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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Berlim: Ilha dos museus

Voltando a falar de Berlim, este post vai ser dedicado aos museus que visitei nesta cidade tão incrível.
Berlim possui diversos museus espalhados por toda a cidade, mas em um local específico podemos contar com cinco museus renomados mundialmente num complexo chamado "Ilhas dos Museus". Aqui no My Life vamos falar de dois apenas e para saber mais detalhes sobre todos, pode clicar aqui, onde será redirecionado para o blog Simplesmente Berlim, onde consegui várias dicas para minha viagem.

1. Neus Museum: Decidi visitar este museu pois abriga uma enorme quantidade de itens da pré-história, história antiga e Egito, sendo temas que adoro, mas que pouco vi em outros museus visitados. Os artefatos mostrados são incríveis e nos fazem pensar em como era a vida há milhares de anos atrás.  

Estátua Egito

Espadas História An






Busto de Homero


Restos mortais após uma batalha

2. Pergamonmuseum (Museu Pergamon): Conforme as estatísticas este é considerado o museus mais famoso da ilha, e não foi difícil entender o porquê. O museu abriga o Altar de Pérgamo, a entrada de um templo grego, o portão do mercado de Mileto, o oitavo portão que dava acesso a cidade da Babilônia e muitos outros artefatos que te levam para o passado em um piscar de olhos. Assim que entrei no museu fiquei deslumbrada com tamanha arquitetura que vi de nossos antepassados, é algo indescritível e que nos traz uma sensação única.























Espero que tenham gostado e o próximo post será sobre um campo de concentração. Para ver mais fotos e acompanhar em dia as viagens e aventura, confiram o instagram do blog ou o meu instagram pessoal


domingo, 8 de outubro de 2017

Resenha, comentários e o que o autor de "Mãe" quis mostrar com o filme?


Como é que começamos a resenha de um filme que te faz ficar agoniado do início ao fim e sem entender patavidas até as últimas cenas? Pois bem, é assim que você se sente ao assistir mãe. 

Confesso que escolhi o filme meio ao acaso, sem muitas opções para a noite, mas caraca, que filme. "Mãe" é o tipo de filme que faz sua mente ficar trabalhando horas e horas depois dos créditos para tentar entender qualquer possível teoria sobre a tal história, e se eu recomendo? Claro que sim! Então vamos a resenha e conclusões e já adianto que terá alguns spoilers. 


O filme nos conta a história de um casal que mora no campo, a mulher sente um amor incondicional por seu marido e então o ajuda a reconstruir sua casa de infância após ser destruída por um incêndio. Mas toda a paz de "mãe" se vai quando visitantes indesejáveis chegam na casa. As analogias então começam, o casal estrangeiro representa os primeiros humanos do mundo: Adão e Eva, e seus filhos, Cain e Abel e acredito que não preciso entrar nos detalhes da história deles pois todos sabem como termina. 
Quando os visitantes finalmente vão embora, "mãe" engravida, e seu marido, o poeta, tem inspiração suficiente para terminar o poema, o que o torna famoso e adorado por pessoas do mundo todo, o que leva a mais visitantes na casa. 


O filme se torna agoniante porque a todo momento ela pede que as pessoas vão embora, suplica ao marido, mas ele está sempre mais preocupado com os hóspedes do que com a própria esposa. A casa inteira começa a ser destruída pelos seguidores do escritor, cultos são feitos dentro da casa, brigas acontecem e até uma guerra, sim uma guerra, e tudo isso com a "mãe" prestes a dar a luz. 
Quando finalmente seu filho nasce, ela tenta em vão que seu marido não o pegue, e quando isso acontece, o filho passa de mão em mão dos fiéis de seu marido, até que ele é morto sem querer e então as pessoas comem sua carne. Mais bizarro ainda, não? Não se lembramos da igreja ao domingo onde aprendemos que Deus nos entregou seu único filho para que morresse por nós e na Santa Ceia comemos pão e tomamos vinho, simbolizando o corpo e sangue de Jesus. 


