terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Casa Anne Frank - Um museu com muita história

A Casa de Anne Frank é um museu extraordinário. É o esconderijo onde, durante a Segunda Guerra Mundial, Anne Frank escreveu seu diário. Citações do diário de Anne, fotos, filmes e objetos originais ilustram os acontecimentos que aqui se passaram. 


"Há de chegar o dia em que esta guerra medonha acabará, há de chegar o dia em que também nós voltaremos a ser gente como os outros e não apenas judeus!" (Anne Frank, 11 de abril de 1944).

Anne Frank: Anne Frank é uma entre os milhões de vitimas da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Ela nasceu em 12 de Junho de 1929, em Frankfurt am Mein, na Alemanha. Em 1933, com a ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha, instalando um regime antijudaico, a família Frank, de origem judaica, decidiu mudar-se para os Países Baixos, tendo-se fixado em Amsterdam, onde o pai, Otto, estabeleceu uma empresa. 

A ocupação dos Países Baixos: Em maio de 1940, o exército alemão invadiu os Países Baixos e implementou cada vez mais medidas contra os judeus. No dia 6 de julho de 1942, Otto e Edith Frank e as filhas Margot e Anne se esconderam. 

Desaparecimento: A família Frank escondeu-se no prédio da Prisengracht 263 onde Otto Frank tinha a sua empresa. Mais tarde, juntaram-se a eles Hermann van Pels, a sua mulher Auguste, o filhos deles, Peter, e Fritz Pfeffer. O prédio da empresa de Otto era composto por duas partes: a casa da frente e a "casa de trás" ou o Anexo Secreto. No andar superior do anexo viviam as oito pessoas escondidas. 

Diário: No seu décimo terceiro aniversário, Anne recebeu um diário dos pais. Quando a família Frank decidiu refugiar-se no Anexo Secreto, Anne levou o diário consigo.

Museu: Das oito pessoas escondidas, só Otto Frank sobreviveu à guerra. Ele decidiu publicar o diário de Anne. Em 1960 o Anexo Secreto, onde viveram escondidos, tornou-se museu.

Os moradores do Anexo


Otto Frank: Nasceu em 12 de maio de 1889 em Frankfurt am Mein, Alemanha; sobreviveu à guerra e faleceu com 91 anos em Basileia, na Suiça. 

Edith Frank-Hollander: Nasceu em 16 de janeiro de 1900 em Aken, Alemanha; faleceu, no campo de extermínio Auschwitz-Birkenau, em 6 de janeiro de 1945.

Margot Frank: Nasceu em 16 de fevereiro de 1926 em Frankfurt am Mein, Alemanha; faleceu de tifo, no campo de concentração Bergen-Belsen, em março de 1945.

Anne Frank: Nasceu em 12 de junho de 1929 em Frankfurt am Mein, Alemanha; faleceu de tifo, pouco depois de Margot, no campo de concentração Bergen-Belsen, em março de 1945.

Hermann van Pels (senhor Van Daan): Nasceu em 31 de março de 1898 em Gehrde, Alemanha; faleceu, provavelmente numa câmara de gás, no campo de extermínio Auschwitiz-Birkenau, em outubro de 1944.

Auguste van Pels-Rottgen (senhora Van Daan): Nasceu em 29 de setembro de 1900 em Buer, Alemanha; faleceu durante o transporte de Bergen-Belsen para o campo de concentração Theresienstadt, em abril ou maio de 1945.

Peter van Pels (Peter van Daan): Nasceu em 8 de novembro de 1926 em Osnabruck, Alemanha; faleceu no campo de concentração Mauthausen, em abril ou em maio de 1945.

Fritz Pfeffer (Albert Dussel): Nasceu em 30 de abril de 1889 em Giessen, Alemanha; faleceu, no campo de concentração Neuengamme, em 20 de dezembro de 1944.

Os colaboradores do Anexo

Miep Gies-Santrouschitz: Nasceu em 15 de fevereiro de 1909 em Viena, Áustria; faleceu em 11 de janeiro de 2010 em Hoorn, Países Baixos.

