segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dublin Castle


Dublin Castle está situado na Dame Street, no centro de Dublin. Foi inicialmente fundado como importante complexo defensivo por ordem do Rei João em 1204, pouco depois da invasão normanda da Irlanda em 1169, para evitar invasões e ataques.


Desde então já serviu para inúmeros propósitos: Forte Militar, prisão, abrigou o tesouro nacional, foi tribunal de justica e por 700 anos funcionou como um prédio de administração inglesa. Em 1922 quando a Irlanda conseguiu sua independência a posse do Castelo foi dada a Michael Colins. 


O Dublin Castle foi reconstruído diversas vezes entre os séculos XVIII e XX, portanto seu exterior abriga diversos estilos arquitetônicos. 
Atualmente o Castelo é composto por diversas partes em que se é possível fazer tours de até €6,50. 
Particularmente adorei ter visitado este lugar histórico, ao fechar os olhos e deixar a imaginação fluir pude imaginar como foram os primeiros séculos daquele grande Castelo, os reis, as princesas, a vida cotidiana dos que ali moravam e suas preocupações.

Brasões dos extintos cavaleiros de St. Patrick. 

Brasões dos extintos cavaleiros de St. Patrick. 

Galeria de importantes nomes da história Irlandesa. 

A Sala do Trono foi construída em 1970 dedicada a Guilherme Orange após vencer a vitória da Batalha de Boyne. 

Piano da Catedral dentro do Castelo. 


Decoração 





terça-feira, 22 de setembro de 2015

Primeira semana em Dublin, Host Family, Luas, Pubs e Park

A aventura começa assim que você chega no aeroporto do país de destino, afinal, é outro país, com uma cultura e língua totalmente diferentes da sua. 
Pois bem, contratei um transfer para me buscar no aeroporto e assim que saí de lá fiquei encantada com o que ia vendo: casas clássicas ao estilo europeu, trânsito organizado com carros de volante ao lado direito, montanhas na paisagem de fundo e muito verde.


Para hospedagem escolhi Host Family, acredito ser mais vantajoso uma vez que as refeições estão inclusas no pacote. Me trataram bem assim que cheguei, mas mesmo assim por serem culturas diferentes sempre haverá um primeiro "choque". Recomendo na hora de escolher a Host Family, passar para a agência o que você gostaria ou não que tivesse na casa, como quantidade de filhos, animais, não fumantes e etc. Minha Host Family é composta por 7 pessoas, mãe, pai, 5 filhos e ainda estão aqui duas italianas que daqui duas semanas irão embora, então deixe bem claro a agência se você não quer ouvir brigas de irmãos, choros de crianças e usar o banheiro cronometrado porque tem mais 7 pessoas no seu andar querendo usar.


Emerald Culture Institue

Estou estudando na Emerald Culture Institute e não tenho o que reclamar, é uma excelente escola, só recomendo fazer os passeios com agências de turismo e não com a escola, ficará mais barato. Já no primeiro dia fiz amizade com brasileiros e espanhóis, e as pessoas podem falar quantas vezes quiserem para você ficar longe de brasileiros, mas em um lugar onde você não conhece ninguém, com uma cultura totalmente diferente, você vai procurar "alguma coisa se casa", neste caso, outros brasileiros - e isto acontece com todos, koreanos andam com koreanos, italianos com italianos e assim sucessivamente, não que não haja conversa entre pessoas de diferentes nacionalidades, mas na hora de formar os grupos para sair e curtir os finais de semana, sempre é com pessoas da mesma nacionalidade que a sua. 
Continuando a semana, estou usando o meio de transporte Luas, uma espécie de bonde elétrico que percorre a cidade e é muito vantajoso, ja que você pode comprar o ticket para o mês todo e utilizar o Luas quantas vezes você quiser ao dia - estudantes que ficarão mais de três meses na Irlanda podem estar fazendo a carteirinha de estudante no Trinity College, e com esta, conseguem um desconto ainda maior no Luas ou em qualquer outro meio de transporte.





