabilidades, mais um passo... Me sinto exatamente como semana passada, quando eu ainda tinha 17 anos, mas agora com uma pequena diferença: posso comprar bebidas (não sou alcoólatra), ir em clubes (não vou em clubes) tirar carta e ser presa (o que é difícil, que eu me lembre,não tráfico drogas, animais e nem pessoas). É, acho que é isso ai.
Estou já em um novo emprego também, e infelizmente minhas passadas por aqui não serão tão frequentes, mas prometo jamais abandonar o blog (e em breve teremos novidades).

Raphaela Barreto

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tudo passa

E como o tempo passa, parecia me ontem ainda brincando no jardim de infância com vários amiguinhos, ou meu aniversário de 15 anos, ou o primeiro dia no colegial. A vida passa tão depressa que quando nos damos conta, caramba já se passou tanto tempo assim? Pois é, já se passou. Ás vezes imagino como é envelhecer, se sentar na cadeira de balanço e lembrar de tudo o que já fiz, olhar para os erros e acertos, sentir como se estivesse no momento de novo, rir com algumas lembranças e chorar com outras. Como será que é viver tanta coisa e ficar lembrando de tudo depois? Bem, ainda vamos descobrir, mas por ora sabemos que o tempo passa, voa, e nós temos que aproveitar tudo o que for possível, porque se você cair, a vida não vai te esperar levantar – ou você a acompanha, ou é deixado para trás.



Na vida tudo passa, não importa o que tu faça, o que te fazia rir hoje não tem mais graça. Tudo muda, tudo troca de lugar, o filme é o mesmo só o elenco que tem que mudar, que alterar, pra poder encaixar, se não for pra ser feliz é melhor largar, então se ligue e busque felicidade, pra existir história tem que existir verdade. Numa estrela cadente o sonho se faz presente, no compasso do batuque de um coração doente, a fera ta ferida, mas não ta morta, Deus fecha a janela, mas deixa aberta a porta. [...] Porque o sol não se tampa com uma peneira, pra quem já ta molhado um pingo é besteira, renovo minha força vendo o sol se pôr, pensamento longe renovo meu amor. Minha voz faz eco, a tristeza que eu veto, não importa qual o papo, o papo aqui tem que ser reto e cada chaga que a gente traz na alma, é a confirmação de que a ferida sara, e se restaura, já foi cicatrizada, eleve as mãos pro céu que tua alma tá blindada. Pois ninguém vive conto de fadas, prefiro meu degrau, do que sua escada. [...] Que por sinal é qra subir e pra descer, um degrau de cada vez, é assim que tem que ser, tá entendendo, o que eu to falando? Caiu a ficha, ou ainda tá boiando? Minhas palavras pairam pelo ar, e o meu show, tem que continuar, por isso eu continuo, no rap eu destruo como dizia Ali, dou ferroadas e flutuo, que nem no ringue tem que ter molejo, na minha criação, a força vence o medo.

O tema sugerido foi "Como a vida passa"
pelo Beites, do blog Anjo da Esquina.
Tentei escrever a nossa realidade em relação ao tempo, e o mais engraçado, é que quando somos crianças, ansiamos por crescer, e quando crescemos, queremos voltar a ser criança.
Achei a musica adequada para o momento também, chama-se "Tudo Passa" do Túlio Deck

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sobre o cotidiano

“Estamos usando o cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso ou o que se nos permite pensar.”
– José Saramago

segunda-feira, 24 de março de 2014

Nascimento


Nossa história começa hoje bem lá em nosso passado, quando o que nossa mãe sentia, nós sentíamos também; quando nós estávamos com fome e nossa mãe mão tinha que rápido se alimentar e quando ficávamos agitados dávamos chutinhos. É ai que tudo começa, e então crescemos e nos desenvolvemos – e precisamos de um espaço maior, enfim nascemos. Sentimos o primeiro sopro de oxigênio entrando em nossos pulmões, sentimos a vida se espalhar por nosso corpo e ai a luta pela sobrevivência começa. Nascimento representa algo novo, início e é um milagre.