Johannes Kleiman: Nasceu em 17 de agosto de 1895 em Koog aan de Zaan, Países Baixos; faleceu em 28 de janeiro de 1959 em Amsterdam. 

Victor Kugler: Nasceu em 6 de junho de 1900 em Hohenelbe, Áustria; faleceu em 14 de dezembro de 1981 em Toronto, Canada. 

Bep Voskuijl: Nasceu em 5 de julho de 1919 em Amsterdam, faleceu em 6 de maio de 1983 em Amsterdam.

Armazém

Otto Frank tinha duas empresas sediadas neste prédio: a Opekta e a Pectacon. A Opekta comercializava um gelificante para compota e a empresa Pectacon fazia condimentos para carne. Para tal, no armazém moíam-se especiarias, tais como pimenta e cravo.
Os empregados do armazém desconheciam que havia gente escondida no anexo. No entanto, os empregados do escritório sabiam. Otto Frank pediu-lhes para o ajudarem a ele e à sua família, na clandestinidade. 
"Durante o dia temos sempre que andar levemente e falar sem barulho, porque não nos podem ouvir no armazém" (Anne Frank 11 de julho de 1942).
Escritório

Os empregados do escritório e colaboradores, Victor, Miep, Joahannes e Bep, mantiveram-se a trabalhar para a Opekta e Pectacon durante a guerra. Partilhavam o mesmo espaço de escritório. Os colaboradores forneciam aos clandestinos alimentos, roupas, livros e jornais. Esta responsabilidade era pesada: os clandestinos estavam completamente dependentes deles e ajudar pessoas escondidas era uma atividade de grande risco.
Miep Gies e Bep Voskujil compravam alimentos nas lojas do bairro e no mercado negro. Jan gies, o marido de Miep, arranjava senhas de racionamento através de seus contatos com a resistência. Com o decorrer da guerra tornava-se cada vez mas difícil encontrar comida. 
"Kugler, por ter assumido uma responsabilidade colossal que lhe pesa demais e o põe tão nervoso que, por vezes, quase não consegue pronunciar uma palavra" (Anne Frank, 26 de maio de 1944).
Depósito

No depósito guardavam-se, entre outros, especiarias. Visto que as mesmas não podiam estar diretamente expostas à luz do dia, as janelas foram pintadas. Assim, o Anexo não era visível.

Os quartos do anexo estão vazios. em 1961, Otto Frank mandou fazer maquetes do anexo que mostram como este estava mobiliado durante o tempo em que serviu de esconderijo.
Depois dos clandestinos terem sido presos, o Anexo foi esvaziado por ordem dos nazistas. Em 1960, quando o Anexo se tornou um museu, os quartos ficaram vazios a pedido de Otto Frank. O Anexo vazio simboliza o vazio de milhões de pessoas que foram levadas e nunca mais voltaram.

Passagem com estante giratória


A estante giratória escondia a entrada para o anexo e foi construída à medida para este fim. As janelas da passagem foram forradas com papel opaco de fibra de vidro. Para quem se encontrava na parte da frente da casa, o anexo era totalmente invisível. 
"O nosso esconderijo é agora perfeito. O senhor Kugler teve a boa ideia de tapar a porta de entrada do anexo" (Anne Frank, 21 de agosto de 1942).
O esconderijo 

No dia 6 de julho de 1942, segunda-feira de manhã, Otto, Edith, Margot e Anne Frank foram para o esconderijo. Uma semana depois seguiu-se a família Van Pels: Hermann, um associado de Otto, Auguste e o filho Peter. Quatro meses maus tarde, juntou-se a eles Fritz Pfeffer, um conhecido da família Frank. Os clandestinos iriam permanecer dois anos no esconderijo. 
"Durante o dia nossas cortinas não podem abrir nem um centímetro" (Anne Frank, 28 de novembro de 1942).
Os clandestinos estavam 24 horas por dia no interior. As cortinas do anexo permaneciam sempre fechadas, para que os vizinhos não os pudessem ver. De dia, quando os trabalhadores estavam ao serviço do armazém, os clandestinos tinham de estar em silêncio. A falta de espaço no esconderijo e a angústia de serem descobertos provocaram muita tensão.

