sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mudanças



A infância era maravilhosa, não era? Lembro me de sempre querer três coisas e imagina-las, com os olhos brilhantes, firmemente: ter uma festa de quinze anos, casar usando um vestido branco e ser mãe. Coisas simples que toda mulher quer, não é? 
Não.
No ano em que eu completaria quinze anos toda a magia sumiu, eu não queria festa, não queria vestido longo, não queria valsa com ninguém. (Mas o fiz, a pedido da minha mãe que sempre sonhou com a festa dela e não teve). 
Agora, com 18 anos, apesar de namorar (voltamos, detalhes a parte), não me vejo casando, nem com meu namorado, nem com ninguém. Simplesmente não me imagino morando com outra pessoa na mesma casa usando uma aliança no anelar da mão esquerda. 
E a pior parte, sobre ser mãe, confesso que já passei minutos em frente ao espelho me imaginando grávida e imaginando a melhor sensação do mundo, afinal é um desejo que a maioria das mulheres tem. Pois é. Não me imagino mais sendo mãe. Não possuo mais este desejo. 
E isto me assusta.
Como as três coisas que eu mais queria quando era criança, estão sumindo de minha vida? 
Eu sei que tenho muitos anos pela frente, e que talvez isto possa ser apenas uma crise de existencialismo, mas estou com medo.
Quem sou eu?
E em quem me transformei?
Ou irei me transformar? 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Pensando

Mas se me faz sorrir e rir, mesmo que às vezes, é bom, não é?