Nesta semana que se passou conheci o centro de Dublin, que é fantástico com seus prédios antigos e lojas que conseguem dar um ar moderno aos mesmos. Se sentir fome, não se preocupe, a cada esquina você encontra um Mcdonald, Burguer King e Starbucks com preços ótimos para estudantes. Conheci também o parque St. Stephen Green (que a última parada/primeira do Luas de linha verde no centro), é um excelente lugar para passar a tarde sentado a grama fazendo um piquenique ou lendo um livro, e você ainda pode encontrar diferentes tipos de aves, um lago e jardins com belas flores.




Para a noite não deixe de ir no How at the Moon, as quartas-feiras a entrada é grátis até às 21h e a cerveja é €2,50,  caso você não beba, a música é excelente e você pode dançar a noite toda e se divertir muito, mas fique atento ao horário dos transportes, o luas por exempo, durante a semana é até meia noite e meia e os táxis nunca são baratos.
Logo mais falo sobre o final de semana e os lugares que visitei, ou este post ficará bem extenso.


Estou adorando cada minuto e super recomendo aqui não só para estudar, mas para visitar e até morar também! 

sábado, 5 de setembro de 2015

Lembrancinhas para a Host Family, O que não esquecer na bagagem e Chegou o dia!


Ao viajar e se hospedar em uma casa de família, querendo ou não, eles esperam uma lembrancinha do Brasil, e ai vem a pergunta, o que comprar? Não sabemos os gostos da família, o que usam ou não, já que é uma cultura totalmente diferente e pessoas que não estão no nosso dia-a-dia. Com ajuda de minha orientadora da STB (de Sorocaba), chegamos as seguintes conclusões:
  • Copos, camisetas, souvenir com a bandeira do Brasil;
  • Lembrancinhas da cidade em que você mora com fotos dos pontos turísticos;
  • Toalhas bordadas;
  • Sabonetes, cremes e perfume de frutas típicas do Brasil (Avon, Natura, Boticário..)
  • Brinquedos verde/amarelo para as crianças;
  • Doces típicos do Brasil.

Os estrangeiros gostam muito de ganhar presentes típicos e que lembrem o país de que o estudante é. A escolha vai depender da quantidade de pessoas na casa, faixa etária e quanto você está disposto a gastar. Minha host family tem sete pessoas, Mãe, Pai e cinco filhos, e todos querem ganhar uma lembrancinha, optei então pelos doces típicos do Brasil, já que não existem na Irlanda. Você pode comprar doces como:
  •  Paçoca;

  • Pé de moleque;

  • Chocolate (eles adoram sonho de valsa);

  • Doce de leite;

  • Doce de banana;

  • Balas.
E chegado a hora, o que não pode faltar nas malas? Lembrando que você pode levar duas bagagens para despachar (a que vai no porão do avião), uma mala de mão e uma mochila/bolsa. Consulte a quantidade de peso permitida no site da companhia aérea, uma vez que pode variar de uma para outra.
Pesquise também o clima para onde está indo, para saber quais tipos de roupa levar. Então segue abaixo um check-list do que não pode faltar na hora de viajar.


Remédios levados na bagagem de mão tem que estar com receita médica, do contrário serão barrados.
Líquidos, comidas, remédios, maquiagem que tenham líquidos também devem ir na bagagem de despacho.
Para maiores duvidas também consulte o site da companhia aérea, que pode acabar variado de uma para outra algum produto.
E então, chegou a minha hora de embarcar e ir para outro país, depois de alguns anos na luta, finalmente estou a realizar meu sonho. Estou com um friozão na barriga do tamanho do mundo, mas sei que vai dar tudo certo. Estou ansiosa para chegar ao meu destino final: Irlanda, e sei que vou sentir muitas saudades de todos. Não sei com que frequência estarei atualizando o blog, uma vez que só estarei utilizando o computador da escola, onde vou estudar, mas as redes sociais, por ter no celular, fica mais fácil (Instagram - Twitter). E se você tem um sonho, realize-o, não importa se seja amanhã ou daqui cinco anos, demorou quatro anos para eu conseguir o dinheiro da minha viagem, trabalhando, fazendo rifas, vendendo roupas, chaveiros, doces, economizando ao sair com os amigos e muitas vezes nem saindo, então se você quer algo, você consegue!