Quarto de Otto, Edith e de Margot Frank


O quarto de dormir de Otto, Edith e Margot era usado pela família Frank também como sala de estar. Anne encontrava-se aqui muitas vezes. 
Para a grande alegria dos clandestinos, os aliados chegaram à Normandia em 6 de julho de 1944. Cheios de excitação, os clandestinos seguiam os movimentos das tropas aliadas através da rádio. Num mapa, Otto Frank ia marcando os avanços.
Desde o início da vida de clandestino, Otto e Edith iam marcando com riscos na parede o crescimento das filhas. Em dois anos, Margot cresceu uns cinco centímetros e Anne mais de treze centímetros,

O quarto de Anne Frank e Fritz Pfeffer


Anne tinha de partilhar um quarto com Fritz e isso provocava regularmente grandes discussões. Custava muito a Anne não poder ir para o exterior. No sei diário podia desabafar e ela passava muito tempo escrevendo.
"Aprecia-me andar de bicicleta, danças, assoviar, ver o mundo, gozar a minha juventude, ser livre" (Anne Frank, 24 de outubro de 1943).
Como muitas meninas, Anne decorava o seu quarto com imagens. As imagens refletem a transformação de Anne menina para mulher adulta. No início, ela gostava sobretudo de estrelas de cinema, mais tardem ela interessou-se mais pela arte e pela história. Ela acrescentava imagens e colava-as umas sobre as outras.
"O pai trouxe toda a minha coleção de postais de estrelas de cinema e revistas, e eu transformei-os, com colas e pincel, em lindos quadros para as paredes. Agora o quarto tem um aspecto alegre" (Anne Frank, 11 de julho de 1942).
Banheiro

Durante o dia, os clandestinos evitavam usar o vaso sanitário e a torneira. A canalização passava pelo armazém e os empregados não sabiam que havia gente escondida no edifício. 
"'Sst... pai, quieto, Otto, sst.... Anda cá, já não podes deixar a água correr. Anda devagar!' Estes foram os vários avisos para o pai no banheiro. Às nove horas em ponto ele tem de estar na sala. Nem uma gota de água pode correr, já não se pode ir ao banheiro, não se pode andar, tudo quieto" (Anne Frank, 23 de agosto de 1943).
O quarto de Hermann e de Auguste van Pels e sala comum

O quarto de dormir de Hermann e de Auguste servia igualmente de sala de estar e de cozinha. Os clandestinos passavam aqui muito tempo a cozinhar, a comer, a estudar, a ler, a rir e a discutir. Com o decorrer do tempo, estar escondido tornava-se mais difícil. As reservas de alimentos diminuíam e as tensões e irritações aumentavam. 
"Para amanhã já não temos um pedacinho de pingue, para já não falar de manteiga ou margarina. O nosso almoço: couve de conserva de barrica! É incrível como a couve cheira mal depois de ter estado guardada durante o ano todo!" (Anne Frank, 14 de março de 1944).
Quarto de Peter van Pels


 Peter era o único dos clandestinos que tinha um "quarto" próprio. A escada no seu quarto conduzia ai sótão, onde se guardavam os alimentos. Anne e Peter passavam muito tempo no sótão. Era o único lugar onde eles podiam olhar para a rua e estarem sozinhos.
"Olhávamos os dois para o céu azul, para o castanheiro sem folhas, em cujos ramos cintilavam gotinhas, para as gaivotas, no seu voo planado, parecem de prata" (Anne Frank, 23 de fevereiro de 1944).
Inicialmente, Anne não tinha grande apreço por Peter. Mais tarde, corrigiu essa imagem; até se apaixonou por Peter e recebeu dele o seu primeiro beijo. Depois de algum tempo, estes sentimentos passaram e Anne afastava-se mais dele.