Quando penso em vida, nascimento, me vem a imagem de pequenas tartarugas em mente, que ao nascerem já começam a lutar pela sua vida, enfrentando o mar, o desconhecido, mas o fazem por instinto, pela natureza, porque sabem que é o certo a fazer. E assim somos nós, nascemos e então instinto age, o coração pulsa, energia se espalha e a vida cresce. 

O tema sugerido foi Nascimento, pelo Cristiano do blog: Nada de Mais
Ok, eu não sabia a minima ideia de como começar o texto, mas está ai.

segunda-feira, 10 de março de 2014

4 anos de My Life


Neste dia o My Life está completando 4 anos, e como toda boa festa, temos direito a balões, bolo, festa e como isso é um blog, selinho.


Quero agradecer a todos aqueles que me acompanham desde o início e aqueles que começaram a passar por aqui no meio da jornada. Ter um blog pode parecer fácil, mas todo blogueiro sabe como não é simplesmente logar e postar a primeira coisa que vem à cabeça – exige tempo, dedicação e amor.



Todo aniversário do blog eu costumo fazer uma promoção, esse ano vai ser um pouco diferente. Vou explicar, cada leitor sugere um tema para um texto, e para cada sugestão vou fazer um post – e no post vou colocar o nome e o blog de quem deu a sugestão para aquele texto. Simples não? Minha ideia é exercitar mais a minha mente a temas que não estou acostumada a escrever e fazer com que mais blogueiros se conheçam. As sugestões dos temas deverão ser feitas neste post até o dia 23/03/2014, e no dia 24/03 eu já começo as publicações. Conto com a participação de todos, e mais uma vez obrigada pelo carinho e pelas visitas em meu cantinho. 



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Viver é fazer acontecer


A vida pode passar rápido, ou devagar para alguns, com curvas e obstáculos, futilidades e perdas, mas ela passa. É preciso saber em que dar valor, a palavra certa na hora certa. A vida não é só diversão ou tristeza, ou uma roupa para comprar, uma partida, um celular novo, festas, escola, trabalho ou passeios, ela é também sabedoria. É um álbum cheio de recordações, momentos, fragmentos do tempo. É inexplicável, maravilhoso, mágico e temos que fazer tudo valer a pena, mudar o rumo algumas vezes, conhecer outras coisas, se desapegar de algumas. É aprender cada vez mais. É escolher um caminho diferente para ir ao supermercado, é ensinar o filho a andar, é levar um tombo, é levantar. É sonhar, rir e chorar. É voar e imaginar. É aproveitar tudo, porque a vida passa e uma hora acaba. Viver, é fazer acontecer. 

Raphaela Barreto

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Agenda, bloco de notas, caderninho, o que você quiser


Acho que a maioria das garotas tem uma agenda ou um caderninho em que desenham ou fazem anotações, marcam horários e compromissos, escrevem para passar o tempo ou qualquer coisa que venha a cabeça. Cada caderninho contém um pouquinho da vida de cada um, um pouquinho de quem somos, e eu vou expor mais um pouquinho de mim para vocês. Escrevi na última página do meu caderninho azul e sem linhas há pouco tempo e vou mostrar para vocês um pouco do que tem nele. Comecei a usá-lo na metade de 2012 e foi meu companheiro muitas vezes até o fim de 2013, e aí vamos nós.
Muitos textos que estão aqui no blog, foram escritos lá, para passar a hora mesmo ou quando vinha qualquer ideia maluca cabeça ou acontecia algo que me fazia pensar em tais assuntos, e são eles: (nem eu sabia que eram tantos em único caderninho)

Escrevi trechos de livros (a maioria de A Menina que Roubava Livros, Paulo Coelho e Vinicius de Moraes):
“Não ir embora: Ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças.”
“Duas Palavras gigantescas: Sinto Muito”
“[...] Muito forte sou para odiar nada senão a vida, muito fraco sou para amar nada mais que a vida [...]”
“Os seres humanos me assombram”

E músicas de bandas como Green day, Guns ‘n Roses, Legião Urbana, Enegnheiros do Hawai, Bruno Mars, The Pretty Reckless e talvez mais alguma que eu tenha esquecido de escrever aqui.
Escrevi frases também (com a intenção de talvez um dia escrever aqui ou publicar em algum lugar, o que não deu muito certo):

“A sociedade mata o poeta que há em nós”
"É tanta gente, que fica difícil ver as pessoas"
“Me julgue do que jeito que quiser, a realidade é minha, não sua”
“Sinto pena das pessoas que vão morrer na própria ignorância”
“Pra sentir a liberdade, a gente tem que se libertar”
“Normal é questão de ponto de vista”
“Somos formadores de nossas próprias prisões”
“Às vezes você lê um livro, as vezes ele te lê”

Chega de frases.

