terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Marilyn



Seria mentira minha dizer que não me importo, pois qualquer tentativa de mostrar que não ligo é se importar, só que as coisas não são mais como antes. Orgulho tenho de dizer que o estupor já passou, que tanto me faz se você está na casa de um de seus amigos ou amigas, não ligo mais para isso. Não ligo mais para nada. Sentir algo hoje seria lucro, estou mais sólida e fria do que uma rocha e a barreira aqui é impenetrável, uma pessoa quando se recusa a se apaixonar novamente não está com medo de amar, mas sim como medo do que pode vir depois que o café esfriar, e sinceramente, não aguentaria dois cafés frios. Se me tranformei em algo que não queria ou esperava? A resposta com toda certeza é sim. Quem sabe um dia tudo isso passe, mas até lá faço das palavras de Marilyn Monroe as minhas: “partir antes de ser abandonada”.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Consequências.



O estupor do passado ameaça me abandonar e o sorriso aos poucos volta para meu rosto, fraqueza e vulnerabilidade nunca foram algo que pudesse me orgulhar. Esparanças que construi para mim mesma num passado não muito longe, joguei fora, se vamos brincar eu não quero sair perdendo e me encontrar numa situação deplorável. Vejo hoje que tudo tem um próposito e um porquê, dizer que não sinto falta é mentir, mas simplesmente deixei de me importar. Apesar dos sorrisos involuntários que dou, sei que aqui dentro está mais frio e duro que uma rocha e nenhum calor por um bom tempo será capaz de me aquecer. Estou me transformando com uma intensidade devastadora em alguém que um dia disse que não seria, mas como disse, nada disto importa para mim. Só quero viver o hoje, sem lembrar do passado e sem pensar no amanhã. Com as consequências, a gente se preocupa depois, manter a mente ocupada é a melhor coisa a se fazer agora.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Jovem


O futuro me assusta e um grande poço de incertezas se abre a frente. Há tantos sonhos e tão poucas maneiras de se chegar a eles, o mundo de hoje oprime-nos e nossas opções ficam escassas. A vida é tão fácil quando se tem 12 anos e essa época parece há zilhões de anos atrás. Agora tudo é mais difícil, as responsabilidades aumentam, os problemas aparecem, as dúvidas surgem, e uma torrente de emoções e sentimentos sempre estão prontos para nos invadir. Sinto ás vezes um medo do amanhã, porque não sei o que ele me aguarda, e todos cobram de nós o que eles próprios um dia não conseguiram realizar. "Tanto medo de envelhecer, eu sou bom somente em ser jovem" - John Mayer. Essa frase significa muito mais do que podem imaginar, está tudo nas entrelinhas da vida, nas estrelinhas de mim. 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Feliz


Eu estou levando tudo numa boa, sorrindo as cantos, cantando aos montes e deixando-me vagar quando olho o sol nascendo. A vida é maravilhosa, as pessoas que são cruéis. Tudo pode ser perfeito se você se permitir por um momento sonhar. E eu sonho - sonhava em nós ainda, e acreditava em tudo isso. Há horas que tudo passa despercebido e há horas que as lembranças me invadem e a visão se turva. Eu nunca cheguei um dia a achar que seria para sempre, já que temos uma longa caminhada pela frente, mas não queria que chegasse ao fim tão rápido. Eu não tinha tudo que queria, mas eu tinha tudo o que precisava. Mas apesar de tudo, estou feliz

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Café


Até a forma de você falar comigo mudou - não que eu esperasse que continuasse do mesmo jeito, mas é estranho sabe, você se acostuma tanto com algo que quando isso some, é como se tirassem o chão de seus pés. Tento seguir normalmente, mas o problema é que eu não consigo lembrar qual era meu normal há 5 meses atrás - não lembro quem eu era antes. Frases e mais frases clichês aparecem em minha mente, mas não sou tola o suficiente para escreve-las em algum lugar, seria como me denunciar para todos. Mas apesar de tudo que eu estou sentindo, eu estou bem, vivendo um dia de cada vez, tentando não lembrar do passado e nem planejar o futuro, só me importa o hoje. Bem, uma hora ou outra, o café sempre esfria.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Deprimente


Sabe por que o mundo está assim hoje? Porque vivemos num mundo capitalista regrado por regras, onde a vida humana não vale mais do que centavos e o amor não tem mais importância. A ganancia do homem me surpreende e observo enquanto todos sucumbem ao escuro. Hoje tudo é uma hierarquia, e quem está no mais baixo é tratado como lixo enquanto é obrigado a servir os grandes babacas que estão no topo. Se o homem queria ódio, tristeza, caos, destruição, ganancia, frieza... bem, conseguiu. Parabéns a essa grande sociedade de merda que cada vez mais da valor a coisas materiais, esquece do amor, a coragem, a amizade, esquece que "chegar juntos" é mais importante do que "chegar sozinho". Deprimente, ta ai uma boa palavra que define o que somos hoje. E o que mais me irrita é que muitos fecham os olhos para tudo isso e continuam ali na sua vidinha como se tudo estivesse normal. Claro, porque ligar a TV e ver que pessoas estão sendo mortas é normal hoje. Ver que jovens só fazem merda, é normal hoje. Toda essa grande baboseira é normal. Toda essa grande baboseira é deprimente. Ver que o dinheiro vale mais que o amor, companheirismo e alegria é aterrador. Mais uma vez, parabéns a todos nós. 