Frustrada, machucada e magoada, "mãe" decide colocar fogo na casa, para que todos que mataram seu filho morram, para que cesse sua própria agonia. Bom, todos morrem, menos ela própria que acaba inteira queimada, e seu marido, que continua ileso. E então ela pergunta o que ele é, e obtêm como resposta "Eu sou o que Sou, e você é a casa" e pelo amor incondicional que ela sempre sentiu por ele, a casa é reconstruída e a história recomeça. 


O filme é agonizante do início ao fim, o escritor e marido representa Deus, e os estrangeiros a humanidade; o filme é claro ao mostrar nossos individualismo, nossa arrogância e que estamos dispostos a guerrear e a matar por aquilo que acreditamos. "Mãe" representa a natureza, aquela que destruímos todos os dias e que tem seus apelos ouvidos por ninguém. Maltratamos a casa onde moramos, dia após dia, tudo para suprir nossas necessidades.

A única coisa que o autor não revelou sobre o filme foi um remédio que "mãe" tomava toda vez que se sentia mal por alguém destruir a casa e o joga fora logo após ficar grávida. A teoria a seguir veio de meu namorado: seria a magia das religiões pagãs. O que faz sentido, as religiões pagãs cultuavam a natureza e aquele remédio era a única coisa que trazia paz à mulher, mas assim que ficou grávida, ela o jogou fora, encerrando assim paganismo e dando vida ao cristianismo. 
O filme é excelente e te faz pensar durante horas sobre a vida, o mundo, religiões e até sobre quem somos. Apesar de ser agoniante, o filme deveria ser assistido por todos, é uma visão bem interessante de um ateu sobre o mundo em que vivemos. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Uma conversa sobre autismo

 - Meu neto é autista - disse a senhora, procurando qualquer assunto para iniciar uma conversa.
 - Puxa, é mesmo? Eles são bem inteligentes, não é? - por que não conversar? 
 - São sim, o médico já explicou tudo para nós.
 - Eles focam em algo e querem aprender tudo sobre aquilo, não é? - eu estava tentando mostrar meus conhecimentos sobre o assunto. 
 - Sim, meu neto é bem esperto, mas tem que tratar certinho, se não pode ficar igual passou na TV - (referência a novela da globo em que tinha uma autista).  
 - Ah sim. Todos tem uma grande facilidade com contas, Einstein era autista, sabia? 
 - Quem?
 - Aquele cientista famoso... - começando a ficar perplexa. 
 - Não sei quem é, mas o Messi é autista. 

Ok, estamos no Brasil. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Contradições Humanas

Olá pessoal, separei algumas imagens bem interessantes para publicar aqui, encontrei todas neste site awebic. As obras são de Pawel Kuczynski, espero que gostem e reflitam.

















segunda-feira, 23 de junho de 2014

Quem seríamos sem a tecnologia?


Como seria nossa vida sem essa pequena caixinha que chamamos de celular? O que faríamos no ônibus ao invés de ouvir musica? Veríamos nossos amigos no domingo a tarde ao invés de ficar no facebook? Quem nós seríamos sem essa constante tecnologia?

Achei o vídeo no blog "Minha Forma de Expressão"
da Sr. Nathalia.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Sobre um sábado qualquer


Eu sempre falei que não iria começar um post com ok, acho que deixa o texto um pouco pobre, mas resolvi quebrar esta regra. Então...

Ok, ele disse que não iria por motivos pessoais, mas mesmo assim imaginei a tarde toda eu saindo do curso técnico às 17hrs cansada e encontrando-o do outro lado da rua – talvez com uma caixa de bombons ou algumas flores, o que é ridículo uma vez que não faz parte da natureza dele fazer surpresas deste tipo. Devo ser romancista demais para pensar que isso aconteceria comigo, ou boba demais por esperar isto dele. A conclusão é que terminei a tarde saindo do curso sem ganhar chocolates ou flores, apenas encontrando do outro lado da rua as mesmas caras cansadas de sempre. Pois é, foi mais um sábado como todos os outros.

