segunda-feira, 28 de abril de 2014

Doses


Depois do décimo copo ela já nem sentia mais os lábios – tudo estava amortecido. “Garçom, mais uma rodada” disse ela terminando de beber o restinho que havia em seu copo. Já mais nada importava e ela poderia ficar ali horas, sem ver o tempo passar, mas observando o cenário a sua volta se transformar. Mais nada importava agora, o estupor há a havia consumido e copo após copo ela ia se afundando em um mar de escuridão. E apenas um pensamento passava pela sua mente “como é que vou ir embora daqui sem aquele idiota?”

Raphaela Barreto 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Por que ter um blog?


A ideia de ter um blog surgiu quando eu tinha cerca de doze anos e eu queria postar fotos das minhas barbies na internet (sim, eu ainda brincava de barbie), mas tudo foi tão emocionante que não durou uma semana. Mas a ideia de ter um blog persistiu, parecia legal demais ter um cantinho meu na internet em que pudesse escrever e fazer o que quisesse sem ter meus pais ou os colegas chatos da escola para opinar – seria um refúgio. Com essa ideia, em 2010 criei o My Life, claro que os posts eram meio vagos e sobre coisas que aconteciam em meu cotidiano que eu postava como se fosse um twitter, mas muita coisa mudou desde então. Nesse universo de blogs aprendi a ler textos interpretando a emoção do escritor, aprendi a escrever melhor (embora eu precise melhorar MUITO), e a admirar pequenas coisas. A blogosfera é algo meio mágico, e então, Por que ter um blog? Porque é um cantinho seu, que você pode postar o que quiser, compartilhar suas dores e alegrias sem ter ninguém para te julgar. Escrever poemas, contos, histórias, fazer de diário, escrever sua vivência, motivar as pessoas e muito mais. É uma marca registrada de quem você é, é um escape de nosso cotidiano e um aprendizado a cada minuto.

O tema sugerido foi: Por que ter um blog? 
Por André Foltran, do blog Caderno - um cantinho cheio de poemas que é irresistível não ler.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Sobre um sábado qualquer


Eu sempre falei que não iria começar um post com ok, acho que deixa o texto um pouco pobre, mas resolvi quebrar esta regra. Então...

Ok, ele disse que não iria por motivos pessoais, mas mesmo assim imaginei a tarde toda eu saindo do curso técnico às 17hrs cansada e encontrando-o do outro lado da rua – talvez com uma caixa de bombons ou algumas flores, o que é ridículo uma vez que não faz parte da natureza dele fazer surpresas deste tipo. Devo ser romancista demais para pensar que isso aconteceria comigo, ou boba demais por esperar isto dele. A conclusão é que terminei a tarde saindo do curso sem ganhar chocolates ou flores, apenas encontrando do outro lado da rua as mesmas caras cansadas de sempre. Pois é, foi mais um sábado como todos os outros.

Raphaela Barreto 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Eu que não amo você


Passados tantos anos você me aparece e encontra a casa ainda desarrumada, com um pouco do seu jeito, com o resto do seu aroma, os mesmos móveis e o jardim por cuidar. Não vou admitir que foi fácil sua partida e pensei que jamais iria voltar, mas ai está você em pé a porta com duas malas nas mãos – me parecendo que veio para ficar. O batom está brilhando em seus lábios ainda, lábios que costumavam me beijar carinhosamente. Meu instinto foi correr até você, pedir que ficasse, que fizesse de nossa antiga casa um lar novamente – você me levou você, nossos filhos e um pouco de mim também. Nas madrugadas era um tormento, havia fantasmas de nosso passado nos cantos escuros da sala, havia muito vazio aqui dentro e pouco de mim. E agora você volta, me pede desculpas, mostra a foto de nossos filhos já grandes e eu apenas pergunto, por quê? Por que você me deixou em uma segunda feira cinzenta, sem explicações, e agora volta pedindo perdão? Uma lágrima escorreu de seu olho, eu te perdoo, mas quando você foi embora levou uma parte de mim, e a parte que ficou aprendeu a não confiar em ninguém e a não voltar atrás, a casa vai continuar com nossos fantasmas em seus cantos empoeirados, mas você não poderá ficar aqui, uma nova vida não pode existir onde já houve morte – sinto muito.

“Eu que não fumo queria um cigarro, eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais, neste último mês. E eu que não bebo pedi um conhaque, pra enfrentar o inverno, que entra pela porta que você deixou aberta ao sair. [...] Senti saudade, vontade de voltar fazer a coisa certa, aqui é o meu lugar, mas sabe como é difícil encontrar, a palavra certa, a hora certa de voltar; a porta aberta, a hora certa de chegar [...]. O certo é que eu dancei sem querer dançar, e agora já nem sei qual é o meu lugar, dia e noite sem parar, procurei sem encontrar, a palavra certa, a hora certa de voltar; a porta aberta, a hora certa de chegar – Eu que não amo você, Engenheiros do Hawai.
 
O tema sugerido foi o começo do texto (em itálico) pelo wcastanheiro, 
que sem duvida é um dos melhor blogs que leio.
Ao escrever o texto tentei fugir do "você foi embora e agora que voltou tudo ficará bem e nós vamos viver felizes para sempre" Resolvi mudar tudo e ao escrever lembrei da musica do Engenheiros. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Entre quatro paredes

 
Ridículo algumas pessoas saírem contando entre os quatro ventos o que acontece em sua relação. Claro que alguns acontecimentos contamos para os nossos amigos mais íntimos, mas não detalhes, porque o que acontece entre quatro paredes com o seu parceiro, fica entre quatro paredes e apenas com ele (não me refiro totalmente só aos momentos de prazer). Acho que muitos términos de relacionamento se devem a isso e não culpem só as mulheres não, porque existem (ainda) aquele tipo de cara que após uma boa noite vai correndo contar para os amiguinhos como se ele fosse o “fodão” (marica para mim). Em seu relacionamento tudo deve ser abertamente discutido com seu parceiro, e o que acontecer entre os dois, fica entre os dois -  a intimidade não deve ser exposta, e se alguém perguntar, você não deve falar. E uma dica: sempre antes de fazer ou falar qualquer coisa, pense se você gostaria que seu parceiro fizesse ou falasse a mesma coisa que você.
 