Marquei telefones, horários de consultas, compromissos, preços, nome da faculdades e possíveis cursos que eu poderia fazer. Fiz MUITA conta relacionada a orçamento, defini gastos, marquei programas para os dias, escrevi sobre as promoções nos blog (participantes e ganhadores), fiz uma lista de livros para ler, que eu não li nem metade ainda, marquei endereços, colei bloquinhos de notas (ta, quem cola bloquinhos de notas em um caderninho que já é para notas? Eu), marquei senhas, inscrições de faculdades, e qualquer outra coisa que achei que deveria marcar. Fiz desenhos também, mas confesso que não nasci para desenhar e é isso. Novo ano, 2014, e um novo caderninho vai se iniciar, o que será que vai ter nele agora?


Eu desenhei um DOMO parecido com esse em meu caderninho ;3

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Perdida

Ela anda sozinha, perdida.
Em cada esquina tenta se encontrar,
Não sabe o que vestir,
Qual sapato calçar, ou a palavra certa para usar.
Ela está presa,
Sem ter correntes amarradas nos pés,
Sem ver o sol nascer quadrado,
Está mergulhada num mar de dúvidas,
O qual vai se afogando lentamente por não saber nadar.
Ela tenta o que almejava,
Mas não está tentando direito.
Não sabe para onde ir,
Ou por onde começar.
Mas continua andando,
Andando até se cansar.
Até se afogar.

Até tudo acabar.

Raphaela Barreto
Novembro

Tecnologia

As pessoas buscas desesperadamente por algum tipo de afeto. No mundo em que vivemos todos vivem conectados 24h, mas se desconectam das coisas que estão ao redor. Afastam-se do calor humano, preferem mexer em um celular a conversar com alguém. Fecham-se e perdem-se em si próprios e não conseguem se achar, se alienam, ficam loucas e toda esta loucura alienada está parecendo lucidez. As pessoas não sabem mais conversar, não sabem ver que o mundo não está em tela com pixels. Se a tecnologia veio para ajudar-nos? Claro que veio, mas tem muita gente não sabendo usar. Tem muita gente esquecendo-se de viver a vida. E quando vem qualquer faísca de sentimento ou simplicidade tornam isso algo grande e intenso – sem necessidade, e depois se decepcionam. As pessoas estão acostumadas ao mundo dos pixels e a praticidade que se esquecem de que o mundo é muito mais que isso. A vida é uma só para darmos valores às coisas erradas e que se for para ter um vicio, que seja por algo de valor, por um sabor a mais na vida e algo que faça seu coração acelerar, não por um objeto qualquer e substituível.  

Raphaela Barreto
Outubro.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Felicidade

Ela estava esperando por aquele momento a noite toda, ela sabia que a hora iria chegar, e ria e sorria com a timidez dele. Os dois se olhavam e ela se perdia naqueles olhos grandes e castanhos e o envolvia com seus braços. No ultimo minuto, antes de ela ter que ir embora, ele a puxou pelo braço e perguntou a tão esperada pergunta, sim – disse ela sorrindo transbordando de alegria. Mil vezes sim. Um eu te amo passou dos olhos para a boca e um sorriso brotou enquanto os lábios de ambos estavam colados um no outro. Nem mil sorrisos poderiam traduzir o coração dela enquanto ela ia embora, mas sabia que em breve voltaria a vê-lo.

Raphaela Barreto
Setembro.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Vamos nos permitir

Disseram-me que nós temos que ser felizes, não importa como, mas esqueceram de contar que muitas coisas na vida vão tentar te afastar da felicidade, ou que você mesmo pode se privar por causa do medo. Temos caminhos e mais caminhos para serem seguidos e sempre alguém quer dar um palpite em qual deles é melhor, mas o melhor de um pode ser o pior do outro. A vida é uma só para seguir o caminho de outrem, trilhe o seu próprio, crie sua história, seja você. Enxergue com os olhos do coração, com a cabeça nas nuvens e com os pés no chão. Permita-se fazer aquilo que quiser sem se preocupar. Permita-se amar, viver e ser feliz.