Raphaela Barreto 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Histórias, nossas histórias


Tantos rostos diferentes na rua, tantas pessoas com suas manias, hábitos e vidas. Imagine a história da pessoa que se sentou ao seu lado no ônibus, o tiozinho do mercado, aquele senhor que pega latinha na rua. Imagine a história daquele seu tio distante rico, do empresário que acabou de passar na sua frente. Imagine o pouco que a criança na rua brincando já viveu. Imagine a história de cada um e o que aquele rosto esconde. Todos nós criamos histórias e todos se surpreendem com o que cada um já viveu. Por isso o senhor com jeitão simples e chapéu na cabeça não deve ser olhado com indiferença e o homem de terno não deve ser olhado como egoísta. Todos batalharam para chegar onde chegaram, uns tiveram sorte, outros nem tanto, mas ninguém nunca morre no ponto de partida – mesmo um bebe após o parto aprendeu a respirar fora da barriga. Por isso, é necessário respeito, com a faxineira da empresa até o diretor. 

Raphaela Barreto

quarta-feira, 12 de março de 2014

Apenas parafraseando


Hoje, com 17 anos, se me perguntarem como é ter essa idade, vou responder que é como ter 16, e ter 16 é como ter 15, que é como ter 14, que é igual a ter 13... Só que quando eu me lembro de quando tinha 13, vejo que muita coisa mudou nesses quatro anos e não sei explicar o paradoxo da mudança que não é mudança. Entre as coisas que mudaram na minha vida no decorrer desses anos, está o fato de eu não mais assistir à televisão. Às vezes eu vejo umas partes do Fantástico, ou acompanho o Jornal Nacional, mas é só. A programação televisiva brasileira (pelo menos a da TV aberta) me dá náuseas e me faz desacreditar na possibilidade de um futuro melhor, porque, afinal, as nossas crianças estão assistindo programas como, por exemplo, o Domingão do Faustão. E é especificamente sobre este último que eu quero falar. 
Eu sinceramente não sei como um programa se sustenta no ar por tanto tempo. A única coisa que pode explicar isso é o fato de que há, realmente, pessoas que sentam sua bunda num sofá, nos domingos à tarde, para assistir ao Faustão. Não tenho absolutamente nada contra o Faustão (apesar de achar um saco os seus bordões que deixaram de ser engraçados faz muito tempo e o seu uso exaustivo do adjetivo "glorioso(a)" para se referir a qualquer um), ele faz apenas o seu trabalho. Acontece que, ao meu ver, esse trabalho de "entreter" o público brasileiro está todo errado. Do começo ao fim.
Notei isso quando, esperando começar o Fantástico para assistir a uma reportagem realmente interessante, tive o desprazer de acompanhar os último dez minutos do Faustão. Estava passando as famosas videocassetadas, com gente caindo e se machucando feio, enquanto todos riam e aplaudiam, principalmente as garotas do balé. Essas últimas, então, riem abobadamente de tudo, como se não tivessem cérebro. Ficam apenas lá, paradas, sorrindo, como se fossem parte da decoração do cenário. Eu me recuso a entender esse tipo de humor. Eu sei que os vídeos que eles mostram foram provavelmente concedidos pelas próprias pessoas que filmaram (eu acho), que eles têm permissão para pôr em rede nacional o tombo dos outros, porém eu acho essa maneira de entretenimento a pior já inventada. Me faz lembrar do coliseu e da política do pão e circo... acho que, nesse aspecto, nem tanta coisa assim mudou. E continua a cena: pessoas caindo e se machucando de verdade, quebrando possíveis pernas, braços ou dentes, e as garotas do balé gargalhando, aplaudindo, como se fosse a coisa mais engraçada que já viram, e a plateia acompanhando, todos incentivados pelo Faustão com seus comentários nada gentis sobre o peso e a idade de quem protagoniza a "piada", espalhando esteriótipos para os rincões do Brasil. E olha que eu não vou nem me referir ao fato de não existir homem no balé de programas de auditório como esse, porque essa já é outra (e longa) discussão.
Notei isso quando, esperando começar o Fantástico para assistir a uma reportagem realmente Percebi, então, que a Luana de 17 pode ser parecida com a de 16, mas é bem, bem, bem diferente da de 13, porque a de 13 assistia ao Faustão.