Raphaela Barreto

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Felicidade


Eu poderia tentar encontrar definições de felicidade, mas nem sempre a plena felicidade de um é a mesma que de outro. Felicidade pode ser um algodão doce para uma criança, o primeiro beijo de uma garota, o abraço do namorado, a comida da vó, um carinho da mãe, é realizar um sonho, se formar na faculdade, é ter um filho, pode ser acordar de manhã cedo com quem você ama depois de uma noite, e que noite! Felicidade pode ser tudo aquilo que quisermos, afinal “ouvi dizer que só era triste quem queria”.

O tema sugerido foi Felicidade, tentei escrever sem ser muito clichê.
Quem sugeriu foi a Rosemary Lima, do blog: Permita-se
(gosto dessa palavra "permita-se".

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sobre homens e mulheres

 
É engraçado como os homens e as mulheres são tão diferentes. Mulher tem toda aquela frescura de ser arrumar para sair (e não diga que é mentira porque pelo menos um perfume você passa) e o homem é mais simplão, saiu do banho, se trocou e “ta” pronto. Mulher gosta de falar um monte, o homem é mais quietão e fala o necessário (tirando os maricas do colegial). Mulher chora fácil, o homem se controla. Mulher gosta de ser abraçada, o homem gosta de abraçar (isso não é lei). Mulher é de um jeito e homem do outro e olhando para todas as diferenças, vemos que um se encaixa com o outro. Tem que haver um equilíbrio, e o casal é isso. Se a mulher gosta muito de doce, o homem da vida dela gosta menos. Se o homem adora coisas gordurosas, a mulher tende a preferir coisas saudável – a menos que todo mundo entre no mesmo barco, ai ele afunda e acaba com tudo, por isso digo que é necessário um equilíbrio. Não necessariamente nos exemplos citados acima, mas pode ter certeza que o casal vai ser muito diferente em muitas coisas, só para assim poderem se completar.
 
Raphaela Barreto

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Rotina


Maria clara acordou cedo, escovou os dentes, tomou café e saiu de casa. Andou pelas mesmas ruas, viu as mesmas pessoas, chegou ao trabalho – fez as mesmas atividades, acabou o expediente voltou para casa, pelas mesmas ruas, com as mesmas pessoas. O marido estava dormindo no sofá, ela foi fazer jantar, arrumar a casa e assistir suas novelas. Enfim foi dormir.

Maria Clara acordou cedo novamente, escovou os dentes, tomou café e saiu de casa. Andou pelas mesmas ruas e viu as mesmas pessoas, de novo, chegou ao trabalho – fez as mesmas atividades de forma sistemática, depois do expediente voltou para casa, pelas mesmas ruas e com as mesmas pessoas, de novo. O marido havia decidido fazer a janta hoje, ela então foi arrumar a casa e depois foi assistir suas novelas como de costume. No mesmo horário foi dormir.

E a semana inteira foi assim. E os meses. E os anos.

Maria Clara em um dia de domingo, olhando a rua da janela de sua casa, percebeu que sem querer era escrava de sua própria rotina, fazia as mesmas coisas todos os dias, as mesmas coisas nos finais de semana, fazia a mesma coisa a vida inteira. E a vida passa, passa e não espera ninguém se livrar da rotina. É necessário algumas coisas todos os dias, mas sempre as mesmas, da mesma forma, cansa. Pena Maria Clara ter percebido isso no tratamento do câncer, com a idade avançada. Se culpou de não ter feito outras coisas, de outras formas. Se culpou de não ter vivido mais. A rotina é necessária, desde de que não vire um hábito.

O tema sugerido foi Rotina, pela Beatriz do blog Etc e tal. 
Todos nós temos uma rotina, mas para não surtar, temos que fazer algo diferente,
E para o final deste post quero acrescentar uma música conhecida:
 

 
 
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sobre o cotidiano

“Estamos usando o cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso ou o que se nos permite pensar.”
– José Saramago

terça-feira, 1 de abril de 2014

Um pouco clichê


As pessoas costumam ter uma ideia errado sobre o que é o amor, mesclado a um pouco de fantasia. Idealizam a pessoa perfeita e muitas vezes acabam quebrando a cara. Amor é acordar de manhã toda descabelada e ouvir um bom dia seguido de um beijo, é fazer o café da manhã para o filho, é brigar pela décima vez, é aceitar os defeitos e tentar melhora-los, é dar um abraço em seus pais, é uma troca de olhares intensa, é fazer aquilo que ama. Amor é se olhar no espelho e se sentir bem consigo mesmo, é achar em si motivos para sorrir e usar desse motivo para fazer os outros sorrirem. O amor está contido em cada pequeno detalhe, no brilho dos olhos, no sorriso de uma criança, no gargalhar de um bebê e no acelerar de um coração. O amor está contido em qualquer lugar, mesmo que seja uma centelha, mas nem todos são capazes de enxergar, e para completar: “Porque amar é uma arte, e nem todo mundo é artista” (Renato Russo).

O tema sugerido foi amor, pela Bell do blog Meus Segredos
É meio difícil falar de amor sem ser clichê.