A Sjoa (traição)

Após uma denúncia feita por telefone às S.S. alemãs, a polícia invadiu a Prisengracht 263 em 4 de agosto de 1944. Tinham sido traídos. Os oito clandestinos e os colaboradores Joahnnes Kleiman e Victor Kugler foram presos. Os nazistas deixaram Miep Gies e Bep Voskujil em paz. 
Há muitas teorias sobre a traição. Nenhuma pôde ser confirmada, apesar de diversas investigações que foram feitas depois da guerra, o traidor nunca foi encontrado.
Em 3 de setembro de 1944, os oito clandestinos foram deportados para o campo de extermínio Auschwitz-Birkenau. Das oito, apenas Otto Frank sobreviveu à guerra, assim como os colaboradores. 

Otto Frank
"Para construíres um futuro, tens de conhecer o passado" (Otto Frank, 1967)
No dia 3 de junho de 1945, Otto Frank voltou para Amsterdam. Sabia que sua mulher Edith tinha morrido, mas tinha esperanças que suas filhas ainda estivessem vivas. Depois de saber que Margot e Anne tinham morrido em Bergen-Belsen, Miep Gies entregou-lhe os diários de Anne.
Após alguma hesitação, Otto decidiu publicar o diário. No dia 25 de junho de 1947, saiu a primeira edição em holandês.
Otto Frank empenhou-se, durante o resto de sua vida, no combate à discriminação e aos preconceitos. Ele teve um papel ativo na abertura do esconderijo como museu, em 1960. Até à sua morte em 1980, ele respondeu milhares de cartas de pessoas que tinham lido o diário de Anne.

O diário


"Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta" (Anne Frank, 5 de abril de 1944).
No seu décimo terceiro aniversário, Anne recebeu um diário com uma capa de quadrados vermelhos. Quando este ficou cheio, ela continuou a escrever em cadernos. A partir de 20 de maio de 1944, Anne reescreveu o diário em folhas soltas. Ela queria publicar um livro, depois da guerra, sobre a sua vida no Anexo Secreto. Anne também escrevia pequenas histórias e copiava frases dos livros que lia.
"O que passou, já não podemos mudar. A única coisa que podemos fazer é aprender com o passado e compreender o que significa a discriminação e a perseguição de gente inocente. A minha opinião é que todos temos a obrigação de combater os preconceitos" (Otto Frank, 1970)
"Quero continuar vivendo, mesmo depois de minha morte", escreveu Anne em seu diário em 5 de abril de 1944. Seu maior sonho? Se tornar uma grande escritora. O que ela não sabia, é que seu diário iria se tornar um dos livros mais lidos do mundo. O diário e a história da vida de Anne continuam sendo uma fonte de inspiração para pessoas de todas as gerações e nacionalidades.

"Você sabe desde muito tempo que meu maior desejo é se tornar uma jornalista, e mais tarde, uma famosa escritora. Em todo caso, depois da guerra eu gostaria de publicar um livro chamado 'O Anexo Secreto' " (foto tirada por mim, no ultimo cômodo visitado).
"Eu sei o que quero, tenho um objetivo, tenho uma opinião, tenho uma crença e um amor" (Anne Frank, 11 de abril de 1944).


Nota pessoal: Todo o texto acima foi retirado do panfleto que entregam na entrada da casa de Anne Frank. Infelizmente não é possível fotografar o museu, as fotos acima foram retiradas da internet. 
A sensação de visitar o museu é indescritível, não há palavras para explicar tamanha emoção. Ao longo do cômodos vemos frases de Anne, sua história em cada centímetro do lugar. Confesso que por diversas vezes segurei o choro, não apenas por estar ali, mas pela história que cerca todo o lugar, a história de milhares de pessoas que viveram durante aquele período, tornando-o histórico.

Foto de um dos cômodos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Mochilão em Amsterdam

Sempre tive muito vontade de ir para Amsterdam para visitar um lugar em especial: a casa de Anne Frank, então pesquisa daqui e pesquisa de lá, achei passagens com um valor muito bom para se viajar no meio da semana, então arrumei a mochila, programei meus roteiros e bora para esse país baixo.