Texto de Luana, do blog Sou o que Quero
E baseado em seu texto desenvolvi o trecho abaixo:



Pensando na forma como falou das idades, eu com 17 anos também, sou a de 16, mas sem duvidas não sou a de 13. Os programas de TV brasileiros lançam muitos esteriótipos na sociedade, eu já tenho uma certa "birra" da globo, costumo dizer que ela é controladora de mentes, uma vez que quando você assiste (principalmente novelas) se prende e não consegue mais sair, ficando o que eu costumo chamar de "sem cérebro". Ao exemplo de faustão, pois é, sou mais uma que não suporta (o máximo que vejo - e se chegar a uma vez por mês é muito - são as danças, porque gosto de dançar, mas assim que começam os comentários, é zapear por qualquer outro canal, afinal não tenho paciência para o que sai da boca do faustão ou para qualquer convidado dele (que ele insiste em interromper a cada 5min). A TV brasileiro já foi melhor, ou talvez não. Acho que as pessoas deveriam exercitar a mente ou fazer qualquer coisa produtiva (ou assistir TV escola, discovery ou Nat Geo) do que passar horas em frente a uma TV.
Eu com 17 anos, falo também que não assisto TV, até porque não tenho tempo, e quando assisto é um filme de meu interesse (ou os três canais acima citados). A TV destrói a mente humana.

Raphaela Barreto

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Crianças x Adultos


As crianças riem em média cerca de 400 vezes por dia, e os adultos em média apenas quinze. Por quê? É tão difícil ser feliz? Parece que sim. Adultos se preocupam demais, coisas demais e vivem de menos. Por que uma criança fica feliz ao receber uma bala e adultos custam a dar um simples sorriso para alguém na rua? A maioria dos adultos pensam em viver, mas esquecem de fazer isso. Eles estabelecem uma rotina na qual diversão não entra muitas vezes. Procuram pela felicidade, mas esquecem de tê-la. A felicidade não tem segredo, é só abrir a porta que ela entra.

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E aproveitando,  mais uma vez obrigada a todos que participaram da Promoção seu Cantinho no meu, a vencedora foi a Beatriz Elisa, e embaixo está o selinho (:

(Clica na imagem)

Bom carnaval a todos !

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Um pequeno momento de loucura


Ela estava fitando a parede branca, vazia, sentada numa cadeira qualquer onde costumavam conversar sobre coisas banais e rir à toa, o que não estava acontecendo nos últimos dias. Só gritos ecoavam pela casa e soluços de choros reprimidos, e ela se perguntava o porquê. Todos os seus músculos estavam tensos, rígidos, ela sabia que iria explodir. Perto dela estava uma mesinha, daquelas do chá das cinco, pires e pratinhos estavam graciosamente arrumados. A discussão que tiveram a pouco passou por sua cabeça, ela somente esticou a mão e pegou uma xícara, parecia coisa de novela, mas era assim que ela iria aliviar tudo o que tinha no peito, a dor, as lágrimas presas, tudo. Jogou a delicada xícara na parede, ela se partiu em pedaços e caiu no chão. Uma por uma foram acertadas longe, até que um gritou rouco saiu de sua garganta e ela deslizou para o chão, chorando aliviada, talvez haveria outra discussão por causa dos pires quebrados, mas valia a pena se sentir assim agora, ou ele entenderia o que estava acontecendo e então poderiam limpar toda a bagunça, sentar na cadeira e juntos, conversar sobre coisas banais e rir à toa novamente.  