Raphaela Barreto

Rotina

A chuva cai fina lá fora, o vento faz as janelas rangerem, e faz a casa ficar gelada. São em dias assim que a nostalgia fala mais alto e a saudade aperta. Tudo parece ter ocorrido há uma zilhão de anos atrás - tudo tão distante, mas ao mesmo tempo tão perto. Parece que está faltando aqui, e os livros são o meio encontrado para preenchê-lo, mesmo que por poucas horas. Pego meus livros e me jogo neles, devoro-os rapidamente, paragrafo por paragrafo, capitulo por capitulo. Quando fecho-os sou inundada novamente por pensamentos e lembranças que já se tornaram rotina e que aos poucos me acostumei.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Raro


Sabe, sou daquele tipo de pessoas que vai sempre estender a mão a um amigo, não importa o quão frágil eu esteja. Sempre meu ombro estará disponivel. Sempre um abraço estará pronto. Não suporto ver as pessoas ao meu redor tristes, mesmo que eu não conheça-a muito bem. Sempre faço de tudo para ver os outros felizes quando estão para baixo, mesmo porque, eu sei o peso de um "vai ficar tudo bem" quando seu mundo está desmoronando.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dor

Era um domingo comum. Uma tarde comum. Era pra ser um passeio comum. Eu estava indo ao parque com meus pais, buscar minha irmãzinha para leva-la para a casa. O farol abriu e meu pai acelerou, tarde demais pra ver o que ia acontecer. Um caminhão vinha na direção contrária, a toda velocidade. Olhei assustada segurando-me mais ainda no banco da frente. Ele deveria ter parado não? O impacto foi inevitável. Senti uma pancada do lado direito do carro, barulhos estridentes de vidros se quebrando e metal sendo arranhado. Gritei. O carro girou algumas vezes, bati minha cabeça e meu corpo ia sendo lançado de um lado para o outro, mesmo com o cinto. A dor era terrível. Perdi as contas de quantas vezes o carro capotou. O pânico me invadia e flashes de sorrisos passavam em minha cabeça, até a imensa escuridão chegar. O carro havia parado. Olhei para minha mãe, ela sorria para mim sem felicidade nenhuma, lágrimas me vieram aos olhos. Ela estava encharcada de sangue. Olhei para meu pai, suas órbitas estavam vazias, havia um enorme machucado em seu rosto. Ele já se fora - pensei começando a chorar. Cada centímetro de mim doía. Minha mãe estendeu a mão para mim, e eu peguei, lembrando de como as pessoas me diziam que eu parecia com ela. Mamãe não iria mais aguentar por mais tempo.
 - Eu te amo - ela sussurrou. 
 - Eu também te amo - disse olhando pra ela. Sua mão deslizou da minha - Mãe? Mãe? - gritei para ela, mas não obtive resposta. Comecei a chorar. Meus pais estavam mortos, bem ali na minha frente, e algo me dizia que eu teria o mesmo fim. Cada centímetro do meu corpo doía e minha visão começava a vacilar já. Tateei meus bolsos em busca do celular, precisava fazer mais uma coisa. Ouvia vozes lá fora já. Disquei o número assim que encontrei o celular, eu estava tremendo muito. Juliana? disse a voz do outro lado. Como era bom ouvir aquela voz, reconfortante. Chorei mais alto. 
 - Julie? O que aconteceu? Fala comigo por favor.
 - Meus pais...eu - não conseguia dizer, parecia que algo estava entalado em minha garganta. 
 - Julie o que houve? - disse ele preocupado.
- Felipe, estou vendo meus pais...mor...tos, eu...eu...
 - O quê? Onde você está? Calma, tudo vai ficar bem 
 - Não - disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Minha visão ia e voltava e eu já não sentia minhas pernas - Siga sua vida...e... Eu amo você Felipe.
- Eu também amo você Juliana, agora me conta o que está acontecendo? - ouvir que ele me amava era o bastante. A força de meus braços estava acabando, vacilei e o celular caiu da minha mão. Ouvia Felipe gritar meu nome do outro lado da linha. Ouvi barulho de sirenes. Eu só queria que a dor parasse. Lentamente fechei os olhos. Meu celular tocou e eu sabia que era o Felipe pelo toque. Sorri uma ultima vez e então mergulhei numa escuridão sem fim. Num lugar aonde o barulho não chegava. Onde a dor não existia mais. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013


Dois mil e doze foi um ano excepcionalmente maravilhoso. Conheci pessoas maravilhosas, sorri, chorei, ri, me apaixonei, fiz amizades para a vida toda, aprendi novas coisas, adquiri experiência, dancei muito... Tudo ficará guardado aqui dentro, arquivado num lugar chamado "inesquecível". 2012 sem duvida nenhuma foi um dos melhores anos da minha vida, mas acabou, deixando me somente as maravilhosas lembranças. E enfim, 2013 chegou - que esse ano consiga ser melhor do que o anterior, que eu consiga realizar o que não fiz, que eu seja feliz, muito feliz. Desejo a todos um ótimo 2013, cheio de alegria, amor e saúde - e que Deus abençoe todos vocês.