Raphaela Barreto
Agosto

Decorei

Decorei seu sorriso nos meus lábios, gravei seus braços nos meus. Sei de cor seu cabelo bagunçado e o olhar às vezes tímido, às vezes bravo, até travesso. Te estudei e não me formei ainda, uma caixinha de surpresas em constante transformação. Espero tua mão encontrar a minha, seus braços me envolverem e uma mordida de leve. Espero parar com toda a parafernália de quinta que geram nossas brigas. Espero. Espero o café ficar quente no fogão enquanto a gente se ama no sofá embaixo das cobertas enquanto passa um bom filme. Te espero de braços abertos, até com o coração se for preciso, mas venha e não demore, mas sim demore pra partir.

Raphaela Barreto
Julho

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Brasil - Manifestações de Junho

O Brasil está finalmente acordando, despertando de um sono que durou tempo demais. Pessoas saindo nas ruas e exigindo seus direitos, lutando e mostrando que não é o governo quem manda, e sim o povo. O povo põe no poder, o povo tira. O povo escolhe. O povo descobre, reconhece, se mete. A nação desperta para os olhos do verdadeiro Brasil, corrupção, má distribuição de renda, hospitais e escolas públicas em decadência, pessoas passando fome, impostos altos, e nosso dinheiro? No bolso dos idiotas de terno. Temos mesmo que sair na rua empunhando cartazes e dizer o que pensamos, sem medo, o país é nosso e nele quem comanda somos nós. Chega de fingir que está tudo bem e passar a mão na cabeça dos que se fingem coitadinhos, brasileiros nascemos, brasileiros seremos. Verás que um filho teu não foge a luta.

Raphaela Barreto
Lembrando as manifestações. "O gigante acordou"
Junho.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2014



Mais um ano chegou e que esse seja melhor que todos os outros. Que sejamos felizes, busquemos coisas boas, que conquistemos o que almejamos e que obtenhamos sucesso. Aprenderemos com novos erros e vamos crescer mais ainda. Que não desistamos de nada e que Deus abençoe este novo ano que se inicia. 2013 foi bom, 2014 pode ser melhor ainda. Um ótimo 2014 à todos!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Crer

As pessoas precisam acreditar em alguma coisa para poderem levantar da cama. Não importa se é no cristianismo, espiritismo, hinduísmo ou budismo, o importante é crer em algo. Certa vez ouvi dizer que religião gera guerra, não é a religião que gera guerra, e sim a ignorância do homem. Algumas pessoas simplesmente não sabem aceitar outra cultura, há um Deus, que pode ser atendido por diversos nomes, por que não? Ou então nações inteiras seriam condenadas porque nós temos uma cultura diferente deles – pouco sensata essa afirmação. Todos sabem o que é certo e errado, qual caminho seguir e onde a felicidade de cada um se encontra, por que não seguir em direção ao que queremos? Cada um tem que ser livre para ir e vir, e acreditar naquilo que acha certo, e acima de tudo, ser grandiosamente feliz.

Raphaela Barreto
Maio

domingo, 29 de dezembro de 2013

Crianças

A chuva era constante lá fora, nem forte e nem fraca. O céu acinzentado e o uivo do vento revelava o pouco frio que assolava as ruas. Em minha frente perto da lareira lá estava ele, usando a camisa xadrez que eu dera de presente a ele em tempos remotos. O olhar cálido e verde me encarando revelava o desejo ardente de nossa pele, mas ainda não era hora. Levantei-me e fui em sua direção sorrindo, ele retribuiu o sorriso e mesmo depois de tanto tempo havia um descompasso em meu coração ao olha-lo sorrir. Peguei-lhe a mão e ele sem questionar, me seguiu até fora de casa. A chuva empapava nossas roupas, cada gota gelada revigorava e então brincamos de ser crianças uma ultima vez.

Raphaela Barreto
Abril