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

[Resenha] O que é magia - João Ribeiro Junior

No livro o que é magia de João Ribeiro Junior entendemos o que é magia e quais são suas práticas. Ao contrário do que muitas pessoas pensam não existe somente magia negra, mas magia branca também. Vemos que quem pratica magia, é o mago, que não passa de um homem comum em busca de conhecimento, sabedoria e equilíbrio com o universo –“O objetivo da magia é o conhecimento integral do homem” – Conhece-te a ti mesmo. Bruxos praticam bruxaria e feiticeiros, feitiçaria – ambas usando mais desejos carnais. Como tudo no mundo, para o lado do bem, existe o mal, ou seja, existe o culto a Deus e o culto aos demônios também. Aprendemos sobre o que é ocultismo e o que ele significa para um mago. A escrita do livro é mais técnica, mas não difícil de ser compreendida. Recomendo o livro para quem quer entrar ou conhecer este mundo de mistérios.

Capítulos: As singularidades particularidades da magia; As modalidades mágicas; As práticas mágicas e os símbolos, Magia e religião, Magia e Ciência; Amor e sexo segundo a magia; e Indicação para leitura.

Páginas: 50.


Nota: 3 estrelas. 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Perdida


Ela anda sozinha, perdida.
Em cada esquina tenta se encontrar,
Não sabe o que vestir,
Qual sapato calçar, ou a palavra certa para usar.
Ela está presa,
Sem ter correntes amarradas nos pés,
Sem ver o sol nascer quadrado,
Está mergulhada num mar de dúvidas,
O qual vai se afogando lentamente por não saber nadar.
Ela tenta o que almejava,
Mas não está tentando direito.
Não sabe para onde ir,
Ou por onde começar.
Mas continua andando,
Andando até se cansar.
Até se afogar.
Até tudo acabar.

Raphaela Barreto

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tecnologia


As pessoas buscas desesperadamente por algum tipo de afeto. No mundo em que vivemos todos vivem conectados 24h, mas se desconectam das coisas que estão ao redor. Afastam-se do calor humano, preferem mexer em um celular a conversar com alguém. Fecham-se e perdem-se em si próprios e não conseguem se achar, se alienam, ficam loucas e toda esta loucura alienada está parecendo lucidez. As pessoas não sabem mais conversar, não sabem ver que o mundo não está em tela com pixels. Se a tecnologia veio para ajudar-nos? Claro que veio, mas tem muita gente não sabendo usar. Tem muita gente esquecendo-se de viver a vida. E quando vem qualquer faísca de sentimento ou simplicidade tornam isso algo grande e intenso – sem necessidade, e depois se decepcionam. As pessoas estão acostumadas ao mundo dos pixels e a praticidade que se esquecem de que o mundo é muito mais que isso. A vida é uma só para darmos valores às coisas erradas e que se for para ter um vicio, que seja por algo de valor, por um sabor a mais na vida e algo que faça seu coração acelerar, não por um objeto qualquer e substituível.  
Raphaela Barreto

“Quando a tecnologia ultrapassar a interação humana, haverá uma geração de idiotas.” – Albert Einstein 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Soco no estômago


Não temos mais tempo para brincar, a vida cobra e então é hora de crescer. A sociedade nos obriga a isso e é difícil dizer adeus para muita coisa que amamos e fizeram parte de nós. As responsabilidades aumentam e é hora de desempenhar papel de gente grande. Quem diria que crescer seria tão chato e eu que não via a hora quando era criança. Se vou ganhar novas experiências? Claro que vou, mas a simplicidade parasse não habitar o mundo adulto, e eu gosto do simples. Me apaixono pelas simples coisas que me fazem sorrir. Como diria Clarice, a vida é um soco no estômago
Raphaela Barreto