Embarquei no avião às 11h e cheguei em Amsterdam às 14h (o voo é uma hora e pouquinho partindo da Irlanda, mas tem o fuso horário). Ainda no aeroporto tracei a rota da estação de trem até meu primeiro destino: Van Gogh Museum, uma vez que ficaria sem internet depois. Então peguei o trem e desci na estação central, bem ao centro de Amsterdam, o primeiro impacto foi ver um trânsito esquisito, carros, bondes, motos, pessoas e muitas bicicletas passando pelo mesmo lugar, atenção redobrada para atravessar a rua e mais atenção ainda em algumas ruas que não parecem ruas, mas de repente e do nada, surge um carro. Passado esse primeiro impacto, a cidade é cativante e cada passo me apaixonava mais pela paisagem.






Cheguei no museu por volta de quatro horas (após quase 40min de caminhada da estação de trem central), não estava muito cheio o que tornou a visita mais agradável. Não é permitido fotografar lá dentro (mas não resisti as fotos abaixo). O museu é bem arquitetado e contem vários quadros de Van Gogh (óbvio) que ajudam a contar sua trajetória ao longo dos anos. A sensação de se estar em um lugar que faz parte da história, onde estão quadros de um pintor famosíssimo, é muito boa, é uma energia difícil de explicar que nos cerca, tudo isso claro, se você manter a mente aberta e não só pensar "são apenas quadros".



Atrás do museu


Sai do museu e voltei para o centro, perto da estação central de trem novamente (mais vários minutos de caminhada), para onde ficava meu hotel: The Bulldog Hotel. Na caminhada pude perceber melhor a quantidade de coffee shops que tem e é bizarro. Praticamento em cada beco tem dois ou três, e é normal você fumar e pessoas de todas as idades passarem do lado, eles preferem a maconha ao cigarro e em vários lugares você vê plaquinhas do tipo "proibido cigarro, permitido ervas".
Continuando o passeio, o Hotel onde dormi é muito bom, possui restaurante e servem café da manhã e o melhor, tem vários lugares perto, como por exemplo pizzarias, restaurantes, lanchonetes, bares... Tinha até uma parque há cinco minutos caminhando.


No outro dia acordei por volta das sete horas, queria acordar o mais cedo possível para não enfrentar fila para entrar na casa da Anne Frank (que ficava cerca de 15min caminhando do Hotel). Talvez porque fui cedo demais ou porque era uma quarta feira, fiquei cerca de 30min na fila, mas esse passeio merece outro post inteiramente dedicado a Casa da Anne Frank, então continuemos para o próximo lugar a ser visitado: Madame Tussaud (museu de cera). Sempre tive vontade de conhecer um e adorei ter conhecido esse, é um bom entretenimento, só fiquei triste por não conseguir tirar foto com a estátua de cera do Johnny Depp (estava na "vitrine").

Casa da Anne Frank











Próxima parada: Red Light District. São becos onde há mulheres expostas para programas. Bizarro define. São portas de vidros e atrás há mulheres de biquines e lingeries, quando um cliente entra, elas apenas fecham as cortinas e ai é só fazer o trabalho. Não é permitido fotos (até por bom senso e respeito as moças - muito bonitas por sinal). Nas ruas detrás desses becos, há vários sex shops e teatros com apresentações de burlesque e sexo - o qual não fui em nenhum, mas li nos cartazes. E é bem normal ver famílias passeando perto da red light, senão na própria red light. 
Próxima parada: um tour pelos canais de Amsterdam, que nos proporcionam visões maravilhosas da cidades e da natureza.





E por ultimo, mas não menos importante, O Museu do Sexo. Há artigos e peças do Império Romano como pratos e facas com desenhos de relações sexuais, livros sobre sexo, fotografias, quadros, uma homenagem a Marilyn e até a Red Light. É bem interessante, mas vá preparado para ver de tudo.





Marilyn 


Homenagem ao Red Light District

Homenagem ao Red Light District
E assim encerra meu mochilão de menos de 48h por Amsterdam, depois do museu do sexo, peguei o trem na estação central e voltei para o aeroporto, meu voo era às 20h. O passeio foi rápido, mas valeu muito a pena conhecer essa cidade que mistura cultura, conhecimento, história com a quebra de tabus sobre maconha e sexo.