Até logo!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

[Resenha] A Bibliotecária de Aushwitz - Antonio G. Iturbe

A Bibliotecária de Aushwitz foi o primeiro livro baseado em fatos reais sobre a Segunda Guerra Mundial e o holocausto que li. Não sei muito bem como esse fascínio pelos fatos ocorridos entre 1939 e 1945 surgiu, mas ao saber do holocausto toda informação era pouca ainda tamanha minha indignação. Como milhares de pessoas puderam ser condenadas a morte pelo "crime" de serem judias? A partir disto a admiração só crescia para com aqueles que não se deram por derrotados e sobreviveram onde a morte reinava.
Sobre o livro, assim que li o título na estante da livraria fiquei curiosa, afinal, livros e um campo de extermínio em massa não poderiam estar na mesa frase - mas estavam.
O livro nos conta a história real de Dita Dorachova (com nome fictício de Edita Adlerova) que se viu obrigada a sair de sua querida Praga, ainda criança, e ir para Terezin, parecia uma cidade murada, mas era na verdade um campo temporário de judeus a caminho de Aushwitz. Aos 14 anos Dita e seus pais foram levados a Aushwitz e enquanto seus pais trabalhavam, ela passava o dia no barracão 31, onde secretamente funcionava uma escola, graças a Fredy Hirsh, e Dita, era a bibliotecária. Ela escondia os livros na barra de sua saia e cuidava deles como uma mãe cuida de seu filho: cautela, carinho e amor, afinal, eles eram seu transporte dali para outro mundo. 
Aushwitz
Em julho de 1944 o barracão 31 foi fechado, mas por sorte nada foi descoberto sobre a escola, ou todos teriam sido mortos. Dita então, junto com sua mãe, foram levadas para o campo de Hamburgo, onde trabalharam em jornadas tão longas e com refeições escassas, que os dias pareciam ter muito mas que 24h. Meses depois estavam viajando novamente, o destino era o campo Bergen-Belsen, onde não havia câmaras de extermínio em massa, fornos ou necessitavam de grande trabalho escravo, neste campo, apenas se sobrevivia. Os prisioneiros ficavam horas de pé a comandos dos guardas, se alimentavam uma vez ao dia e se é que recebiam comida - isso se considerarmos uma sopa sem nutrientes algum como comida. 
O cenário que se segue é desolador e quase impossível de acreditar onde os "humanos" conseguiram chegar com tanta crueldade. Os mortos eram jogados em uma vala imensa sem respeito algum e queimados ao céu aberto. Todos viviam em meio a pulgas, piolhos e percevejos, epidemias de tifo e condições precárias de higiene, na qual quem não tinha mais forças para levantar, fazia suas necessidades onde estavam, em suas camas - então os barracões eram uma mistura de insetos, doenças, epidemias, secreções humanas por toda parte, cadáveres e os prisioneiros quase mortos. 
Mas Dita foi forte e sua vontade de viver em meio todo aquele inferno foi maior. Ela resistiu até que finalmente os Aliados venceram a guerra e libertaram todos os prisioneiros dos campos de concentração. Dita tinha chance de recomeçar, e assim o fez. 
Mesmo nesse cenário de guerra e morte, o autor nos envolve no enredo de forma fascinante, onde passamos a fazer parte da história e a vibrar e a chorar entre as linhas. Conhecemos pessoas incríveis e passamos a refletir melhor sobre a vida. É um livro pelo qual me apaixonei do inicio ao fim, e se perguntarem qual é meu preferido, com certeza direi que este é um deles. Sentimos a emoção do escritor ao escrever sobre está incrível pessoa que é Dita Dorachova, que mesmo depois de tudo o que passou não se deixou abater - continuou a vida, procurou um trabalho, apaixonou-se, casou e constituiu uma família.

Dita Dorachova

Ao ler as páginas pude me sentir nos locais em que Dita esteve, e que por enquanto só foi possível conhecer pelos livros, mas que entrou para lista de lugares para conhecer, para poder pisar onde muitas pessoas corajosas e incríveis estiveram, e claro, onde Dita Dorachova esteve - uma mulher forte, cheia de vida, determinada e que nos faz se apaixonar cada vez mais por quem ela é: uma verdadeira heroína. 

Dita Dorachova

Páginas: 366.
Nota: 5 estrelas.