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Confusa


Simplesmente confusa, não entendo e não sou entendida. Sou tão confusa, que me identifico com textos, músicas e até mesmo imagens confusas. Consigo entender as coisas confusas, da mesma forma que um artista entende sua obra. Às vezes, digo que não tem sentido, mas sei o sentido de não ter sentido.
A confusão para mim, se torna simples quando a simplicidade se torna confusa. Como poderia afirmar algo, se estaria negando sua outra afirmação? Como poderia concluir, se não tenho certeza de minhas conclusões?
A confusão, se observada quando se está confuso, é confusa. Se observada quando se está calmo, é complicada. Porém, se observada quando que está perdido, é simples. A maior parte de mim é confusa, e a outra, perdida, pois ainda não sei bem como defini-la, só como perdida. Sempre procuro, mas não encontro. Talvez, não encontro, porque não sei o que procuro, só sei que não é nada do qual já encontrei... Possa ser que procuro mais conhecimento, mas por que não conheço o que procuro?
Simplesmente confusa, não entendo e não sou entendida.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Minhas formas


Gosto das palavras, das manhãs mornas e do canto dos pássaros. Gosto da simplicidade das coisas, de sorrisos sinceros, olhares cativantes e abraços apertados. Sorrio com facilidade, mas choro também. Sou manhosa, carente, ciumenta e por diversas vezes chata. Não sei amar alguém pela metade e nem me doar em pedaços. Quero tudo ou quero nada, sou sua por inteira ou não sou nada. Gosto de carinho nas noites frias ou quentes, de abraços inesperados e de beijos alucinantes. Não tenho medo de me entregar, mas sim do que pode acontecer depois. Sou às vezes antítese ambulante, um mistério indecifrável, às vezes um livro aberto. Sou eu mesma de muitas formas, cada forma um jeito. Meu jeito, difícil de ser entendido, fácil de ser desvendado.

Raphaela Barreto
Inspirada nos textos de Clarice Lispector

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Engraçado


A vida é uma coisa engraçada e o ser humano é algo tão frágil. Somos egoístas, hipócritas, preconceituosos, amantes, energizados, loucos, comedores, falantes e pensantes. Somos legiões de bons e ruins, temos o mal e o bem dentro de nós. Seguimos tantos caminhos que nos perdemos no meio de nossa história, são tantas crenças que não sabemos em qual acreditar, são tantas palavras que não sabemos quais falar. É tanta coisa que não sabemos escolher. Somos perdidos em nós mesmos e vivemos na busca de nos achar. Somos frágeis, a mesma mão que nos deu a vida, num minuto pode tirar. Num sopro, a vida pode acabar. Repito, a vida é uma coisa engraçada. 

Raphaela Barreto

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A morte - Vinicius de Moraes


A morte vem de longe
Do fundo dos céus
Vem para os meus olhos
Virá para os teus
Desce das estrelas
Das brancas estrelas
As loucas estrelas
Trânsfugas de Deus
Chega impressentida
Nunca inesperada
Ela que é na vida
A grande esperada!
A desesperada
Do amor fratricida
Dos homens, ai! dos homens
Que matam a morte
Por medo da vida.

 - Vinicius de Moraes

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Vão


Eles vão.
Simplesmente em vão.
O que querem com isso?
Cadê a razão?
Dizem-se simples, mas esquecem-se da beleza das auroras,
Do canto dos rouxinóis,
Do sol nascendo e do barulho das marés nos nossos pés.
Onde estão?
Em vão?
Sorrir com outro sorriso,
Acalentar-se ao calor de um corpo,
Ver a gentileza escondida na sarjeta,
Ser você,
Pra você.
Por você.
E onde eles estão?
Caminhando na rua dos números,
Esquecendo a vida morna,
E eles vão.
Em vão.
Sem razão.
Viver em vão.
Morrer sem razão.

Raphaela Barreto.